Amo-me 2 vezes letras

Com toda fraqueza que às vezes demonstro, com toda força que luto para escondê-las. Com todos os meus defeitos, e com tudo aquilo que tenho de melhor. Eu amo, pelo simples gesto de poder te olhar, de poder te ouvir, de poder saber que simplesmente em ti eu existo. Eu amo, por saber que muitas vezes te quero melhor que a mim mesmo. Deus Me Livre (Letra) - Marcos & Belutti Lyrics, Letra: Te amo mas não quero Nem te ouvir e nem te olhar Por isso Deus me livre eu tenho medo de - Marcos & Belutti - Deus Me Livre (Letra) Letra Lyrics Músic. A gente às vezes não pensa no que diz E às vezes menos ainda no que faz É assim... vida a dois não é tão fácil Mas nunca é tarde pra se arrepender E aprender com Jesus ser melhor pra você Eu prometo fazer de tudo pra te merecer! Não deixe que o dia-a-dia venha ofuscar O nosso amor, que é tão lindo, vamos cuidar! Sei que não sou perfeito mas, amor, eu amo você! Meu bem, eu estou vivendo um momento delicado Meu bem, como é difícil, viver sem você ao lado Meu bem, se eu te magoar as vezes que eu te ligar Meu bem, é porque te amo, e não consigo expressar. Te amo, te amo! Te amo, meu bem, como eu te amo! Te amo, te amo! Te amo, meu bem, como eu te amo! Me bem, eu estou passando Meu Deus, uma vida de cão Meu bem, ah se não tivesse comigo meu ... Eu Não Sou Perfeito. Hoje eu vou ser o homem dos seus sonhos Eu vou abrir a porta do carro pra você entrar Vou te deixar no salão Pra se arrumar, pois a noite a gente vai se amar. Hoje eu vou ser quem eu deveria ser O mesmo que você se apaixonou à um tempo atrás Que te amava mais Que reparava mais em você. Desculpa pelas vezes que não disse que te amo Me perdoa por eu não falar dos ... Me Chame De My Love – Thiago Brava & GKay Lyrics, Letra: Alô, Thiaguinho? Ah, me chame de my love Fala comigo) Eu sei que a gente tá ficando Ainda é cedo pra dizer te amo Me dá um prazo pra eu te conquistar Que eu largo a vida louca pra te namorar No meu …

"Paraquedas emocional" (ou " Primeiro Te Amo não correspondido")

2020.08.22 16:26 clzedi "Paraquedas emocional" (ou " Primeiro Te Amo não correspondido")

Não tive coragem de tomar os remédios com bebida. Três coisas, nessa respectiva relevância, frearam meu instinto irracional naquele momento: minha filha, meu cigarro e vocês. Essa combinação de eventos foi meu paraquedas na queda livre vertiginosa que estava até o fundo do poço.
Narro resumidamente os eventos da soturna madrugada: minha filha me ligou durante minha tentativa de me dopar fatalmente, depois disso, terminei o texto "testamento", um desabafo que escrevi aqui, entitulado como "O que sobrou de mim". Depois de postar, aconteceu a coisa mais inusitada da noite aconteceu: num ímpeto, empurrei tudo que havia em cima da cama pelo chão do quarto, esquecendo o cigarro entre meus dedos, que de alguma forma queimou minha mão e se perdeu dentro do cobertor...
... Instinto de sobrevivência é algo incrível!
Pulei correndo, joguei o cobertor no chão procurando o maldito cigarro, a essa altura já apagado. Dei risada no meio do choro, sentei no chão e desabei. Não lembro no que pensei nos próximos 20 minutos, mas lembro de ter chorado como criança.
Depois de levantar, abri o Reddit e vi que havia dois comentários. É incrível como dois desconhecidos podem alterar todo planejamento do dia. Eles me motivaram, sentiram uma fagulha da minha dor a distância, e falaram o que eu já sabia, mas precisava ouvir de outras pessoas: continue remando.
Durante o outro dia, outros desconhecidos vieram e comentaram também. Outrora, comentários na internet eram pra mim um conceito vago de comunicação. Hoje, são bússolas distintas, que nem sempre guiam pelo mesmo caminho, mas todas em uma direção só. Vocês não tem ideia de como me ajudaram com isso tudo até o momento.
Esses dois últimos dias foram difíceis, mas aprendi a trocar a dor emocional pela dor física. Não comi nada nas últimas 48 horas, e a bebida tem me feito conseguir dormir. Meu trabalho está a revelia.
Ontem precisei falar com ela, e me deixei a disposição para conversar. Me ocorreu que talvez ela precise disso tanto quanto eu. Ela respondeu amistosamente, e disse que está se tratando e pela primeira vez quer melhorar. Eu gostei muito de ler aquilo, me deu esperança...
... Foi aí que resolvi me despedir como sempre me despedi dela: "Te amo"
Essa foi a pior decisão de minha vida. Em 12 anos, pela primeira vez, ela não me respondeu.
É engraçado como a ausência de duas palavras podem fazer um buraco enorme no peito. A tristeza é maior do que tudo nesse momento, e por mais que eu saiba que o sentimento está ali dentro dela, ela não consegue mais achar ele para colocar em cinco letras.
Queria amar a mim mesmo na mesma intensidade que amo tudo que a gente criou juntos. Eu sou construção dela, e ela construção minha. Percebo agora que sou péssimo nisso.
Esse último parágrafo me fez pensar: talvez eu realmente não mereça ela. Talvez ela tenha chegado a esse ponto por minha causa, e minha punição será ver ela seguir em frente sem mim.
Ainda está tudo muito nebuloso e confuso. O único jeito de saber disso é continuar vivo mais um tempo, melhorar para estar bem e, quando ela voltar, caso ela voltar, não ser eu o único problema agravado depois dessa crise.
Vou voltar a fazer academia: pra quem quase cometeu suicídio duas vezes em dois dias, o Coronavirus não será um problema tão grande. Vou me automedicar com antidepressivos também, preciso de minha mente no lugar. Vou continuar postando minha rotina emocional aqui também, pois tem me ajudado tanto escrever quanto ler os comentários.
Eu vou melhorar, mas estou decidido: assisti 12 episódios dessa série linda, e tinha o sonho de assistir mais 50. Se isso for privado de mim, vou desligar a TV.
Só decidi que, se for para tomar uma decisão tão importante na minha vida, que seja de corpo e alma são. Tenho medo somente das fagulhas de coragem. O álcool nunca foi tão doce, o pedal nunca foi tão fundo, e o gatilho nunca foi tão leve quanto agora. Preciso fugir dessas escolhas fáceis!
Eu vou melhorar... Pela minhas filhas, por ela, por mim.
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu não entendi

Olá me chamo L. (H.28) e venho buscar opiniões pra poder entender oque está acontecendo. Há 4 anos atrás conheci uma moça denominada D. Moça bonita e jovem 15 anos, só queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela época consumimos maconha e vivíamos chapados, ninguém queria nada com nada, eu recém terminado e ela também. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que não queríamos nós apegar tanto, porém não foi isso que aconteceu. Porém eu vinha passando por problemas devido ao meu término recente e vi que estava ali só por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depressão profunda e amarga, porém não quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela não tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal queríamos curtir. Passando um tempo minha mãe sabendo da minha situação me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem chão e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois não tinha mesmo condições de me manter nas condições emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de coração partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra trás. Chegando lá não consegui me adaptar e cai em depressão profunda, o único motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. Já que tinha me afastado por conta da depressão, porém ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou não. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psicótica devido ao uso de cannabis. Passei por avaliação psicológica e fui encaminhado pra uma clínica. Foram os piores dias da minha vida, porém aprendi muita coisa ali. Eu já não queria mais morar lá no nordeste então saindo da internação resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha mãe me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doença (esquizofrenia) uma simples tendência nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e não queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma internação mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra não atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter relação amorosa com ninguém, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, não passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irmão, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, já com a intenção de ficarmos, pois havíamos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu não consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que também tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de Pânico ou ansiedade não sabemos ao certo pois ela não quis ir ao médico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequência e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abraçava, conversava, contava algo engraçado até passar tudo. Com um mês pedi ela em namoro durante uma festa que fazíamos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ninguém nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alianças e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irmão estávamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra não pesar pra ninguém como havia combinado com meu irmão, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como está tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, não tinha dinheiro pois não trabalhava e eu ainda estava sem serviço pois nosso negócio estava parado por conta da troca de estação. Passando algum tempo realizamos a venda de um imóvel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o negócio voltasse a rodar iríamos trabalhar pra fazer esse dinheiro render então decidi pegar o resto das coisas dela , até isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, porém comprei muita coisa necessária também como roupas pra nós dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos aniversário fomos em festas antes dessa pandemia é claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curtição sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, você tá parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, então eu fiz tudo na melhor intenção e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que não tinha por que me respeitar. Nós não éramos mais namorado, ela já estava morando comigo há mais de 4 meses, éramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confiança mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra só quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia também quando eu dormia eu acho, pois não via ela mexendo, até aí normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que éramos felizes. Mas de nesses últimos 2 meses, reparei que ela já não se divertia muito diretamente comigo, só quando não tinha mais ninguém mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um aniversário do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha família, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e também a minha cunhada que é namorada dele e irmã da D. Enfim fomos a festa e chegando lá estava a família do aniversariante a mãe e os irmãos que eu conhecia aliás, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..são e dava ânsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. Até aí tudo bem, ele foi super simpático comigo, porém notei ela muito simpática com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto lá em cima conversando com os irmãos do cunhado e nada de me dar atenção, percebi mas nem falei nada pra não ficar um clima chato na festa e nem começar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irmã dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irmãos do cunhado dela, e não me deu ouvidos direito, disse que estava vendo alguém jogar, eu falei vamo que o carro tá ligado já, ela disse que já ia, desci e falei pra irmã dela chamar que ela não queria vir, a irmã subiu, logo ela desceu, ao sair do portão torceu o pé, estava bem embriagada, todos estávamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o pé super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que não, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se não queria ir na casa dele, disse que era melhor não ir por casa do pé, ela não gostou então fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a pé e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao pé inchado, na terça disse que iria na irmã dela e que a mãe ia lá e queria passar o dia lá, normal pra mim, antes de sair meu irmão havia pedido pra ela separar algumas peças que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu avô havia sofrido uma queda e bateu a cabeça forte, no sábado do aniversário ele havia passado mal da pressão e ido ao hospital, desde então eu já estava aflito com essa situação e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irmã, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o pé inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de apé, já fiquei meio irritado, pois há algum tempo ela já não ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou não, paras as obrigações fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do pé inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposição aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu avô havia ido ao médico e eu estava extremamente preocupado. Não conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar lá na irmã pra cortar a franja, só olhei e não respondi, por tamanha indignação com as preocupações minhas comparadas com as dela, que já não se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e não saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela não estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensação de desmaio, fraqueza, decidi então ocupar a cabeça com serviço, enquanto ela ficava no quarto isolada falando só com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, já que ela não saia de lá, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que não dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu também disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intuição ou pressentimento não sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando já, um pouco também é pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagunça dentro dela que a vida dela era um caos e não queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu também dizia, aliás ainda amo, cadê aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ninguém tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi até mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e aí tá de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente não tô não.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa é desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra não perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, porém a gente havia conversado e ela me disse que não foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contrário, era coisa dela e ela não queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio até mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e estávamos conversando sobre nada específico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que não e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei lá e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq já tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos até altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte estávamos conversando normal e tudo até que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de aniversário na casa dele a noite e teria chamado também a irmã dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almoço na casa da mãe do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, já percebi que ela não gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela não havia saído do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra você comer, ela disse que não tava com fome e não olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro aniversário e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situação, não me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se não nós atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando lá se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que é perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra não acordar passando mal com dor de cabeça Ali eu tomei a decisão de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se não houvesse o amanhã, fui até 10 horas da manhã bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, não vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com alguém e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu saí nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisaríamos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. Já rebati..é assim mesmo que você fala? Tem certeza que quer começar uma conversa assim? Ela disse não,, foi mal diz aí oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se não quer falar comigo, só ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu não tô falando com ninguém 🙄 Já parei a conversa e falei ... Ó assim não dá nao...faz um favor e só arruma outro lugar pra você ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu faço isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se já tivesse esperando.. Então me dirigi a porta e disse, me faz um último favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que você fez comigo, não faz com o próximo não.. é feio e é muito errado... Ela balançou a cabeça e disse... Tá bom Desci e fiquei inquieto lá em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o coração, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abraço. Nós abraçamos e nos beijamos uma última vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que já está em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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2020.07.15 08:43 lilypedals_ nao sei mais o que fazer

A quarentena esta sendo ruim para todos nós, mas por causa dela eu descobri ter ansiedade, e vire mexe tenho alguns " ataques depressivos". Explicando melhor, eu sou uma pessoa que depende muito dos outros, desde a opinião, até emocionalmente. Nao que muitos saibam, mas no quinto ano principalmente ( detalhe: tenho 12 anos) todos os dias eu me sentia sozinha e isso me corroía por dentro mesmo que eu nao percebesse, eu chegava da escola todos os dia e me trancava por pelo menos meia hora chorando, ate então eu nao entendia o pq. Há alguns meses, para um projeto na escola, a gnt tinha que falar de uma coisa que aconteceu na nossa vida que primeiramente nos achávamos que era ruim, mais se tornou boa. Eu menti, eu falei dessa fase que passei no 5º ano e falei que no final eu encontrei a luz e descobri como ser a luz. Esse projeto me deixou muito mal, e dps disso eu comecei a ficar acordada ate muito tarde chorando. Há uma semana eu fui p a praia para passar o aniversário da minha vó com ela e aproveitei p ficar em um quarto sozinha. Resumindo eu fiquei acordada ate pelo menos 4 da manha todos os dia e chorava por pelo menos uma hora antes de dormir, isso por 8 dias seguidos, e algumas vezes enquanto eu estava tomando banho eu tinha um surto e começava a chorar. Um pouco depois da minha família ter voltado p casa minha irmã me ouve chorando e "reclamando" e vem me confortar. Ela eh minha irmã mais velha e faz de tudo para que eu me sinta confortável e amada. Ela descobriu sobre como eu estava em uma noite em que eu estava muito mal, eu mandei mensagem p ela pedindo socorro e que ela me ajudasse pq eu estava muito mal, oq mais me doeu foi o fato dela ter ignorado essa mensagem, por causa disso eu passei dias chorando achando que ela nao ligava p mim, isso porque de todos na minha família ela eh a q mais amo, eu nao admito isso p ngm pq tenho medo de ferir seus sentimentos mas eu me mataria por ela sem pensar duas vezes, eu estou tentando proteger ela dos nossos pais que, embora nao fazem por querer, fazem comentários extremamente maldosos, e eu realmente nao sei como dizer, mas vire e mexe eles me fazem sentir muito mal, ent eu tendo proteger ela disso. Uma das coisas que mais me machuca é quando meus pais viram p mim e falam p eu para de "puxar o saco " da minha irmã, eu estou tentando proteger ela pq me dói ainda mais pensar que ela possa sentir oq eu sinto, nessas horas eu tenho vontade de chorar ate desidratar e socar qual quer coisa que eu vejo na minha frente. Outra coisa que me irrita é quando eles deduzem coisas sobre mim, por exemplo: uma vez uma música começou a tocar e minha irmã ( foi por brincadeira mas me afetou do mesmo jeito) falou p trocar pq eu ficava louca com essa música, acontece que eu me identificava coma letra, e nesse periodo eu estou tentando nao me sentir sozinha, ent procuro coisas na qual eu possa me identificar com. Minha mãe também tem me tratado com a criança que eu costumava ser, brincando comigo e sendo muito grudenta, nao que eu nao goste da minha mãe, mas eu nao sinto a mesma coisa que eu costumava sentir, agr eu me sinto meio presa, com medo de ser julgada e magoa-la, mas enquanto isso eu tenho me aproximado muito do meu pai, ja que ele, mesmo nao percebendo, esta tentando me entender eme ajudar, procurando saber das músicas que eu gosto, me ajudando e encorajando a escolher hobbies que me façam bem, e principalmente me dando espaço, a coisa que eu mais preciso, espaço. Ele esta me respeitando e tentando melhorar, enquanto minha mae acha que nao tem nada a melhorar e acaba né sufocando. Voltando ao que eu estava falando antes, tb tem um assunto que descobri a pouco tempo e tem me torturado a um tempo ja, a minha orientação sexual, eu posso ser meio nova, mas na minha vida toda so gostei mesmo de um menino to 2º ano, e ano passado, no 6º ano eu " namorei" um menino, as aspas pq dps dele me pedir em namoro e eu aceitar, eu passei 1 hora atras de uma moita chorando por ter sido uma má ideia ( foi em um acampamento ), e por mais que eu tentasse eu nao conseguia gostar dele, antes era legal falar com ele, depois tudo ficou muito tímido e vergonhoso, por nao so parte minha já que desde o 1º dia ele ja falava que me amava, e eu nunca correspondi, eu fui uma péssima namorada, mas aquilo era novo p mim. Resumindo faz tempo que eu não realmente gosto de alguém, e agr eu acho que to gostando de uma amiga minha, mas dentro da minha cabeça tem uma discussão de eu querer atenção e de eu realmente gostar da menina, e ao mesmo tempo questionar minha orientação sexual, ja que para eu achar um garoto bonito eh muito mais raro do que p eu achar uma garota bonita. Graças ao dia em que minha irmã me encontrou chorando eu passei a contar tudo p ela, quando eu estou triste eu vou no quarto dela p ela me acalmar e me ajudar a entender. Ela tb é a única a qual eu contei sobre a minha talvez orientação sexual, e ela me apoia em tudo e esta sempre me encorajando a nao ter medo, mas tb esta tentando me preparar p o mundo afora, e ao mesmo tempo me confortando dizendo que se eu precisar, ela vai estar lá, e ela sempre tá.
Resumindo, eu ja falei com meus pais e eu vou fazer terapia quando a quarentena acabar. Eu ja estou um pouco melhor do que antes, mas nao 100%, eu diria que uns 45%, por ai.
•esse eh um trecho do que eu escrevi em um dos dias em que eu estava mal• ( esta em inglês pq eu me identifico melhor com a língua )
I fell like nobody understand me, even though I know I'm not the only one felling like this. I fell like the world is changing and there's no place I fit in. I already considerate having depression, anxiety, low self esteem, but at least when quarantine is over I'm going to therapy, I think it'll help me, someone that can tell me what to do, someone that now what I'm going through, that will know me as that sad kid, that sad 12 years old girl, that already though about killing herself but didn't do it because of fear, and not even for that she has the courage. It'll be someone that knows me as I truly am, because I'm tired, I'm tired that everyone that sees me or ignore me or see me as the happy kid I used to be, I'm not that girl anymore, I was stupid, stupid for thinking that I would be that happy forever, I was wrong. I cried to sleep the whole week, and now I read that the persons u think before sleeping are or the person u r in love with, or what makes u sad, the problem is that everyday I cry to sleep thinking about my family and my best friends, and that means that probably they are the reason I'm sad, but there's another problem, I'm almost sure I'm in love with my best GIRL friend, and is not a problem that is a girl, at least not at all, but that is that girl, MY BEST FRIEND, the girl that sees me just as her friend. SHE'S STRAIGHT, SHE LIKES ONE OF MY BOY FRIEND'S, and that boy is a boy and he's not me. Life is literally messing so bad with me, just because I wanted to know its like to actually like somebody, that doesn't means that the person should be my girl best friend.
I might have depression, and when quarantine is over I'll do therapy, and I started thinking a lot about something, how my friends will react when they discover this, because I won't tell then, I don't want then to think me as the poor girl who couldn't handle with life, or think that I just want attention, even though I do, I want attention, I just wanted people to notice me, I wanted my best friends to notice that I'm not good, I'm not felling okay. And I try putting this thought away from my head, but he won't leave, he's still there, I think it was better when I thought I had no friends, because at that time at least I wasn't trying to make people notice me. Now I'm always trying to make people notice me, even my friends sometimes forget I exist.
I'm not being myself for a long time now and nobody notice.
I just want to be happy
I've been trough so much, just trying to see the light.
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2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.01.18 21:28 cardosothiago O meu desabafo dói

Sempre deixei minhas feridas abertas para que minha familia pudesse ver, lembro que alguns anos atrás eu nao conseguia tomar café, por que eu sentia ansiedade e descontrole, então qualquer café pela manhã me dava muita ansiedade. As vezes eu pude ver que meu pai nunca ligou pra isso, ou ate mesmo nunca tive um incentivo dentro de casa (nunca existiu) , tudo que eu tive foi uma resposta pessimista e sempre uma desculpa pra tudo, e quando eu me descontrolava eles vinham me consolando, mas a única vez que eu mereci desculpas foi quando meu pai apontou a faca pra mim e disse que iria arrancar o meu pescoço, estive errado, por que eu gritei e xinguei ele. (Eu denunciei isso) Mas sempre pq meu sentimento grita, eu ja corri atras de muita coisa, ja tentei varias coisas e ganhei dinheiro, aliás, poderia gritar quantas vezes fosse preciso, eu sei que minha familia amou ver eu berrar e contar tudo, ver minhas crises, eu deixei claro, ja fiz testao na net, varios amigos e sempre bati na porta do espirito dizendo: nesse sentimento que estou afogado nao tem ninguém. Quanto mais eu imploro por afeto, nao tem ninguem na familia que dividiu algo, nunca tive isso de abraço, eu te amo. Só uma pressão eles quererem colocar meus sentimentos num boneco e ver eu berrar toda as vezes que eles apertarem, manipulação emocional e pressão. Digo com todas as letras minha familia alfinetou meu sentimento, durante tanto tempo pude perceber que não era eu o errado, mas sim oque eu entreguei, tentei me aproximar do meu pai mesmo morando com ele varias vezes, das minhas irmãs, mas toda as vezes que eu ia contar dos meus sentimentos eles tomavam governo sobre mim, mas nunca ouve reciprocidade de nada, eles sempre transparecem segurança total sobre isso.
Eles aproveitam o tempo possivel, eu ja tive varios episodio de loucura, fugi de casa, fiquei sem entender nada varias vezes, com muito medo. E depois a impotência veio e eu me levantava toda ás vezes
Por tantas das vezes que eu achava que ainda podia contar com minha mãe, nao eram os melhores conselhos do mundo ou a resposta que eu precisasse ouvir. Hoje eu ja aceitei todos como são, sei que o tempo pode vingar, sei que ja superei.
Pude sentir na minha alma como tudo isso estava me deixando com ódio, foi muita coisa a mais nesses 24 anos de idade, hoje eu só vejo zumbis nos corpos da minha familia e existe uma coisa muita forte ne mim hoje que, mesmo que eles mudassem como são, nada irá tirar as marcas de tanta estorçao, nunca correram atrás de nada para mim, eu lembro quando estava tirando minha identidade com 12 anos ja andava em vários lugares, era uma vontade muita grande de viver.
Eles souberam apertar meu botão do descontrole durante todos esses anos, mas hoje eu assumo o controle do meu interior. Eu fiquei com o papel de louco, sempre tiraram minha razão pra tudo.
Hoje em dia nao tenho motivos pra me expressar ou falar, chega de ser julgado, eu posso ser milionário um dia e ser feliz em qualquer parte desse mundo. Mas foi impossível ter tido o que eu queria que era um abraço, hoje eu sei que as pessoas tem prazer em fazer e ver as outras sofrerem
O que eu carrego hoje no meu peito é a liberdade do narcisismo. Eu busquei por muito tempo que aquelas sessões de tortura era falta de entendimento
Eu carrego em mim hoje os meus sentimentos e nada do que eu tive coisas que o dinheiro nunca vai pagar. Carrego o silêncio mortal pelos cómodos da minha casa
Fui assassinado muitas vezes por carregar profundidade, sentimento... Dentro e fora de casa.! E percebo que as pessoas estão fugindo dessa zorra, ou fingindo nao ter nada por dentro
Nao era minhas estratégias eram minhas vulnerabilidades, hoje eu percebo que se eu fizer barulho de felicidade vao querer roubar, é por que é com a alma. Mas estou no razo outra vez
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2019.06.04 03:23 lucius1309 FOGUEIRA (QUASE) APAGADA

Não me considero uma pessoa ruim. Já fui, mas hoje não me considero ruim. Vejo em mim um garoto ainda imaturo tendo que me forçar a amadurecer diante das situações que a vida me oferece.
Não há escolha.
Tudo o que faço é porque eu, a vida ou os dois me colocaram nessa situação. No meu tempo livre, ouço discos, bato textos e vejo seriados. Nada demais, nada fora do comum.
Talvez eu ainda sinta falta de quando eu fazia as coisas fora do comum.
Noitadas irresponsáveis, putas, bebedeiras, drogas, música alta, brigas em bares, roupas rasgadas, carteiras perdidas, celulares roubados, vômitos em sarjetas, roubos de garrafas de 51 que estavam em encruzilhadas, mendigar álcool de posto porque não tinha dinheiro pra beber, pontadas no fígado, problemas de visão turva, nariz sangrando todos os dias pelo excesso de cocaína, falta de responsabilidade com as pessoas que um dia me amaram, descrédito nos empregos, etc etc etc.
Tudo era muito pesado, mas eu conseguia lidar bem. Talvez eu sinta falta disso, por mais que eu lembre de todo o sofrimento. Sempre acreditei que o homem mais perto do buraco era o mais criativo, o mais real, o que mais tava apto pra construir uma bomba atômica ou descobrir a cura do câncer. Quanto mais desespero, melhor.
Isso não passa de um comportamento auto destrutivo que minha cabecinha doente gosta de alimentar. Alimenta noite e dia, praticamente todos os dias. Mas por enquanto tenho ficado calado, andado na sombra, chutando pedrinhas e guardando dinheiro, transando quando dá e fazendo churrascos regados a refrigerante com os dois únicos amigos que sobraram. Não posso falar que a vida está ruim, mas a sensação de vazio talvez ainda esteja presente de forma muito intensa.
Gosto de pegar o carro e correr acima da velocidade. Sei que não é o mais correto, sei que isso não se faz, mas é uma forma de adrenalina. Adrenalina que antes era em excesso, e agora beira o absurdo de nada. Eu deveria fazer um esporte radical, correr de moto num autódromo ou pular de paraquedas. Ou eu deveria dar um tiro na minha cabeça e acabar com tudo num momento de fraqueza.
Quem pode me dizer que eu estou errado?
Tenho dois sentimentos pelo ser humano, oscilam entre apatia e nojo, no geral é apatia, e dependendo da situação é nojo, muito raramente gosto de alguém, mais raramente ainda amo alguém. Não faço isso por mal, eu só não consigo sentir falta das pessoas quando elas se vão. A presença delas é na maior parte das vezes, indiferente. Vivo sozinho e não consigo chorar, faço comida quando chego do trabalho e levo a vida pacata e bem demais.
Ao menos acredito que bem demais. Uma "família" indiferente me fez uma pessoa indiferente. Bingo! Temos a resposta.
Se caísse uma bomba atômica e só restasse eu, eu ficaria muito bem.
Não tiro a razão do assassino em vários casos que vi.
Talvez o erro tenha sido ler muita coisa pessimista na adolescência, me isolar e começar a beber todos os dias em que acordava de ressaca. Ouvir música violenta e raspar a minha cabeça. Minha cara magra e chupada de tanto cheirar cocaína entregava que eu estava num caminho sem volta. Agora ganhei uns quilos, me olho no espelho e grandes merdas. O ser humano de antes permanece ali.
Ele não foi embora, ele só mudou.
E eu odeio mudanças. Tenho medo de mudanças. Quando criança, mudava demais de casa, consequentemente de escola, de amigos, de quarto, de mobílias e de situações sociais. Sempre odiei isso.
Tenho receio de mudar, mas infelizmente preciso.
Minhas explosões ainda ocorrem, só que geralmente eu, na condição de homem adulto que mora sozinho e paga suas contas, posso xingar as paredes de casa, mandar tudo se fuder e transparecer calma nas situações mais delicadas. Acreditem ou não, meu segredo para parecer o cara mais são da face da Terra, é ser completamente insano quando estou sozinho. É xingar tudo o que eu quiser xingar. Já imitei gatos miando, às vezes ainda imito, mas agora tô mandando o mundo tomar no cu.
E ninguém sabe disso.
Talvez nunca ninguém vá saber, e assim é infinitamente melhor.
A vida nunca vai estar boa o suficiente pra mim, por mais que ela beire a perfeição, porque é claro que o problema não está na vida ou nas pessoas, está em mim. E esse meu problema parece não solucionável em 99% das vezes que penso nele. Parece um resto de fogueira, quase apagada. Mas existe aquele 1%, uma brasa, uma fagulha, que insiste em se manter de pé, e que pode ser a solução.
De 100 futuros possíveis, somente em 1 deles a minha vida pode dar certo. (É, eu sei, peguei essa referência ridícula do filminho de herói. Que aliás, nem assisti.)
Me agarro em minhas incertezas e vejo brilho nos meus olhos uma vez por mês, e geralmente nesses dias eu procuro ser uma pessoa melhor, saio na rua e sorrio pras pessoas, peço licença, digo obrigado, desculpas, pode passar, entre outros comportamentos bem educados que mamãe me ensinou antes de se afundar inicialmente numa garrafa de vodka e posteriormente numa depressão. Não a julgo, eu também não aguentaria viver 20 anos com meu pai mandando ver e depois 10 anos comigo pegando pesado (ambos usando todas as drogas possíveis e imagináveis).
Ainda existe uma chance, eu sei disso. Enquanto houver vida há esperança. As porradas da vida te fazem mais forte. Os ensinamentos da vida são dolorosos, mas te amadurecem. Deus é fiel!
Abasteci o texto com cinco frases motivacionais pra que você tire a arma da boca e vá assistir uma série comendo doritos e tomando coca-cola. Espero que funcione pra você, leitor, porque pra mim não está funcionando. Mas o Tool ficou de lançar um disco novo dia 30 de agosto. Eu ainda não cansei de ouvir Pink Floyd. Quem vai alimentar os gatos que subitamente aparecem? A boa e velha máquina de aliviar sofrimentos ainda está em pleno funcionamento, e por isso, eu permaneço aqui. Enquanto houver teclas e textos, haverão dores pra serem aliviadas, e por isso permaneço aqui.
Sem viagra, sem aditivos. Sem cachaça. Tudo fruto da minha tão aclamada habilidade literária (rs), que literalmente já fez eu desistir de me matar.
Vamos lá.
Certa vez eu realmente estava decidido a morrer, eu tinha 22 anos e tava cheirando e bebendo pra caralho, não via fim naquilo, não havia dinheiro, amigos e nem namoradas, eu estava sozinho em casa e comprei uma corda forte para me enforcar. Pendurei a corda numa viga e fiquei olhando ela. Fui beber pra tomar coragem pra fazer a coisa e comecei a escrever, escrevi um conto de umas oito páginas falando justamente de um jovem bem sucedido que estava decidido a se matar (e conseguia). Fiz uma puta conexão do texto com as letras do Dark Side of the Moon (num viés altamente filosófico/sociológico) e gostei muito do que li. Olhei a corda na viga, a desamarrei e decidi que naquele dia eu não faria nada.
Todos têm seus motivos pra continuar respirando. Pois é, eu também tenho o meu. E você acabou de ler ele.
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2019.04.23 07:40 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - PRÓLOGO

Uma nota pré-texto, apenas para situar melhor o leitor: na primeira parte do prólogo, que começa em "Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar", o personagem em questão é o nosso protagonista, Saravåj. Já na segunda parte, que começa a partir de "Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar", o personagem muda e passa a ser o rei da Pasárgada, Matiza Perrier. O prólogo é um contraponto entre os dois, embora o faça sem citar nomes. E se você não entendeu nada a respeito do que eu falei até aqui: dá uma olhada na introdução de Steel Hearts, se quiser, que tá linkada ai em cima.
Enfim, boa leitura! :)
[EDIT: Eu usei o underline para iniciar os diálogos porque o Reddit reconhece o travessão como marcador de tópico.]
Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar.
Ele sentiu a luz do sol em seu rosto, anunciando que a escuridão da noite já havia passado e que o céu era claro mais uma vez. Os seus sentidos despertaram pouco a pouco, como os de quem acorda de um coma após uma década de inatividade. Em um suspiro profundo, pôde sentir o odor de móveis velhos daquele quartinho arranjado e exíguo, mas inegavelmente organizado com maestria milimétrica em cada mínimo detalhe por ele próprio. Confirmou para si mesmo que estava, de fato, vivo.
Vagarosamente, os seus olhos também ganharam vida. Assim que o seu par de olhos se abriu pela primeira vez naquele dia, sua íris castanho-claro focou, sem se mexer um milímetro para a direita, sem se deslocar um milímetro para a esquerda, em uma tábua que estava fora do lugar no teto de madeira bege-clara de seu cubículo. Lhe incomodava demasiadamente aquela quebra abrupta no padrão de tábuas alinhadas e retilíneas. Namorou aquele lasco de madeira solto durante infinitos minutos. À essa altura, seu mecanismo interno também começou a funcionar e debutou a processar informações.
Ele planejou mil e uma formas de solucionar este problema que tanto lhe afligia, com a pia e ridícula convicção de que, quando tornasse àquele mesmo panorama quando o breu noturno caísse novamente, aquela tábua defeituosa continuaria ali, sem sequer ser tocada por um dedo que fosse. Talvez por cansaço físico e mental dele. Talvez por sua própria incapacidade de tecer um projeto suficientemente perfeito para dirimir o que lhe amorfidava. Ou, talvez, por não ser nada além de uma tábua antiga e quebrada. Até que, por fim, ele se concentrou exclusivamente no melódico canto dos pássaros que vinha do lado de fora. Dos presentes da natureza que ele recebia por morar naquele recinto, sem dúvida, a música dos pardais era o mais belo e mais agradável de todos.
Por todos os deuses e deusas do cosmo! Os pássaros! Os pardais-espanhóis!
Ele se levantou violentamente, repelindo para longe a sua coberta, o seu travesseiro e todo empecilho que estivesse em seu caminho, como se estivesse no ápice de sua energia diária, e se colocou, em questão de segundos, na frente da imensa janela de vidro que se localizava estrategicamente na dianteira de sua cama.
Esfregou os olhos. Depois os arregalou. Repetiu o processo algumas vezes.
Quem se colocava, como ele, à frente daquela majestosa janela, tinha uma visão privilegiada de uma enorme figueira que existia naquele vilarejo. Chamava a atenção, ao primeiro olhar, pelo tamanho. Não poderia ser diferente. Aquela árvore era um verdadeiro gigante. Ao mesmo tempo, era uma figueira muito velha, é verdade. Já deveria estar gozando da terceira fase de sua vida. De seus dois mil anos, no mínimo. Seus galhos já eram totalmente retorcidos. Sua raíz era grossa e invadia o solo que lhe rodeava, como um monstro botânico que tenta alcançar a superfície. Contudo, em contraponto, as suas folhas reluziam a vida. Todas elas. O pigmento verde-esmeralda destas era o mesmo de uma plantinha que acabara de desabrochar. Todo o seu caule era consistente e forte, sustentando com exuberância todos os seus inúmeros galhos. Seria uma calúnia atroz afirmar que, mesmo que de muito longe, se tratava de um mero agigantado pedaço de madeira oco e sem vida. Nos pés do caule da monumental figueira, existia uma pequena placa pregada junto à árvore, também de madeira, mas em tom muito mais claro. Nela, lia-se a frase em latim "Hic insignis femina forti ager deambulavit in terra" em letras garrafais, mas visivelmente pintadas com uma tinta branca ralé e desbotada, tornando as inscrições apagadas pelo efeito do tempo praticamente ilegíveis.
Todavia, ele não estava lá para endeusar aquela dádiva da mãe-natureza. Os seus olhos tinham outro eixo. Naquela árvore, muito além da fitologia e de toda tonalidade verde-vivo que lhe envolvia, existia uma verdadeira sociedade de pardais-espanhóis. Haviam vinte ou trinta famílias de pardais que levavam suas vidas nos galhos daquela grandiosa figueira já há anos. Todos eles, passarinhos miúdos, ariscos e ligeiros, características naturais de sua espécie, que levavam em suas penas tons que variavam de marrom-escuro até colorações mais acinzentadas.
Na árvore, se organizavam como se houvesse um contrato social entre eles. Como se os pardais fossem, de fato, seres pensantes, dotados de raciocínio lógico e com a capacidade de agruparem-se em um meio social concreto, previamente definido por regras a serem seguidas por todos. A figueira era a estalagem. Cada galho, uma residência. Não haviam duas ou mais famílias de pardais por galho. Em todos os ramalhos que se fragmentavam do caule, existia somente um ninho de pardal-espanhol, como se todos eles concordassem que aquele era o número ideal de famílias por galho. No raiar do dia, os pássaros se agitavam, aforando os ouvidos de quem quisesse ouvir com a sua graciosa música inerente. Neste átimo, o pássaro-mor de cada ninho voava pelo horizonte, em busca do sustento de sua parentela. E ao final do entardecer, retornava ao seu lar, socializando com os seus os ganhos do dia. Desta forma, aquele agrupamento de pardais engrenava. E só seria uma indiscutível violação de juramento afirmar que a subsistência dos pardais-espanhóis na figueira era, efetivamente, próspera, por efeito do vilão da estalagem. Um abutre.
De corpo robusto e de asas de envergadura majestosa, tinha dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes o tamanho de qualquer pardal-espanhol. Era um autêntico ogro ao lado de um pardalzinho. E, ao contrário da prevalência dos membros de sua espécie, não era de aparência macabra. A plumagem de seu tronco era marrom-clara, como a das águias. E a sua coroa não era pelada, como a maioria dos abutres, que mais se assemelhavam a um morto-vivo do que a uma ave. Continha penas brancas como a neve em seu crânio. Também tinha em seu arsenal de combate garras afiadas como agulha de alfaiate, um bico longo e pontudo e um olhar que imporia pavor até mesmo em um Argentavis. O abutre lembrava muito mais uma ave de rapina do que um urubu. Localizava-se sempre no ponto mais alto da figueira, como a estrela de Belém em uma árvore natalina.
O abutre, sem dúvidas, era o amo daquela sociedade. O dono. O rei. Todos os pardais-espanhóis se viam fracos e indefesos diante de uma ave tão superior em tamanho e em força e se curvavam diante do abutre, ainda que mordendo a língua de desgosto. De todos os pássaros da figueira, o abutre era o único que não se aventurava no mundo além daquela lendária árvore em busca da sobrevivência diária. Muito pelo contrário: agia como um cobrador. Durante todo nascer do sol, sem feriado nem dia santo, o abutre voava de galho em galho, de residência em residência, de família de pardalzinho em família de pardalzinho, tomando para si uma parcela das sementes, grãos, cereais e pedaços de legumes que as famílias de pardal haviam faturado no dia anterior. Na maioria das vezes, era a metade. Por algumas vezes, entretanto, o abutre não fazia economias e se apoderava de mais - e muito mais - da metade dos alimentos de um ou outro ninho de pardal-espanhol, deixando estes reféns de sua própria sorte, suplicando aos deuses para que naquele dia o saldo alimentício do chefe da família fosse dobrado. Em troca desta colaboração forçada, os pardais-espanhóis não recebiam absolutamente nada. Nem proteção do abutre. Nem nada que dependa da solicitude do malévolo pássaro-rei. Não era justo. Mas "realidade" e "justiça" são palavras que raramente caminham de mãos dadas. O medo que os frágeis pardais tinham do abutre, tão corpulento, tão vasto, tão amedrontador, impedia-os de organizar uma revolta contra aquele pássaro das trevas. Era parte da rotina ceder metade dos seus lucros, sem mais nem menos, ao seu próprio carrasco.
E assim a sociedade de pássaros que vivia naquela louvável e anciã figueira funcionou durante muito tempo.
Até aquele dia.
Naquela manhã, tudo foi diferente.
O abutre deu início à arrecadação do alquilé dos pardais, como o de costume. Até que, após confiscar para si alguns pequenos grãos e sementes sem imprevistos, voejou até um galho que se localizava em um dos pontos mais altos do lado esquerdo da figueira.
Ali residia um pardal-espanhol solitário. Não tinha família. Morava sozinho em seu ninho. Era tão pequenino e franzino como os outros. Carregava em seu corpo penas marrom-claro, quase que idênticas às do abutre. Também tinha uma listra branca que corria por todo o seu corpo, o que lhe diferia dos demais. Ela tinha início na parte inferior de seu olho direito e só encontrava fim quando terminava o torso do pardal.
Naquela manhã, ele resistiu. Se apresentou à frente do abutre, que era um genuíno arranha-céu em frente ao passarinho, como quem se recusa a cumprir uma ordem e desafia o seu algoz. O abutre estufou o peito, na tentativa de intimidar o pardal-espanhol revoltoso. Em vão.
Antes que o abutre pudesse adotar qualquer segunda atitude visando espantar o seu adversário, o pardalzinho o atacou, em um movimento precípite e, acima de tudo, inesperado. O abutre foi lançado para fora do galho pela força da velocidade que o pardal imprimiu e os dois pássaros passaram a brigar no ar. No combate corpo a corpo, o pardal-espanhol compensava a ausência de força com uma agilidade que o abutre não conseguia acompanhar. O abutre se tornara incapaz de usar o seu tamanho e a sua robustez avantajada à seu favor. O inverso aconteceu: a grandeza física do abutre fazia com que ele fosse um alvo fácil de ser atingido por seu rival. A força, meio que o abutre usou para ser condecorado o pássaro-mor hegemônico daquela figueira durante tanto tempo, trazia junto de si a lentidão, o que fazia com que aquela ave, antes tão temida e respeitada por seus subordinados, não conseguisse inibir as investidas do nanico e veloz pardal-espanhol. O pardal nocauteava o abutre várias e várias vezes, mudando de uma direção para outra como uma flecha, antecipando os movimentos tardios de seu inimigo. O contrário não acontecia. Naquele instante, o abutre servia somente de saco de pancadas para o pardal.
A ameaça que a revolta daquele heróico pardal-espanhol representava à soberania do abutre serviu de gatilho para muitos outros pássaros residentes da figueira, também descontentes com a iniquidade daquela dura submissão, que deixaram os seus ninhos para também golpear e bicar o abutre simultaneamente. Em pouco tempo, mais da metade da sociedade de pardais-espanhóis estava ali, lutando por sua plena liberdade. O abutre tentava se defender do bando como podia. Se contorcia, esticando as suas garras freneticamente para todas as direções até o limite de sua flexibilidade, na tentativa de abater um ou outro pardal. Se já era árduo para ele engalfinhar-se com um pardal-espanhol só, guerrear contra um bando inteiro tornava-se insustentável. O abutre debatia-se em gemidos escandalosos de dor, na risível esperança de enxotar todos aqueles incontáveis pássaros para longe de si.
Até que, de tanto que insistiu e esperneou, o carrasco conseguiu prender um de seus êmulos em uma de suas garras - a esquerda. Aquele pardalzinho foi, instantaneamente, neutralizado. As unhas pontudas do abutre, que mais pareciam pequenos punhais, atravessaram a plumagem marrom-clara daquele pequeno pássaro sem lástima nenhuma, perfurando-o exatamente no centro da extensa listra branca que se avultava por todo o seu corpo, peculiaridade que lhe diferenciava de todos os outros pardais. Era ele. O pardal-espanhol rebelde. O motor daquela rebelião. O patrono dos pardais-espanhóis malcontentes com as injustiças cotidianas daquela estalagem. Aquele - o único! - que aceitou com prontidão o perigoso jogo de confrontar o temeroso abutre. Justamente ele, entre as dezenas de pássaros. O destino, perpetuamente muito irônico, pôs-se a rir da infeliz coincidência. O pardalzinho revolucionário era, de modo inegável, muito astuto. Mas nem que tivesse o quádruplo de sua resistência física, seria capaz de sobreviver estando entre as implacáveis garras cortantes do abutre. Ele não teve sequer a chance de lutar por sua supervivência. Os seus órgãos internos foram espremidos. A morte foi instantânea. O cadáver, sem embargo, continuou nos gatázios do abutre, como se fosse um troféu - ou prêmio de consolação - para o impiedoso pássaro-rei.
Os demais pássaros revoltosos, à exemplo de seu recém-falecido condutor, seguiram a bicar o abutre, com cada vez mais violência, como se não fossem meros passarinhos tênues e mansos. Mais pareciam, naquela rebelião, verdadeiros animais selvagens. O bando de pardais-espanhóis era uma máquina de guerra, pronta para esquartejar o seu inimigo a qualquer instante. Era questão de tempo até que o abutre tivesse o mesmo trágico fim do pardal causador de toda aquela anarquia necessária. Do pardalzinho que ele acabara de tirar a vida friamente. O destino, por sua vez, não tardou muito. O abutre já mal tinha forças para para estrebuchar, reconhecendo pouco a pouco o seu melancólico e penoso porvir. E este não podia sequer pleitear a vida por suas habituais injustiças. Todo aquele sofrimento do abutre era íntegro. Merecido. Conveniente. Depois de tanto atazanar os pardais daquela figueira, era a hora do acerto de contas.
Em um movimento descontrolado, um dos pardais-espanhóis mais exaltados em meio àquela calorosa confusão bicou o comprido pescoço do abutre ferozmente, estourando com retidão cirúrgica sua veia jugular. O golpe foi fatal. Morte instantânea. A morte, inegavelmente, é juiz. Se a vida, por muitas vezes, favorece aos maliciosos, a morte, sui generis, jamais falha. Pune a todos, sem distinguir. Um jato de sangue arroxeado jorrou da goela do abutre, manchando com aquela seiva honrosa boa parte dos pardais que estavam em torno do pássaro sucumbido quando a bicada da vitória foi desferida. A revolução dos pardais estava completa. Não havia mais carrasco. Não havia mais verdugo. Não havia mais medo, nem aluguel. Enfim, o abutre libertou o corpo sem vida do passarinho revoltoso de suas garras e, simbolicamente, todos os pardais que integravam aquela sociedade.
O monumental corpo ensanguentado do abutre e o defunto esmagado do pardal-espanhol rebelde caíram lentamente pelo ar, lado a lado. E tocaram o chão exatamente no mesmo instante, fazendo valer, mais uma vez, uma velha máxime da vida: quando o jogo acaba, todas as peças, por mais diferentes que sejam entre si, voltam para a mesma caixa, sem se queixar.
Ele assistiu tudo de camarote.
"É tão estranho. Os bons morrem antes", ele pensou consigo mesmo.
Ele, então, voltou-se para a sua cama. Deu meia-volta, despiu-se dos trapos velhos que usava para dormir e vestiu o seu traje de batalha mais nobre, que levava uma enorme capa vermelho-vinho às costas, que recaía por quase toda sua armadura de ferro medieval, a qual ele também envergou. Sentiu-se, como sempre, mais são portando aquela farda solene. Olhou por intensos segundos para o seu próprio reflexo no espelho que havia em frente à cabeceira, com um ar aristocrata de confiança. Apoderou-se, ademais, de duas espadas que estavam encostadas no pé dianteiro de sua cama. Uma banhada à prata e outra banhada à bronze, tinham a estatura, à grosso modo, moderadamente menor do que uma vassoura comum. De lâmina mais fina e de peso mais leve em comparação com as espadas universais dos templários, colocou suas duas gládias nas bainhas que também carregava em suas costas. Por fim, deixou o seu quartinho amanhado, organizado como nunca, exceto pela tábua desprendida no teto de seu cubículo - aquela amaldiçoada tábua! - fechando a porta amadeirada deste para jamais tornar a abri-la.
O vento, enfim, soprava à seu favor: era tempo de ressureição.
Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar.
De ressaca. Sentia em seu crânio pontadas de dor, que iam e vinham. O cenário ao seu redor denunciava o motivo de seu mal-estar: infinitas garrafas de vinho e de licor vazias em torno dele, além de incontáveis taças douradas, também vazias ou consumidas somente até a metade. Ele despertou em um magnificente trono real dourado, produzido tendo o ouro puro como sua matéria-prima e decorado com jóias preciosas, coloridas e resplandecentes - havia tido o seu sono ali naquela madrugada, sentado. Aquele trono dourado era o ponto mais alto daquele salão. Tanto que, era preciso subir alguns degraus para chegar até ele - não por acaso. A ideia era, de fato, representar o ápice da soberania que um mortal poderia desfrutar. O lugar mais alto que alguém poderia ocupar na pirâmide social.
Ele, com os olhos entreabertos e com os movimentos anormalmente vagarosos, aparentando ainda estar um pouco ébrio, começou a esparramar com as mãos as cartas de baralho que estavam no braço direito do trono real, deixando com que algumas caíssem ao chão. As cartas, espalhadas por todo salão real, retratavam as várias e várias jogatinas e capotes da madrugada anterior, os quais ele mesmo fomentou. Ele havia patrocinado uma farra regada à bebidas alcoólicas caras na madrugada daquele dia, junto de seus companheiros mais íntimos. Por mais uma vez. Os eventos alcoólatras apadrinhados por ele eram corriqueiros, praticamente diários.
Ele seguia espalhando as cartas do baralho, até que uma lhe chamou a atenção. Era um rei. Um rei de espadas. Não era o roupão vermelho do rei, fragmentado em mandalas, que lhe atraía. Muito menos as espadas coloridas que ele segurava em cada uma das mãos. Nem o bigode, nem o cabelo, nem a coroa. O olhar. Os olhos daquele rei eram diferentes dos demais. Eram intimidadores. Transbordavam malícia e davam um sentido maquiavélico àquela carta. De todos os reis do baralho, aquele, sem dúvidas, era o mais perspicaz. O que tinha a maior agudeza de espírito. O mais astuto, talentoso, inteligente e toda e qualquer palavra que remete a um privilegiado intelecto ardil. Ele pegou a carta em suas mãos e apreciou-a por alguns instantes, rindo. Até que, levou o rei de espadas até o braço esquerdo do trono do rei, onde havia uma taça de ouro da noite anterior, cheia de vinho até a metade. E então, mergulhou a carta no vinho, por diversas vezes, repetidamente.
_ Beba, reizinho. Beba. Que, por hora, é o melhor que se faz. O álcool foi inventado pelo homem para suprimir o tédio diário, você sabe bem. As mulheres também vão te distrair com seus corpos, se você assim quiser. Mulheres e bebidas. É por isso que a nossa passagem terrena vale a pena, não? Beber para as mulheres. Beber por causa de mulheres. Beber junto das mulheres. Afinal de contas, o mundo está de braços abertos para te servir. Os miseráveis tem a honra de dividir uma geração contigo, alguém tão genial, tão brilhante, tão divino. É dever deles a solicitude para com você, não acha? Grandes conquistas virão, reizinho. Muito maiores do que qualquer ratazana européia um dia já pôde imaginar. Mas enquanto as glórias ainda não se concretizam, beba. Somente beba. Até desaparecer-lhe o fígado.
Uma voz juvenil, neste momento, cessou o seu delírio abruptamente.
_ Meu rei! Mil perdões por interromper-lhe!
Era um jovem e raquítico soldado. Parecia nervoso por estar em presença de alguém tão importante. Tinha como suas vestes o uniforme-modelo dos cavaleiros da Ordem do Templo, utilizado nas cruzadas do século anterior. Todavia, distinguia-se destes pela tonalidade azul-marinho substituindo a vermelho-sangue e por conter um brasão com a letra "P" no lado esquerdo do peito de sua armadura.
_ Já interrompeu, ora! Por que me solicita o perdão, asno?
_ Então perdoa-me por lhe solicitar o perdão, meu rei, se isto ameniza o meu deslize. Vim somente lhe transmitir um recado da rainha. Ela me pediu para vir lembrar-lhe que está quase na hora de discursar para o povo. A rainha e os membros da elite já estão na sacada do castelo. Sua louvável presença é a única que falta para o início do discurso real.
_ Ah! Claro! Já havia me esquecido. A ressaca me veio mais forte do que o habitual nesta manhã. E se não estivesse tão em cima do horário, queria embriagar-me antes do enunciado. Você já imaginou? Tente imaginar, se o seu retardado intelecto não te impedir. Discursar completamente bêbado! O povo, sem dúvidas, acharia fantástico! O que achas, capacho? Dê-me sua opinião, por mais desprezível que seja.
Enquanto falava, ele levantou-se e desceu os degraus do trono real com dificuldade, cambaleando.
_ É... Seria memoroso! Com toda a certeza!
_ És um bom rapaz, soldadinho. Você é dos meus, eu tinha a pia convicção! Inclusive, acho que a sua figura é a que falta para completar nossas diversões alcoólicas que ocorrem depois do último badalar do sino. O que me diz, meu companheiro? Licor e vinho à vontade depois do horário dos mortos! Está de acordo?
_ Verdadeiramente, meu rei?
O soldado recém-formado olhou para ele com o olhar mais inocente que se pode imaginar.
_ É claro que não, capacho! Onde já se viu? Uma barata do exército imperial feito você em meio aos mais finos nobres! Tira-te as patas do meu salão real, imbecil!
O soldado saiu imediatamente da sala privada do rei, trêmulo. Ele, em todo o tempo com um largo sorriso no rosto, gargalhou de suas próprias anedotas. Ainda assim, a informação que o seu subordinado lhe transmitiu estava correta. Faltavam poucos minutos para o discurso semanal do rei para os seus populares. Era mais um domingo gelado de inverno. Ele seguiu pelos cômodos e corredores do Castelo de Woodyard. Conforme caminhava, escutava um coro uníssono, em êxtase, que se tornava mais forte conforme ele se aproximava da sacada do castelo.
_ Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Vida longa ao rei!
Ele, enfim, chegou até a sacada. O povo ali presente, em frente ao castelo, engrossou ainda mais o hino quando o viu. Com os braços abertos, de aparência amigável e singela, ela acenou para o povo que estava abaixo, como sempre. A rainha, idem, estava ali, sempre à sua direita, ora envolvida pelos braços dele, ora também saudando o público.
_ Bebi o dobro do que você bebeu nesta madrugada, meu amor. E despertei três horas antes de ti. Cômico, não acha?
_ A força feminina! É o que nos mantém no poder!
Sua esposa era uma mulher de quase trinta anos de idade. Os efeitos do tempo, entretanto, inegavelmente eram muito gentis com ela. Aparentava ser dez anos mais jovem. A rainha chamava a atenção, sem sombra de dúvidas, pela beleza física: mulher de corpo esbelto, e de rosto tão atraente quanto.
Ele, enfim, deu início ao pronunciamento real. De cunho populista e com muita convicção em toda frase que proferia, ele exaltou a laicidade de sua monarquia. Alegou que não admitiria, nem por cima do seu cadáver, que a coroa compartilhasse o governo com o Papa. Como o de costume, apontou o dedo para a Igreja Católica, condenando-a pelo massacre estúpido daqueles que ela julgava como infiéis. Posteriormente, reiterou o seu compromisso com as camadas mais baixas da sociedade. Se auto-intitulou como o pai dos pobres. Alegou que reduziria o preço do trigo pela metade. E ganhou ainda mais a simpatia de seus ouvintes quando comunicou que distribuiria pães de forma gratuita em alguns pontos dos vilarejos de seu reino, garantindo o direito básico da alimentação para todos e todas. Penhorou, também, que os soldados, tanto os da elite quanto os do império, seriam valorizados e teriam a sua dignidade garantida. Afinal, segundo ele, na sua visão de governabilidade não existiam reis e capachos. Existiam seres humanos buscando um bem comum. E, finalmente, levantou a sua principal bandeira: garantiu que, enquanto ele tivesse a coroa sobre a sua cabeça, homens e mulheres seriam iguais. Os mesmos direitos. As mesmas funções. Os mesmos papéis na sociedade. Exaltou com as mais fascinantes palavras o arquétipo da mulher independente e empoderada. Discorsou primorosamente durante quase trinta minutos sobre a suma importância da equidade dos sexos em um meio social evoluído.
O povo foi ao delírio, como já era costumeiro no pós-dicurso do rei. O barulho era ensurdecedor. Toda gente gritava o seu nome à todo pulmão, confiando cegamente na benevolência de seu líder. Ele era uma unanimidade entre o povo. Não havia uma alma viva que abrisse a boca para reclamar de sua forma de reinar. De suas ideologias modernas. Era um verdadeiro rei hegemônico. O mais perto que se havia de Deus em solo terreno. Ele, por sua vez, sequer lembrava do que havia dito em seu discurso alguns minutos antes. Sua cabeça estava em outro lugar. Nas nuvens. Só conseguia pensar nas fartas moedas da corrupção caindo sobre suas mãos - que financiavam esbórnias, orgias, bebedeiras e afins suas, da rainha e de seus aliados mais próximos - e no futuro promissor de seu império populista, que em um dia não tão distante haveria de se expandir para os quatro cantos da Europa, em um reinado jamais visto antes na história da humanidade.
Assim que terminou o seu enunciado ao público, em meio aos berros que manifestavam apoio ao seu reinado, ele arregaçou a sua manga esquerda, revelando o mesmo o rei de espadas de outrora, a mesma carta que ele havia embebido no vinho. Ele havia a escondido em seu uniforme imperial quando saiu do salão real.
_ Vês isso, reizinho? Isso não é nada. É um grão de areia perto do império gigantesco que Júpiter te reserva. Terá o mundo aos seus pés, é inevitável. A ordem cósmica quis assim. As próximas maltas vão aprender sobre o seu nome. Sobre tudo que te envolve. E até sobre o seu sabor de licor preferido. E você? Você só deve saber o seu próprio nome. É o que mais importa. Reizinho, é assim que gira o ciclo da vida: manda quem pode, obedece quem tem juízo. E eles tem. Você vê cada vez mais de perto que tem. O universo deve respeito por aquele que já nasceu abençoado. E ninguém vai ser capaz de te impedir, reizinho. Ninguém. Nem mesmo Deus.
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