Onde posso encontrar o verdadeiro amor

O mundo virtual é chamado de vastas extensões da Internet. Mas, até hoje, os mundos virtual e real estão tão interligados que às vezes é difícil determinar onde realmente está. Vamos levar conhecidos. Mais cedo, outros 15 a 20 anos atrás, onde os jovens se conheceram? Em discotecas, bares, instituições educacionais, bibliotecas (sim, sim!). O segredo para encontrar um amor de verdade Todo mundo quer um amor que lhe faça feliz, realizado, que você tenha vontade de ficar perto da outra pessoa, que você confie completamente, que não haja aquela dependência doentia, mas que um complemente o outro, que não sofra ameaças nem interferência. E sem entender o porquê disso, mesmo com tantas qualidades aparentes.Se você se identificou com o perfil, a autora do livro Está na hora de se ligar 59 truques para você encontrar o amor, Carolyn Hax, pode te ajudar a mudar a última característica citada acima. Ou seja, ela tem dicas para você encontrar o par ideal. Ele serve tanto para mulheres, como homens é o “terceiro sexo”. Independente do sexo muitos buscam o amor verdadeiro, e eu sou um desses. A quase 4 anos estou solteiro e não encontro nem um cara que realmente rolê Química e queira levar a sério uma relação. Se vocês acham que para vocês o amor está difícil, imagina para homo. Um verdadeiro amor nos enche de alegria e de dentro do peito, resplandece a felicidade. Quando o amor é de verdade, você sorri o tempo inteiro e se sente completa. Saia dessa rotina escura e espere o tempo passar para então encontrar o seu amor verdadeiro e que vai um sorriso do seu rosto tirar. Compartilhar Fique sabendo desde já que qualquer oração poderosa para encontrar um amor verdadeiro deste artigo é poderosa. Muita gente fica pensando se pode orar todas elas para obter mais poder. Não recomendamos que o faça , pelo menos na mesma altura. O verdadeiro amor pode ser encontrado em qualquer lugar; enquanto você está lá fora procurando, você está fazendo a coisa certa. Deixe de lado suas inibições e coloque-se disponível. Sorria e e aproveite a vida com as pessoas que estão ao seu redor – mais cedo ou mais tarde, você vai encontrar alguém que você realmente ama e que ... Amor verdadeiro é aquele onde duas pessoas se amam, independente das situações e problemas que possam viver. O amor verdadeiro é aquele onde nada abala e que resiste a qualquer dificuldade e que o casal se une nos momentos ruins e celebra todos os momentos alegres juntos.. Amor verdadeiro é um tema muito discutido, muitas pessoas duvidam se ele realmente existe. O amor humano toca o Céu e nos dá a graça de recebermos as bênçãos do Pai. Lendo o capítulo 11 do Evangelho de São João que, fala sobre a ressurreição de Lázaro, no versículo 33 nós podemos ler que Jesus se comove e fica perturbado, ao ver Maria e todos os outros chorando pela morte de Lázaro, em seguida, Jesus pede para mostrarem onde o haviam enterrado. Que o envelhecimento chega sem que você espere, que o mundo fica repetitivo com o tempo, que as pessoas ficam previsíveis e que sexo fácil é sempre sexo sem amor. É preciso avisar que o amor é raro, difícil, caro, duro de encontrar, morre fácil, porque é sempre mal-adaptado num ambiente mais afeito a baratas do que a seres humanos.

Diário de uma queda

2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
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2020.02.22 03:31 altovaliriano Harpa de Rhaegar nas criptas de Winterfell

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/07/31/the-secret-in-the-winterfell-crypts/
Autor: Cantuse
Título original: The Secret in the Winterfell Crypts

Eu tenho uma teoria sólida sobre um possível segredo que mudaria tudo que sabemos sobre as criptas de Winterfell:
A singular harpa de cordas de prata de Rhaegar está no túmulo de Lyanna.
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– Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
– Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo [...]
(ACOK, Daenerys IV)
Esta citação é sobre Aegon e se dá entre Elia e Rhaegar. Lembre-se do que Marwyn diz: "A profecia é como uma mulher traiçoeira" . Rhaegar pode estar errado sobre Aegon; ou, mais provavelmente, ele acredita que uma ou todas as três 'cabeças do dragão' são/é o príncipe que foi prometido.
Tematicamente, é mais sensato se Jon Snow for o Príncipe que foi prometido. Especialmente quando você considerar sua paternidade. Apenas combine as palavras Stark e Targaryen. Observe também que, se atualmente você acredita que os pais de Jon são Rhaegar e Lyanna, Jon é possivelmente um 'príncipe prometido', com base nas lembranças de Ned sobre as palavras finais de Lyanna: “Prometa-me, Ned” .

A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE

Eu estava profundamente em conflito quando li A Dança dos Dragões pela primeira vez.
Eu sempre acreditei na teoria "R + L = J", então sabia que tinha um viés pessoal: que Jon deve ser um protagonista central e um verdadeiro 'Targaryen secreto', que esse Aegon VI ("Jovem Griff”) Era apenas um pretendente. Eu lutei com esse preconceito contra Aegon VI por algum tempo, sem respostas reais à vista. Intelectualmente, sabia que não poderia responder à pergunta de quem é realmente legítimo.
* * *
Comprovando legitimidade
Ocorreu-me então que havia um método mais prático de abordar a questão, a formação de uma pergunta que fornece possíveis respostas ao mistério: "Como uma pessoa prova legitimidade?"
Isso representa um desafio para Aegon e Jon. Olhando para eles de perto:
Não basta aparecer como um Targaryen ou se declarar um; você precisa de legitimidade, precisa de provas. Os senhores de Westeros já duvidam de sua legitimidade, então ele deve provar ou subjugar todos eles. Em algum momento, ganhar vassalos com uma pretensão legítima será mais valioso do que conflito. Também não ajuda que ele seja apoiado pela Companhia Dourada. Diz bastante que ele e seus conselheiros saibam disso, e é por essa razão que ele está inicialmente empenhado em garantir a mão de Daenerys no casamento; assima ele terá o sangue dela e seus dragões para estabelecê-lo.
Ele está supostamente morto, mas lembre-se: se a noção de estabelecer alguma conexão entre Jon e Rhaegar for importante para a história, independentemente do status vital dele, essa teoria ainda será útil. Ninguém além de Howland Reed tem conhecimento da hereditariedadede Jon, então ele não teria necessidade de encontrar algo parecido com essa harpa. Mas para aqueles de nós que gostariam de vê-lo revelado como Targaryen bastardo ou verdadeiro, Azor Ahai ou o príncipe prometido, ele também deve provar isso a si mesmo e/ou aos demais.
O próximo passo lógico é perguntar: "O que reforçaria significativamente uma pretensa ascendência Targaryen?"
Observe que não há Targaryen vivo e universalmente reconhecido (fora Daenerys) que possa garantir a autenticidade de uma pessoa. Isso também é verdade para um não-Targaryen que tenha amplo conhecimento da legitimidade de um candidato. Assim, não há pessoas vivas que possam declarar genuína e legalmente uma pessoa como um verdadeiro Targaryen, apenas pela força da palavra. Isso seria verdade tanto para Jon Connington quanto para Stannis e Howland Reed.
Simplificando, os nobres de Westeros não têm razões intrínsecas para assumir que um candidato é legítimo apenas com base em palavras.
* * *
A necessidade de evidência
Conseqüentemente, os senhores de Westeros precisarão de evidências objetivas e físicas de legitimidade antes que possam ponderar seriamente a autenticidade de um suposto Targaryen.
Mas que tipo de evidência causaria esse tipo de contemplação?
Meus primeiros pensamentos foram para as espadas valirianas Irmã Sombria e Fogonegro.
Infelizmente, ambas as espadas estão associadas a linhagens bastardas de Targaryen, cada uma manchada por histórias que realmente prejudicariam qualquer reivindicação de legitimidade.
As duas também permaneceram invisíveis por vários anos. Portanto, podem haver sérias questões logísticas sobre se elas permaneceram em famílias de sangue Targaryen verdadeiro ou bastardo: não existe uma "cadeia de custódia " confiável para sugerir que um portador atual tenha algum legítimo relacionamento com a dinastia Targaryen.
Portanto, parece que a ideia de que as lâminas Targaryen possam demonstrar legitimidade é, na melhor das hipóteses, incerta. Mas a exploração da ideia não foi sem benefícios: chegamos a uma constatação valiosa.
Nós, leitores, sabemos inerentemente que, se algum tipo de prova exsistir, será algo que é:
  1. Bem conhecido pelos grandes senhores e damas do reino,
  2. Universalmente reconhecido como um símbolo da verdadeira linhagem Targaryen,
  3. Possui uma forte cadeia de custódia,
  4. E de alguma forma demonstra a hereditariedade de um pretendente.
* * *
Usando informações meta-textuais
Também podemos explorar algum conhecimento de fatores que existem fora dos próprios livros .
No quinto livro de uma série de sete livros, seria um pouco sofisticado introduzir uma nova evidência na história, apenas com o objetivo de responder ao enigma da legitimidade. Provavelmente seria visto pelos leitores como uma desculpa esfarrapada, um artifício inventado para que Martin se livrasse de um problema no qual ele mesmo havia se metido.
Martin já declarou que quer evitar escrever esse final para a série porque estava descontente com o final de Lost . Além disso, conhecendo a preferência de Martin por implementar indícios subliminares de eventos futuros, a evidência que será usada é provavelmente algo que está debaixo de nossos narizes . O tipo de coisa que vamos nos surpreender quando olharmos em retrospectiva.
* * *
Um momento Eureka!
Lá estava eu, fazendo um brainstorming de todos os artefatos, volumes e tesouros possíveis dos Targaryen em que eu pudesse pensar. Em certo momento, eu estava em uma divagaão, ruminando sobre as seguintes passagens:
Quando criança, o Príncipe de Pedra do Dragão era extraordinariamente dado à leitura. Começou a ler tão cedo que os homens diziam que a Rainha Rhaella devia ter engolido alguns livros e uma vela enquanto ele estava em seu ventre. Rhaegar não tinha nenhum interesse pelas brincadeiras das outras crianças. Os meistres ficavam assombrados com sua inteligência, mas os cavaleiros do pai trocavam gracejos amargos sobre Baelor, o Abençoado, ter renascido. Até que um dia o Príncipe Rhaegar encontrou algo em seus pergaminhos que o mudou. Ninguém sabe o que pode ter sido, só se sabe que o garoto apareceu no pátio uma manhã, no momento em que os cavaleiros vestiam as armaduras. Foi direito a Sor Willem Darry, o mestre de armas, e disse: “Vou precisar de espada e armadura. Parece que tenho de ser um guerreiro.”
(ASOS, Daenerys I)
– A perícia do Príncipe Rhaegar era inquestionável, mas ele raramente entrava nas liças. Nunca gostou da canção das espadas, como Robert ou Jaime Lannister gostavam. Era algo que tinha de fazer, uma tarefa que o mundo tinha lhe atribuído. Desempenhava-a bem, pois fazia tudo bem. Era essa a sua natureza. Mas não tirava dela nenhuma alegria. Os homens diziam que o Príncipe Rhaegar gostava muito mais da harpa do que da lança.
(ASOS, Daenerys IV)
– Mas que torneios meu irmão ganhou?
– Vossa Graça. – O velho hesitou. – Ele ganhou o maior torneio de todos.
(ASOS, Daenerys IV)
– Sim. E, no entanto, Solarestival era o lugar que o príncipe mais amava. Ia para lá de tempos em tempos, acompanhado apenas de sua harpa. Nemmesmo os cavaleiros da Guarda Real o serviam ali. Gostava de dormir no salão arruinado, sob a lua e as estrelas, e sempre que regressava trazia uma canção. Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
O que surge daí é que parece que Rhaegar tinha a intenção de ganhar o Torneio em Harrenhal por algum motivo, mas estava muito pouco interessado em cavalaria e combate. De fato, é fortemente demonstrado que Rhaegar estava muito mais interessado em tocar sua harpa e ler pergaminhos antigos.
De repente, tive um pensamento radical!
E se Rhaegar nunca quis ser um lutador, mas apenas o fez para conhecer Lyanna. E, portanto, fora esse torneio, ele preferisse apenas continuar tocando sua harpa !?
Essa ideia pode não ser verdadeira e não é realmente importante para a teoria deste ensaio. O que importa é que a harpa assomou-se em minha mente.
Foi quando a epifania me atingiu como uma bigorna:
É aquela maldita harpa.
A idéia rapidamente se formou: a harpa de Rhaegar seria central para estabelecer a autenticidade . Atende quase imediatamente a todos os requisitos que estabeleci acima, em um nível mais preciso e objetivo do que qualquer sugestão concorrente.
* * \*

A força de uma harpa

Então, como a harpa de Rhaegar atende aos três requisitos que eu expus na seção anterior?
  1. Como sabemos que é bem conhecido em Westeros?
  2. Como sua autenticidade pode ser confirmada, como um sinal da verdadeira herança Targaryen?
  3. Como podemos verificar se ela possui uma forte cadeia de custódia, indicando que não caiu nas mãos de um pretendente inescrupuloso?
  4. Como um objeto como a harpa realmente prova a herança do sangue?
Reconhecimento: Um Instrumento Bem Conhecido
Em primeiro lugar, existem muitos personagens importantes que fornecem lembranças ou observações específicas sobre a harpa de Rhaegar:
Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
Dany não conseguia abandonar o assunto.
– É sua a canção de gelo e fogo, disse meu irmão. Tenho certeza de que era meu irmão. Não Viserys, Rhaegar. Tinha uma harpa com cordas de prata.
O franzir de testa de Sor Jorah aprofundou-se tanto que as sobrancelhas se juntaram
– O Príncipe Rhaegar tocava uma harpa assim – ele anuiu. – Viu-o?
(ACOK, Daenerys IV)
De noite, o príncipe tocou a harpa de prata e a fez chorar. Quando lhe foi apresentada, Cersei quase se afogou nas profundezas de seus tristes olhos púrpura..
(AFFC, Cersei V)
No banquete de boas-vindas, o príncipe pegara sua harpa de cordas prateadas e tocara para eles. Uma canção de amor e perdição, Jon Connington se lembrou, e toda mulher no salão chorava quando ele abaixou a harpa.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Cada um dos personagens mencionou especificamente a característica singular da harpa de Rhaegar: suas cordas de prata (Cersei se refere ao instrumento como uma 'harpa de prata', completamente de prata).
Não estamos sequer contando os inúmeros outros óbvios que viram a harpa em qualquer uma das muitas apresentações de Rhaegar.
Dada toda essa ênfase, parece inteiramente razoável concluir que a harpa de Rhaegar poderia ser facilmente reconhecida por vários (talvez muitos) personagens de Westeros.
Dito de outra forma:
A harpa de Rhaegar é facilmente reconhecida por sua característica singular: suas cordas de prata.
Muitos personagens específicos viram e lembram distintamente desse detalhe.
Existem muitos outros personagens inominados que viram a harpa também.
Assim, cumprimos nosso primeiro requisito, a harpa é realmente bem conhecida em Westeros.
* * *
Autenticidade: o sinal de um príncipe Targaryen
O segundo critério é verificar se a harpa é realmente um sinal de ascendência Targaryen.
O maior problema aqui é o óbvio: possuir a harpa (ou qualquer relíquia semelhante) não estabelece automaticamente a linhagem Targaryen . Um ladrão de sepulturas não pode se proclamar descendente de um faraó simplesmente porque saqueou uma tumba egípcia.
Isso cria um problema óbvio para a teoria da harpa (ou qualquer outra teoria de ancestralidade das relíquias de Targaryen). A resolução desse problema requer duas coisas:
É justo dizer que existem vários artefatos dos Targaryen que, após inspeção cuidadosa, podem ser reconhecidos como autênticos: as espadas valirianas, as coroas de Targaryen e assim por diante. No entanto, a maioria deles está ausente da história há décadas, o que significa que há cada vez menos pessoas que continuam vivas para garantir sua autenticidade.
Da mesma forma, outras teorias sobre os objetos existentes que conferem legitimidade também são igualmente dificultadas pela incapacidade de estabelecer sua autenticidade. A idéia popular de que uma capa nupcial Targaryen possa existir, indicando uma união legítima entre Rhaegar e Lyanna, é vulnerável às perguntas extremamente básicas de "Quem realmente a fez?" e "Por que nunca vi isso antes?". Um argumento subseqüente é que qualquer objeto ou evidência que exista também deve ser difícil de falsificar ou replicar.
Essencialmente, o que você precisa é de um objeto que possa ser reconhecido como autêntico por vários indivíduos vivos. Também seria de grande valor se esses indivíduos representassem conjuntos de interesses múltiplos e distintos. Muito parecido com um álibi ou um conjunto de testemunhas de um crime, você não deseja coletar seus fatos de fontes tendenciosas: as pessoas têm muito mais probabilidade de apoiar a autenticidade se sentirem que a afirmação disso é verdadeira e objetiva.
Como observei na seção anterior, a harpa de Rhaegar certamente se qualifica como um objeto que sabemos ter sido visto por muitas pessoas que ainda vivem (muitas delas relativamente jovens). Também foi expressamente mencionado por vários personagens diferentes e opostos. Isso reforça a noção de que esses personagens saberiam que a harpa autêntica seria verdadeira, mesmo que sua posição pública fosse diferente. Também ajuda que os leitores tenham recebido uma descrição da harpa com relativa distinção; assim, os leitores também estão em posição de apreciar a suposta validade de uma harpa.
Então você pode ver que a harpa de Rhaegar tem o status singular de ser uma relíquia quase certamente: afiliada aos Targaryens, reconhecida como autêntica por muitos senhores e senhoras vivos vivos, de diferentes alianças, e pelos próprios leitores.
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Domínio: Uma Cadeia de Custódia
Mesmo que haja consenso entre personagens sobre a autenticidade da harpa, ela não prova nada. Se uma relíquia não prova linhagem, o que provaria? Por que então uma relíquia seria valiosa?
Para estabelecer qualquer confiança de que a propriedade da harpa implica hereditariedade, primeiro devemos mostrar que a harpa não estava em uma posição em que um pretendente inescrupuloso possa tomá-la. Devemos mostrar que ele passou de Rhaegar para seu novo proprietário por meio de um método que não apresentava exposição ou risco de adulteração.
Além disso, a posse ou o recebimento da harpa por qualquer requerente deve ser testemunhada. Especificamente, isso deve ser testemunhado por indivíduos cuja autoridade e honra estão além da censura.
O que isso significa para a harpa é que, onde quer que esteja (se ainda existir), sua aquisição deve ser documentada ou observada por vários senhores proeminentes de Westeros. Também deve ser demonstrado que a harpa esteve em um local onde podemos confiar que não foi violada ou perturbada por falsos pretendentes. Assim, dada a ausência de um verdadeiro dono Targaryen, documentado ou verdadeiro, o melhor lugar para a harpa seria em um cofre ou túmulo de algum tipo. Um que poderia ser razoavelmente determinado como não sendo adulterado.
Dado que a harpa ficou invisível há anos, sua cadeia de custódia seria melhor determinada caso a harpa tivesse sido mantida em segurança em um cofre ou outro equivalente confiável.
Se, de fato, a harpa está localizada em um cofre, túmulo ou outra forma de proteção fisicamente segura; com seu depósito e saque legalmente testemunhados por um quorum de senhores; podemos ter razoável certeza de que o histórico da harpa não está contaminado.
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Patrimônio: Estabelecendo uma Conexão de Sangue
Mesmo que um personagem acredite que a harpa é real e tenha uma sólida cadeia de custódia, isso não significa que quem a tiver recebe automaticamente a herança Targaryen.
Isso seria verdade para qualquer objeto destinado a estabelecer a legitimidade de uma pessoa.
Para tanto, seu objeto deve estar em conformidade com um dos seguintes itens:
Não há indicações ao longo dos livros de que a própria harpa possa apontar para qualquer sucessor. Isso poderia ser dito de qualquer evidência, seja uma capa, uma espada ou uma coroa.
Naturalmente, isso significa que deve haver algo mais que confira ancestralidade sanguínea. A harpa então atua como alavanca, aumentando a validade da reivindicação e, no melhor dos cenários, estabelecendo o que poderia ser razoavelmente chamado de "preponderância de prova".
Embora a descoberta da harpa possa colocar muitas pessoas a ponderar, ela não estabelece relações de sangue por si só. Alguma outra evidência precisa ser usada.
No entanto, a harpa pode ajudar drasticamente a legitimidade dessa evidência.
Discuto essa possibilidade em uma seção posterior deste ensaio. Por enquanto, vamos deixar de lado a questão.
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Um instrumento deixado para trás

Agora eu gostaria de compartilhar a história de como a harpa de Rhaegar acaba no túmulo de Lyanna.
Primeiro, reconheço que não posso provar dedutivamente que a harpa está no túmulo de Lyanna. Em vez disso, especulei sobre as circunstâncias que a levaram a estar lá, com um alto grau de confiança na resposta resultante. Eu então ponderei essa teoria contra alternativas usando as noções de 'menos complicado' e 'mais relevante para a narrativa' para chegar à conclusão de que isso é mais provável do que qualquer alternativa. É uma peça do quebra-cabeça que resolve mais partes do quebra-cabeça do que qualquer outra opção.
As circunstâncias e os motivos a respeito de como a harpa acaba no túmulo de Lyanna são melhor descritos como uma sequência de eventos:
Primeiro, Rhaegar deixou a harpa na Torre da Alegria
Rhaegar adorava tocar sua harpa. É algo que todo mundo familiarizado com ele diz. Ele foge com Lyanna por quase um ano antes de retornar a Porto Real e subsequente ruína no Tridente. É improvável que Rhaegar deixasse sua harpa para trás quando se dirigiu para a Torre da Alegria.
Após a eclosão da rebelião de Robert, parece que ele esperou até ficar claro que Lyanna estava grávida. Supondo que ele planejasse voltar, é provável que ele não levasse à guerra coisas que ele não planejava usar ou pudesse pegar de volta. Levá-la à guerra ou a Porto Real também coloca em risco de ser destruída caso ele a perca. Ele também pode ter deixado-a para trás como um símbolo para Lyanna de sua afeição e da promessa de voltar.
No mínimo, não houve menção a ela em nenhum momento durante ou após a Rebelião de Robert , o que implica que ela desapareceu em algum ponto. Dado que a harpa sempre foi mencionada como estando na posse de Rhaegar, é lógico que ele estava no controle da disposição da harpa. Embora seja verdade que a harpa poderia simplesmente ter sido destruída no Tridente, alguém poderia imaginar que Rhaegar teria agido para impedir que a harpa chegasse perto da batalha, e se a harpa foi mantida no acampamento de Rhaegar, por que não há menção de como foi descartada?
Além disso, Rhaegar pode ter calculado as chances de sua própria morte. É interessante notar pelas citações acima que Rhaegar não estava interessado em torneios e até foi derrotado neles. Talvez realmente seu treinamento militar se limitasse àquilo que tivesse relação com os segredos que ele descobriu em seus pergaminhos. Tendo em conta que o lugar em que ele venceu mais proeminentemente foi em Harrenhal, parece razoável que ele apenas tenha participado na medida em que aquilo se adequasse a quaisquer profecias que ele houvesse descoberto.
Isso talvez seja um indício de que Rhaegar sabia que Robert poderia derrotá-lo, tanto por ter sido derrotado em torneios antes, quanto pelo fato de que talvez as profecias de Rhaegar indicassem que sua vitória em Harrenhal era o que importava, e não sua vitória no Tridente. Considerando-se que Rhaegar não mostra tal fatalismo em sua conversa final com Jaime, estou inclinado a acreditar que Rhaegar não tinha certeza do resultado glorioso da batalha e havia se preparado de acordo.
A harpa também é uma ferramenta poderosa . Deixá-la para trás também pode ter sido uma tentativa deliberada de deixar um dispositivo que de alguma forma poderia ser usado posteriormente por aqueles que sobreviveram a ele. Isso seria particularmente verdadeiro se Rhaegar pensasse que a harpa poderia ser usada para estabelecer seu consentimento ou a afirmação de algum tipo de evento ou agenda controversa. Isso pareceria particularmente provável se estivesse convencido de que o referido evento ou agenda era fundamental para as profecias com as quais ele era tão fiel.
Considerando-se os argumentos extremamente persuasivos para Jon Snow ser filho de Rhaegar e Lyanna, começa-se a suspeitar que Rhaegar pode ter deixado a harpa para trás como parte de um esquema para estabelecer a hereditariedade ou legitimidade de Jon.
Isso seria baseado no fato de que sua harpa é tão singular que sua presença no lugar errado sugeriria uma conexão com Rhaegar. Se Lyanna - supostamente sequestrada por Rhaegar - tivesse surgido com um bebê recém-nascido e, entre outras evidências, a harpa, teria sido um argumento convincente.
No entanto, isso não aconteceu. Lyanna morreu na Torre da Alegria. Nenhuma criança, harpa ou pretensão surgiu.
Em vez disso, sabemos o que realmente aconteceu: a Batalha do Tridente, a luta na Torre da Alegria. Prometa-me, Ned ; e uma cama de sangue.
Ou não sabemos?
* * *
O pedido de Lyanna no leito de morte
"Prometa-me, Ned."
Imagine alguém dizendo para você "Prometa-me, ". Imagine isso sendo dito várias vezes.
Se você é como eu, a coisa mais imediata que vem à mente é alguém pedindo que você faça algo que você relutaria em fazer ou algo em que eles não confiam que você fará.
Por exemplo, "Prometa que vai limpar essa bagunça" normalmente significa "Eu sei que você não quer fazer isso, mas por favor limpe essa bagunça".
Isso leva a um conjunto bastante óbvio de observações:
As pessoas não exigem que uma pessoa prometa fazer algo que ela faria naturalmente.
Precisamente o oposto, eles exigem a promessa de uma pessoa de fazer algo desconfortável, arriscado, inconveniente ou prejudicial.
Assim, a promessa de Ned a Lyanna provavelmente envolvia algo que não era fácil para ele.
Como outras teorias apontam, pedir para ser enterrado nas criptas de Winterfell parece ser um desejo mundano e prescindível de se fazer em seu leito de morte (um ponto que parecerá irônico depois que você ler essa teoria). Lembre-se de dois pontos que minam essa ideia:
1. A família Stark tem sido enterrada nas criptas de Winterfell há gerações, incluindo parentes como irmãos e irmãs.
[...] estavam agora quase no fim, e Bran sentiu-se submergir em tristeza. – E ali está o meu avô, Lorde Rickard, que foi decapitado pelo Rei Louco Aerys. A filha Lyanna e o filho Brandon estão nas sepulturas ao seu lado. Eu, não, outro Brandon, irmão do meu pai. Não era previsto que tivessem estátuas, pois issoé só para os senhores e reis, mas meu pai os amava tanto que as mandou fazer.
(AGOT, Bran VII)
2. Somente os Senhores de Winterfell e os Reis do Inverno anteriores têm estátuas.
É difícil imaginar que a promessa de Lyanna consistisse em pedir uma estátua a Ned em sua homenagem. Como mencionei, esse é um desejo aparentemente mundano e estúpido. E sinceramente um que Ned realmente teria pouca dificuldade em manter.
Portanto, parece inteiramente plausível, até lógico, que a promessa de Ned a Lyanna envolvesse algo diferente de sua estátua. Certamente algo de uma magnitude mais desconfortável para Ned. E é isso que ajuda a impulsionar as especulações subseqüentes.
Mais do que tudo, Ned odeia ver crianças mortas.
Ned ama muito sua família e está disposto a sofrer severos castigos e desonras quando necessário para proteger seus filhos. Mas isso vai além de sua carne e sangue: observe como ele luta fortemente contra a exigência de Robert de que uma Daenerys grávida seja morta, e como ele arrisca tudo e confronta Cersei sobre seu incesto, tudo porque ele quer evitar danos aos filhos dela.
Não tenho dúvidas de que, mesmo que Lyanna não tivesse pedido, Ned teria acolhido Jon. Não importa quantos desafios ele teria que enfrentar ao adotar Jon, ele o faria.
A promessa de Ned a Lyanna não envolvia criar Jon, já que Ned faria isso de qualquer maneira.
Mas voltando ao que eu disse sobre a natureza de pedir promessas aos outros, Lyanna provavelmente pediu que ele fizesse algo que ele estava apreensivo. O que parece provável é que ela estivesse pedindo para que ele preservasse a herança de Jon, para ser um dia compartilhada com Jon ou outras pessoas, algo que Ned nunca iria querer fazer .
Mais do que tudo, a promessa de Ned envolvia algo que colocaria em risco uma criança.
A criança mais relevante seria o filho em potencial de Lyanna.
A tarefa que colocaria o filho de Lyanna em maior perigo seria estabelecer sua herança. Especialmente se essa criança fosse legítima.
Lembre-se de que Ned já sofreu a perda de seu pai, seu irmão, possivelmente do meio-irmão e da meia-irmã de Jon, e estava testemunhando a morte de sua irmã. Qualquer homem são ficaria compreensivelmente traumatizado. Ele viu muita morte e guerra; muitas crianças mortas.
Com o aparente fim da dinastia Targaryen consolidado, não haveria razão prática para contar a Jon sua ascendência. Fazer isso só reabriria as feridas que estavam começando a curar (naquela época), mancharia a imagem de Lyanna para o reino e provavelmente resultaria na morte de Jon, tanto como Targaryen quanto possivelmente como um pretendente bastardo (pense que a natureza de sua família lembra os bastardos da Rebelião Blackfyre). No mínimo, o desejo de Robert por sangue Targaryen exigiria a morte de Jon.
Existem várias razões possíveis para Lyanna querer que Jon conheça sua linhagem :
Eu suponho que Ned argumentaria verbalmente que nunca contaria a Jon, ou que Lyanna sabia implicitamente que ele não queria. Estou inclinado a acreditar na primeira opção, que Ned iria contra o pedido de Lyanna falando sobre as mortes de Aegon e Rhaenys. Talvez então Lyanna simplesmente exigisse uma promessa ou depois o enganasse de alguma maneira.
* * *
[Continua nos comentários]
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2020.02.08 00:45 altovaliriano Quem mandou Mandon Moore matar Tyrion?

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/1c8sa9/spoilers_all_complete_analysis_who_was_mandon/
Autor: Galanix (moderador do asoiaf)
Título original: Complete Analysis: Who was Mandon Moore's Blackwater patron?

Durante a Batalha da Água Negra, Sor Mandon Moore tenta matar Tyrion na ponte de navios, mas falha devido à intervenção de Podrick Payne. Depois, Tyrion parece totalmente convencido de que Cersei foi quem colocou Moore nisso, mas não acredito que este seja esse o caso.

QUEM FOI MANDON MOORE?

Jaime o descreveu como um dos homens mais perigosos da Guarda Real, porque seus olhos não revelavam nada. Ele geralmente não era querido e até riu de Barristan depois que este foi expulso da Guarda Real. Durante a revolta em Porto Real, após a partida de Myrcella, Mandon abandonou Sansa (a quem ele foi encarregado de proteger) e, em vez disso, protege Joffrey. Tyrion mais tarde o repreende por isso.
Varys nos dá a melhor panorama sobre Sor Mandon quando Tyrion o questiona:
Bronn tinha desenterrado tudo que pôde sobre Sor Mandon, mas não havia dúvida de que Varys poderia lhe dizer muito mais... se decidisse dividir o que sabia.
– O homem parece ter sido bastante desprovido de amigos – disse Tyrion, com cautela.
– Lamentavelmente – disse Varys –, oh, lamentavelmente. Talvez conseguisse encontrar alguns familiares se revirasse algumas pedras no Vale, mas aqui... Lorde Arryn trouxe-o para Porto Real e Robert deu-lhe seu manto branco, mas temo que nenhum dos dois gostasse muito dele. Nem era o tipo de homem que os plebeus aplaudem nos torneios, apesar de sua indubitável perícia. Ora, até seus irmãos da Guarda Real nunca chegaram a nutrir por ele amizade. Certa vez, ouviram Sor Barristan dizer que o homem não tinha nenhum amigo fora a espada e nenhuma vida para além do dever... mas, entenda, não creio que Selmy dissesse isso inteiramente como elogio. E isso é estranho, se pensarmos no assunto, não é? Daria para dizer que são essas as exatas qualidades que procuramos para a nossa Guarda Real... homens que não vivem para si, mas para o seu rei. Visto sob essa luz, nosso bravo Sor Mandon era o perfeito cavaleiro branco. E morreu como um cavaleiro da Guarda Real devia morrer, de espada na mão, defendendo um homem do sangue do rei. – O eunuco brindou-o com um sorriso bajulador e observou-o atentamente.
Tentando assassinar um homem do sangue do rei, você quer dizer. Tyrion perguntou-se se Varys saberia mais a respeito do que estava dizendo.
(ASOS, Tyrion II)
A partir disso, sabemos que Sor Mandon veio originalmente do Vale e foi trazido a Porto Real por Jon Arryn. Também vemos que ele tinha poucos amigos e aparentemente não tinha lealdade, a não ser ao seu próprio dever. Quem o mandou matar Tyrion? Vamos explorar os candidatos ...

MOTIVOS PRÓPRIOS

É possível que Sor Mandon tenha matado Tyrion por sua própria vontade. Ele é geralmente um personagem não reativo, mas alguém poderia poderia arguir que Tyrion o antagonizou. Sor Mandon estava aparentemente familiarizado com Sor Vardis Egen - o homem que Bronn matou no julgamento de Tyrion no Ninho da Águia. Essa informação é usada para zombar de Ser Mandon quando Tyrion o conhece:
– Sor Mandon, não conhece os meus companheiros. Este é Timett, filho de Timett, Mão Vermelha dos Homens Queimados. E este é Bronn. Lembra-se de Sor Vardis Egen, que era capitão da guarda doméstica de Lorde Arryn?
– Conheço o homem.
Os olhos de Sor Mandon eram cinza-claros, estranhamente descorados e sem vida.
– Conhecia – corrigiu Bronn, com um fino sorriso. Sor Mandon não se rebaixou a mostrar que o tinha ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Mais tarde, Sor Mandon é designado como guarda pessoal de Sansa quando ocorre a revolta após a partida de Myrcella. Tyrion o repreende e a Sor Boros por não terem protegido:
– Sor Mandon, você era o escudo dela.
O homem permaneceu impassível: – Quando atacaram Cão de Caça, pensei primeiro no rei.
[...]
Tyrion tinha engolido o máximo que conseguia.
– Que os Outros levem a porra de seus mantos! Tire-o, se tem medo de usá-lo, maldito imbecil… Mas encontre Sansa Stark ou, juro, mandarei que Shagga abra essa sua cabeça feia para ver se há alguma coisa aí dentro além de chouriços.
(ACOK, Tyrion IX)
Com base nas citações acima, é possível que Sor Mandon tivesse ressentimento de Tyrion e decidiu lidar com o assunto por conta própria no Água Negra. No entanto, não acho que Sor Mandon seja do tipo que tome uma atitude tão ousada contra alguém da família real sozinho. Além disso, essa é a opção apresenta com menos significado literário e tudo me parece fútil se ninguém mais estiver por trás disso.

CERSEI

Claramente, Cersei tinha os motivos para matar Tyrion. Em geral, havia pouco amor entre os dois. Ele havia recentemente tomado Tommen como refém, mandado Myrcella para Dorne e ela acreditava que ele era seu valonquar .
O próprio Tyrion acredita que ela é a opção da mais óbvia:
Cersei deve lhe ter pago para se assegurar de que eu nunca voltaria da batalha. Por que outro motivo teria feito aquilo? Nunca fiz a Sor Mandon nenhum mal, que eu saiba. Tyrion tocou o rosto, puxando a carne esponjosa com dedos grossos e desastrados. Outro presente de minha querida irmã.
(ACOK, Tyrion XV)
Ali, na Fortaleza de Maegor, todos os criados eram pagos pela rainha, e por isso qualquer visitante podia ser outra das marionetes de Cersei, enviada para acabar o serviço que Sor Mandon tinha começado.
[...] Já estive aqui duas vezes e encontrei-o morto para o mundo.
– Morto, não. Embora minha querida irmã tenha tentado. – Talvez não devesse ter dito aquilo em voz alta, mas Tyrion já não se importava. Cersei estava por trás da tentativa de Sor Mandon de matá-lo, sabia disso emseu âmago.
(ASOS, Tyrion I)
No entanto, existem algumas razões pelas quais acho que Cersei não é a melhor opção:
Até Tyrion achou estranho que Cersei usasse Ser Mandon em vez dos outros três:
Sabia que Sor Meryn e Sor Boros pertenciam à irmã, e mais tarde Sor Osmund, mas permitira-se acreditar que os outros não tinham sido completamente perdidos pela honra.
(ACOK, Tyrion XV)
Além disso, quando Lancel relata a Cersei sobre o estado da batalha, ela diz para ele comunique a Tyrion como se esperasse que ele ainda estivesse vivo:
Quando Sor Lancel Lannister disse à rainha que a batalha estava perdida, ela virou a taça de vinho vazia que tinha nas mãos e disse: – Vá dizer isso ao meu irmão, sor – sua voz soava distante, como se a notícia não lhe interessasse grandemente.
(ACOK, Sansa VII)
Além disso, se Cersei queria que Tyrion morresse, matá-lo enquanto ele protegia a cidade e sua própria família parece estar fora do compasso até para ela. Mas se não foi Cersei, quem teria sido?

QUEM MAIS?

Tyrion certamente tinha seu quinhão de inimigos além de Cersei. Muitas pessoas tinha motivo para matá-lo:
Eu não acho que era qualquer uma das pessoas acima. Tywin estava fora guerreando e parece estranho nomear Tyrion como Mão para consertar as coisas apenas para matá-lo em um momento de incerteza. Pycelle estava trancado em uma masmorra e não tinha nenhum relacionamento com Sor Mandon até onde sabemos.
Joffrey certamente poderia ter ordenado a Sor Mandon e, tão cumpridor de seu dever como Mandon era, ele pode ter executado a ordem. Não há nenhuma evidência real a favor ou contra Joffrey, apenas considero esta uma escolha chata e sem inspiração.
Além disso, Joffrey estava cagando nas calças de medo durante a batalha e ele não queria Tyrion morto naquele momento em particular, porque o anão parecia ser o único capaz de manter a ordem das coisas.
Assim, restam duas pessoas que geralmente parecem estar por trás de tudo...

VARYS

Sabemos que a motivação de Varys neste ponto da história era enfraquecer o reino para que Aegon pudesse conquistá-lo mais facilmente. Mais tarde, ele mata Kevan por ser uma Mão muito competente e, sem dúvida, manipulou as circunstâncias para que Tyrion matasse Tywin pelas mesmas razões. Talvez ele quisesse matar Tyrion no Água Negra por ser uma mão competente também.
Desde a primeira citação acima, vimos que Tyrion suspeita que Varys sabe mais do que está falando sobre Sor Mandon. Há também a fala sobre como Varys "O eunuco brindou-o com um sorriso bajulador e observou-o atentamente.". Então, se Varys sabe mais do que está dizendo, por que ele está escondendo isso de Tyrion, a menos que ele seja o responsável?
Uma explicação é que, mesmo que Varys saiba que Mindinho fosse o mandante, serve a seus próprios interesses permitir que Tyrion pensasse que foi Cersei. Fica claro pelo que acontece mais tarde que Varys está preparando Tyrion para se tornar um ativo a ser usado em benefício de Aegon. Então, deixar Tyrion pensar que Cersei tentou matá-lo apenas promove a agenda de Varys, fazendo com que Tyrion se sentisse alienado de sua família e aumentasse sua probabilidade de se voltar contra eles.
Aparentemente, Varys não teve nenhum relacionamento com Sor Mandon, mas Varys é um agiota de informações, então ele possivelmente arranjou algo contra ele. Suponho que o tudo se resume a saber se você realmente acredita que Varys realmente queria Tyrion morto.
Eu sou da opinião de que ele estava preparando Tyrion para jogar a favor de seu time no segundo em que chegou a Porto Real, e não acho que ele quisesse acabar com uma peça tão valiosa quanto Tyrion ainda.
O que nos leva a ...

MINDINHO

Sor Mandon foi trazido do Val para Porto Real junto com Jon Arryn. Mindinho também foi levado a corte por Jon Arryn na mesma época, por isso é lógico que Mindinho e Sor Mandon tivessem algum tipo de relacionamento. Varys diz sobre Sor Mandon que " Lorde Arryn trouxe-o para Porto Real e Robert deu-lhe seu manto branco, mas temo que nenhum dos dois gostasse muito dele.". Se Jon Arryn nem sequer gostava de Sor Mandon, é bem possível que ele tenha entrado no serviço de Jon Arryn por recomendação de outra pessoa, e essa outra pessoa talvez fosse Mindinho.
Mindinho esteve em Ponteamarga durante a maior parte do tempo que antecedeu a Batalha do Água Negra, por isso levanta a questão de saber se ele poderia ter enviado a ordem a Sor Mandon para matar Tyrion. Com base em como ele foi capaz de comunicar instruções a Sansa via Dontos em Tormenta de Espada, podemos assumir que ele poderia ter enviado a ordem a Ser Mandon. Se não foi através do Dontos, teria sido através dos Kettleblacks, um dos quais (Osmund) está na Guarda Real com Sor Mandon.
Mas qual era o motivo de Mindinho? Em A Guerra dos Tronos, Mindinho diz a Catelyn que ele perdeu sua adaga valiriana de punho de osso de dragão (a mesma usada pelo fracassado assassino de Bran) em uma aposta para Tyrion. Isso se revelou uma mentira. A verdade é que Tyrion perdeu a adaga em uma aposta para Robert, e foi Joffrey quem deu a adaga ao assassino. É essa mentira que faz Catelyn prender Tyrion na Estrada do Rei.
Quando Tyrion chega a Porto Real como Mão, a questão da adaga surge com Mindinho:
– Essa também é uma bela faca.
– Ah, é? – havia travessura nos olhos de Mindinho. Puxou a faca e olhou-a num relance casual, como se nunca a tivesse visto antes. – Aço valiriano e um cabo de osso de dragão. Um poucosimples, no entanto. É sua, se quiser.
– Minha? – Tyrion deu-lhe um longo olhar. – Não. Penso que não. Minha, nunca – ele sabe, o canalha insolente. Ele sabe, e sabe que eu sei, e pensa que não posso encostar nele.
(ACOK, Tyrion IV)
Proteger essa mentira pode ser um motivo para Mindinho matar Tyrion, no entanto, ele não parece muito preocupado com isso. O fato de ele continuar carregando a adaga consigo na frente de Tyrion quase parece que ele o está provocando. A verdadeira mentira que Mindinho está tentando proteger vem mais tarde na conversa:
– Lysa é mais tratável do que Catelyn, sem dúvida… mas também mais temerosa, e, pelo que sei, odeia-o.
– Ela crê que tem bons motivos para isso. Quando fui seu hóspede no Ninho da Águia, insistiu que eu tinha assassinado seu marido e não se mostrou disposta a dar ouvidos a negações – Tyrion inclinou-se para a frente. – Se lhe entregar o verdadeiro assassino de Jon Arryn, poderá pensar melhor de mim.
Aquilo fez Mindinho endireitar-se.
– O verdadeiro assassino? Confesso que me deixa curioso. Quem tem em mente?
Foi a vez de Tyrion sorrir:
– Os presentes dou aos meus amigos, livremente. Lysa Arryn terá de compreender isso.
(ACOK, Tyrion IV)
Mindinho raramente é pego de surpresa e acho que Tyrion realmente o abalou aqui. A ironia é que Tyrion pensou que fora Pycelle quem envenenou Jon Arryn, não Mindinho. Mais tarde, Mindinho parece chateado quando descobre que Tyrion mentiu para ele sobre o noivado entre Myrcella-Robert Arryn:
– Gosto tanto de você como sempre gostei, senhor. Embora não aprecie que me façam de bobo. Se Myrcella se casar com Trystane Martell, dificilmente poderá se casar com Robert Arryn, não é mesmo?
– Não sem causar um grande escândalo – admitiu. – Lamento meu pequeno estratagema, Lorde Petyr, mas, quando conversamos, não tinha como saber que os homens de Dorne aceitariam minha oferta.
Aquilo não apaziguou Mindinho.
– Não gosto que mintam para mim, senhor. Deixe-me fora do seu próximo logro.
(ACOK, Tyrion VI)
Diante disso, fica claro que Mindinho tinha motivo, meios e oportunidade. Eu acho que ele é o candidato mais provável a ter ordenado a Sor Mandon que matasse Tyrion no Água Negra. É até possível que Mindinho tenha planejado que Tyrion fosse o culpado pelo assassinato de Joffrey mais tarde, o que seria a terceira vez em que ele tenta arruinar a vida de Tyrion.

TL; DR - Mindinho era quem estava por atrás de Mandon Moore na tentativa de matar Tyrion no Água Negra.

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2019.12.16 00:40 rafaelh3 Lição de vida...

Boas malta…
Antes de mais peço desculpa pela parede de texto...É uma história longa mas são necessários todos os pormenores para a perceber bem...
Venho partilhar a minha história convosco, uma história de amores e desamores. Já aconteceu há muito, mas é algo que me pesa e tenho que jogar cá para fora… Desde já peço desculpa por alguma linguagem menos própria.
Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou. Nunca tive grande contacto com ele, foi quando era muito novo ainda, mas do que o meu avô contava ele não era uma pessoa com um carácter muito forte (fruto da educação religiosa e super proteccionista da minha avó, contra a vontade do meu avô). O desfecho do meu pai deveu-se à minha mãe, Maria Monforte. Parece que era um pouco interesseira e quando viu que o dinheiro do meu pai já não a satisfazia (não me quero ostentar, mas graças ao esforço do meu avô posso desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer) fugiu com um italiano qualquer. O desgosto deu conta do meu velho, coitado…
Enfim, águas passadas não movem moinhos. O meu avô criou-me, qual segunda hipótese de criar um filho da maneira mais correta que ele via, com os valores e ideologias que ele achava mais correto, e atrevo-me a dizer que consegui corresponder às expectativas dele. Tornei-me num belo moço, capaz, um bom partido no general. Fui estudar Medicina para Coimbra, fiz o curso todo direitinho, e graças aos contactos do meu avô consegui logo montar uma clínica na Alta Lisboa onde tratei muito jet-set e alta socialite.
A vida corria bem, tinha o meu grupo de amigos, fazíamos muita merda juntos, fumávamos uns ópios, muita noite, muita soirée e festas. Enfim, um luxo de vida se me permitem o flex .
Gajas também, óbvio. Dada a minha posição social, riqueza e aparência não era motivo de preocupação meu. Mas sentia sempre qua faltava alguma coisa… A minha alma gémea ainda andava por aí e eu só precisava de a encontrar. Ainda tentei uma cena mais séria com uma miúda que conheci numa festa, mas não deu em grande merda. Ela era demasiado oca para mim.
Eis que entra a criatura mais perfeita que alguma vez pus a vista em cima. Malta, vocês não têm noção! Esta miúda tinha tudo! Bela de morrer, uma pele macia e bem-tratada, cabelos longos belíssimos, o olhar e lábios mays sexy que alguma vez vi, um corpo de morrer, tudo no sitio. E era super interessante, com uma personalidade top mesmo, divertido e astuta, inteligente e perspicaz. A minha alma gémea.
Acontece que a miúda já tinha namorado, um brasileiro qualquer, jogador da bola semi-profissional ou merda que lhe valha, mas eu pensei “que se foda essa merda, o amor é cego e eu já não vejo nada” e tentei fazer-me ao piso. Admito, fiz um stalk um pouco agressivo. Visto de fora, poderia parecer um bocado creepy, mas fodasse a miúda valia mais que a pena.
Fiquei uma beca desesperado, quando o meu trabalho não estava a dar frutos… até que fui chamado a casa dela para tratar da empregada residente. Jackpot! Chego a casa e o zuca não estava, tinha voltado para a Zucalândia por um período indefinido. Double Jackpot! Logo aí ao primeiro contacto eu e a miúda – Maria já agora - demos logo um click. Começámos a encontrarmo-nos mais vezes e eu cometi a loucura de comprar uma casa para vivermos os dois, e estarmos mais à vontade. Manos, que vida maravilhosa!
Entretanto, o cabrão do brasileiro voltou e descobre o que se andava a passar. “Já tá a puta armada” pensei eu. Andei bué stressado com essa merda, só a pensar que ele poderia vir de uma favela e já só me iam encontrar espalhado por esse mundo fora… Encontrámo-nos (estava todo cagado, tinha uma faca comigo, não fosse o Diabo tecê-las) e o cabrão faz-me uma revelação filha da puta… A miúda era amante dele! E basicamente deu-me carta branca para ficar com ela.
Triple Kill!
A vida soube ainda melhor depois disso! Tudo era uma maravilha. Tinha a minha Maria, o meu consultário e todos os dias eram uma benesse.
Mas claro que um desastre nunca vem só… Apareceu um gajo qualquer (emigrado lá da Quinta pata do cavalo ou merda do género) que queria falar com a Maria. Já estava a contar em ter que arrear algum ex ou assim, mas não. O mano conhecia era a mãe da Maria, e trazia um cofre endereçado a ela, da parte da mãe, que comprovava que ela era de famílias abastadas, e tinha direito a uma herança enorme!
Isso ia deixar a Maria feliz (ainda para mais agora que já não tinha o brasileiro, sentia-se mal de eu bancar as despesas todas), e a felicidade dela é a minha felicidade. Ela não estava em casa e eu aceitei a encomenda por ela. Quando vejo o nome do remetente cai-me tudo… Maria Mão Forte.
A Maria era minha irmã!
Não quis acreditar nessa merda, recusava-me. Depois de ter encontrado o verdadeiro amor, não ia ser uma partida do destino fodida que me ia arrancar isso das mãos. Não. Nem pensar.
Decidi ocultar isso da Maria e continuar a nossa relação.
As cenas nunca mais foram as mesmas mesmo assim… Instalou-se um clima entre nós, uma barreira que parecia intransponível… O meu avô soube e morreu de desgosto… Nunca me tinha contado de uma irmã perdida…
Como não poderia deixar de ser, a Maria descobriu que a nossa relação era incestuosa… O desgosto também fê-la pegar na parte da herança dela e emigrar para fora… Já eu decidi fazer uma viagem pelo mundo e espairecer, aceitar que o amor é um ideal impossível de atingir…
Amigos, quero que a minha história não vos deprima mas sim vos acorde. Cuidado que o amor da vossa vida, pode revelar-se a vossa irmã/o…
Cumprimentos amigos.
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2019.12.15 13:02 coracaopartido3 O meu coração dói todos os dias

Todos os dias eu penso nela e o meu coração dói, literalmente. Eu achava que o nosso amor era perfeito, conhecíamos um ao outro nas suas maiores profundezas, tanto psicologicamente quanto fisicamente. Não havia censura, eu dizia tudo aquilo que ia na minha cabeça e não me sentia julgado e ela também.
Ela disse que me amava e que ia terminar com o namorado mas nunca terminou, disse que não teve coragem, o namorado que trabalhava longe voltava a casa de 3 em 3 meses e permanecia durante 1 mês. Ela escapava para se encontrar comigo mas e era como se tivesse lâminas que me cortavam por dentro sempre que imaginava eles os dois na cama. Usei um monte de drogas diferentes para acalmar o sofrimento mas não resultou, de tão doloroso que era. Tentei acabar com ela mas voltei sempre, fui para a cama com outras mulheres mas ninguém era ela.
E eu me perguntava "porquê?". Se ela me amava e dizia que já não gostava dele, porquê é que ela não acabou com ele para sermos felizes juntos. Eu só encontrava uma justificativa: Dinheiro. Ele trabalhava fora e o salário dele era pelo menos 3x mais que o meu. Fiquei meio traumatizado com esse assunto do dinheiro, não parava de pensar nisso. Hoje em dia eu, uma pessoa que nunca ligou muito ao dinheiro, recebe quase tanto quanto o namorado dela num trabalho onde posso sentar o meu cu numa cadeira durante 6h e depois vou para casa e ao contrário dele não tenho que ir para o estrangeiro ficar chuva e sol numa obra mais do que 8h por dia. Aliás, ele só recebe mais dinheiro porque trabalha mais do que 8h.
Há uns meses usei MDMA e em vez de dançar a noite toda fiquei a pensar na vida, cheguei à conclusão de que o motivo pela qual ela não se separou dele não foi o dinheiro, foi porque ela tem um verdadeiro lar com ele e também porque ele a "resgatou" da separação dos pais dela e de todas as discussões, e levou para a casa dele. Agora tenho dois traumas: O dinheiro, e o facto de eu não ter um lar. Eu moro sozinho, afastei da minha família, sou só eu e nada posso fazer para mudar isso porque a minha família é totalmente disfuncional.
Ao fim de 3 anos, no fim da nossa relação, comecei a usar cocaína todos os dias. No início foi muito bom, até no trabalho o meu desempenho melhorou mas depois parece que deu alguma coisa em mim que fiquei com um ódio enorme dela. Ela começou a falar com outros homens do instagram, descobriu que o namorado andava a conversar com outra mulher e provavelmente fez outras coisas e mesmo assim não quis acabar com ele, apesar dela falar mal do namorado todos os dias por outras razões como ter ajudado a obter o empréstimo para uma casa do pai dela que foi à falência e de ter começado a mandar na casa. As nossas discussões ficaram cada vez piores e a cocaína me ajudou a ficar mais aceso, então decidimos acabar de forma amigável e voltar a falar 1 ano após.
Isso foi há 5 meses, ainda hoje penso nela todos os dias, ainda hoje só penso em ter mais e mais dinheiro e vestir coisas de marca para esfregar na cara dela, ainda hoje penso em bater nela sempre que lembro tudo o que ela me fez passar, ainda hoje me sinto um idiota autêntico por ter permitido que ela fizesse isso tudo comigo, ainda hoje quero contar tudo ao namorado e a todas as amigas para que toda a gente saiba quem ela é. Eu já tive algumas pessoas más na minha vida mas nunca tive alguém tão falsa quanto ela, que me tivesse feito sofrer tanto, eu nunca odiei tanto alguém na minha vida. Mas mesmo assim eu ainda sinto a falta dela, e o meu coração dói muito, não me consigo imaginar com mais nenhuma outra mulher.
Puta que pariu, quando é que este sofrimento vai parar? Quando é que eu a vou esquecer?
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.21 17:05 BernardoCamPt História dramática

Boas malta…
Antes de mais peço desculpa pela parede de texto...É uma história longa mas são necessários todos os pormenores para a perceber bem...
Venho partilhar a minha história convosco, uma história de amores e desamores. Já aconteceu há muito, mas é algo que me pesa e tenho que jogar cá para fora… Desde já peço desculpa por alguma linguagem menos própria.
Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou. Nunca tive grande contacto com ele, foi quando era muito novo ainda, mas do que o meu avô contava ele não era uma pessoa com um carácter muito forte (fruto da educação religiosa e super proteccionista da minha avó, contra a vontade do meu avô). O desfecho do meu pai deveu-se à minha mãe, Maria Monforte. Parece que era um pouco interesseira e quando viu que o dinheiro do meu pai já não a satisfazia (não me quero ostentar, mas graças ao esforço do meu avô posso desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer) fugiu com um italiano qualquer. O desgosto deu conta do meu velho, coitado…
Enfim, águas passadas não movem moinhos. O meu avô criou-me, qual segunda hipótese de criar um filho da maneira mais correta que ele via, com os valores e ideologias que ele achava mais correto, e atrevo-me a dizer que consegui corresponder às expectativas dele. Tornei-me num belo moço, capaz, um bom partido no general. Fui estudar Medicina para Coimbra, fiz o curso todo direitinho, e graças aos contactos do meu avô consegui logo montar uma clínica na Alta Lisboa onde tratei muito jet-set e alta socialite.
A vida corria bem, tinha o meu grupo de amigos, fazíamos muita merda juntos, fumávamos uns ópios, muita noite, muita soirée e festas. Enfim, um luxo de vida se me permitem o flex .
Gajas também, óbvio. Dada a minha posição social, riqueza e aparência não era motivo de preocupação meu. Mas sentia sempre qua faltava alguma coisa… A minha alma gémea ainda andava por aí e eu só precisava de a encontrar. Ainda tentei uma cena mais séria com uma miúda que conheci numa festa, mas não deu em grande merda. Ela era demasiado oca para mim.
Eis que entra a criatura mais perfeita que alguma vez pus a vista em cima. Malta, vocês não têm noção! Esta miúda tinha tudo! Bela de morrer, uma pele macia e bem-tratada, cabelos longos belíssimos, o olhar e lábios mays sexy que alguma vez vi, um corpo de morrer, tudo no sitio. E era super interessante, com uma personalidade top mesmo, divertido e astuta, inteligente e perspicaz. A minha alma gémea.
Acontece que a miúda já tinha namorado, um brasileiro qualquer, jogador da bola semi-profissional ou merda que lhe valha, mas eu pensei “caga nessa merda, o amor é cego e eu já não vejo nada” e tentei fazer-me ao piso. Admito, fiz um stalk um pouco agressivo. Visto de fora, poderia parecer um bocado creepy, mas JASSUS a miúda valia mais que a pena.
Fiquei uma beca desesperado, quando o meu trabalho não estava a dar frutos… até que fui chamado a casa dela para tratar da empregada residente. Jackpot! Chego a casa e o zuca não estava, tinha voltado para a Zucalândia por um período indefinido. Double Jackpot! Logo aí ao primeiro contacto eu e a miúda – Maria já agora - demos logo um click. Começámos a encontrarmo-nos mais vezes e eu cometi a loucura de comprar uma casa para vivermos os dois, e estarmos mais à vontade. Manos, que vida maravilhosa!
Entretanto, o cabrão do brasileiro voltou e descobre o que se andava a passar. “Já armaram estrondo” pensei eu. Andei bué stressado com essa merda, só a pensar que ele poderia vir de uma favela e já só me iam encontrar espalhado por esse mundo fora… Encontrámo-nos (estava todo cagado, tinha uma faca comigo, não fosse o Diabo tecê-las) e o cabrão faz-me uma revelação que até me apeteceu fundar uma faculdade horrível e chamar-lhe um nome à sorte tipo ISEP… A miúda era amante dele! E basicamente deu-me carta branca para ficar com ela.
Oh baby a triple!
A vida soube ainda melhor depois disso! Tudo era uma maravilha. Tinha a minha Maria, o meu consultório e todos os dias eram uma benesse.
Mas claro que um desastre nunca vem só… Apareceu um gajo qualquer (emigrado lá da Quinta pata do cavalo ou merda do género) que queria falar com a Maria. Já estava a contar em ter que arrear algum ex ou assim, mas não. O mano conhecia era a mãe da Maria, e trazia um cofre endereçado a ela, da parte da mãe, que comprovava que ela era de famílias abastadas, e tinha direito a uma herança enorme!
Isso ia deixar a Maria feliz (ainda para mais agora que já não tinha o brasileiro, sentia-se mal de eu bancar as despesas todas), e a felicidade dela é a minha felicidade. Ela não estava em casa e eu aceitei a encomenda por ela. Quando vejo o nome do remetente cai-me tudo… Maria Mão Forte.
A Maria era minha irmã!
Não quis acreditar nessa merda, recusava-me. Depois de ter encontrado o verdadeiro amor, não ia ser uma cena destas que ia deitar um garanhão raçudo como eu abaixo. Não. Nem pensar.
Decidi ocultar isso da Maria e continuar a nossa relação.
As cenas nunca mais foram as mesmas mesmo assim… Instalou-se um clima entre nós, uma barreira que parecia intransponível… O meu avô soube e morreu de desgosto… Nunca me tinha contado de uma irmã perdida…
Como não poderia deixar de ser, a Maria descobriu que a nossa relação era incestuosa… O desgosto também fê-la pegar na parte da herança dela e emigrar para fora… Já eu decidi fazer uma viagem pelo mundo e espairecer, aceitar que o amor é um ideal impossível de atingir…
Amigos, quero que a minha história não vos deprima mas sim vos acorde. Cuidado que o amor da vossa vida, pode revelar-se a vossa irmã/o…
Cumprimentos amigos,
Carlos Eduardo da Maia
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2019.01.09 21:25 libertbutts CARTA PARA A NOVA NAMORADA DO MEU EX-MARIDO.

Eu estava esperando que eu nunca tivesse que ver seu rosto.Eu tentei acreditar que eu nunca teria que aprender o seu nome, mas as redes sociais e seus jogos passivamente cruéis tinham outro plano. Eu não reconheci seu rosto ou seu nome, mas nós tivemos alguns amigos em comum, e eu definitivamente reconheci o homem ao seu lado em sua foto de perfil. E meu mundo parou de girar. Eu sei o que você está pensando agora - a ex-mulher louca está assistindo seu perfil porque você está fazendo sexo com seu ex-marido e ela está furiosa. E ela está com ciúmes. E é triste. Eu não estou te culpando, mas você está realmente errado. Meu mundo parou de girar porque eu estava com medo por você. Você parece tão inocente.
Seu sorriso parece real, querida. Você parece feliz. Eu reconheci o seu sorriso e esta foto porque ela era minha há alguns anos atrás, eu estava de pé ao lado do homem que você agora representa e talvez os mesmos pensamentos felizes passem pela sua mente. E eu não posso descrever como sinto muito, e eu quero pedir desculpas a você por isso. Você vê que meu ex-marido não é aquele que está tentando criar esse momento. Ele não é a pessoa encantadora, feliz, amorosa e gentil que você acha que encontrou.
Tenho certeza que ele disse que ele era divorciado (e algumas coisas não tão boas sobre mim) e talvez um pouco da história de sua família e algumas de suas habilidades sobre as pequenas coisas na vida que ele passou - o suficiente para levá-lo a você se sente simpático a ele, para se orgulhar dele pelo que ele se tornou hoje. E mesmo se você tiver sorte, você está com alguém que passou por tantas coisas. Ele é um pássaro machucado que você instintivamente quer salvar, mas, querida garota, você simplesmente não pode. Eventualmente ele vai parar de sorrir. Ele vai parar e amar você. De repente, ele passará da calma perfeita para um furacão irracional completo em poucos segundos, e isso será totalmente sua culpa.
Ele dirá que está prestes a terminar com você mais de mil vezes, embora não pense nesses momentos, mas para seu próprio bem, espero que você pense. Ele lhe dirá que é por causa do alcoolismo ou por causa de seu pai ou das coisas pelas quais ele viveu. Ele fará uma lista de desculpas. Ele dirá que isso nunca mais acontecerá, mas será mentira. E então, esses ataques verbais e emocionais se transformarão em algo um pouco pior. E isso custará a você toda a sua existência como ser humano como você é agora. Você vai mudar, não intencionalmente e não conscientemente, mas é isso que as pessoas que são abusivas podem fazer com você.
Eles vão fazer você mudar, para se tornar a pessoa que eles querem, mesmo sem perceber. E você, minha querida, você não é apenas um profissional, mas um mestre. Antes de entender, você vai parar de falar tantas vezes com sua família como antes. Seus amigos se tornarão uma memória distante. Sua vida só vai girar em torno disso. Tenho certeza de que sua família ama e apóia você, e você quer que ele se torne parte dele porque você o ama e uma pequena parte de você espera que sua família possa lhe dar algo que ele nunca teve. Deixe-me esclarecer: ele tem. Ele tinha (e tem) uma família maravilhosa que Sam escolheu criar.
Ele tinha todo o amor e apoio do sol e dos arco-íris, borboletas e cachorrinhos que todos sonhavam, mas isso não era suficiente. Sinto muito, mas você e sua família nunca serão bons o suficiente. Não para este homem. Meu ainda está se recuperando dele. A verdade sobre esse homem é simples: ele não sabe amar. Ele acredita no amor e em uma vida que não é real, pela qual ele nunca será feliz. E quando ele não está feliz, coisas ruins acontecem. Eu posso listar todas as coisas terríveis que aconteceram durante nosso relacionamento e casamento, mas não tenho certeza se você vai querer ouvi-las, e francamente, estou fazendo um grande esforço para parar de pensar nelas e experimentá-las de novo e de novo.
Esta é uma luta diária para mim. Minhas feridas no corpo estão curadas, mas as cicatrizes são mais profundas. Então desculpe. Me desculpe, eu deixei ele pensar que o que está me causando está certo por tanto tempo, porque agora ele pode causar isso a você. Desculpe que suas mentiras e jogos eram tão convincentes que ele me fez acreditar sinceramente porque agora ele acha que eles são blindados. Me desculpe, eu não lutei mais para fazer alguma coisa, e achei a força para apenas sair, eu queria ter feito as duas coisas. Me desculpe, eu deixei esse cara te encontrar. Talvez você ainda ache que é apenas um movimento vingativo contra ele e isso é bom. Eu também não queria ouvir isso quando estava no seu lugar.
Mas você tem que saber que não tenho nada a ganhar com isso. Minha vida é incrível, pacífica e gratificante. Minha família é para mim, eu tenho um link que me mostrou o verdadeiro amor e até mesmo comprou um carro novo (o que me disse que eles nunca serão capazes de pagar). Não há nada que eu possa fazer se você deixar meu ex-marido. Mas você tem isso. Você pode manter o lindo sorriso em seu rosto. Você pode ter um futuro que não inclua preocupações sobre se ele realmente está onde ele disse que estava indo. Ou ele está com o que ele disse que será. Ou se você é bom o suficiente. Ou ele realmente pensava nas coisas que ele dizia? Ou, acima de tudo, Você pode ser feliz e calmo, não tenha medo.
Eu trabalhei incansavelmente para me voltar para a pessoa que eu era antes, e enquanto eu pensava que essa mudança duraria para sempre quando eu era a mesma pessoa novamente, foi a melhor sensação que eu já senti - é por isso que eu não Eu quero que você se perca. Você merece isso. Eu nunca quis saber qual era a próxima vítima dele. Eu nunca quis saber com quem a próxima mulher passaria apenas parte do que eu passei. Eu nunca quis me preocupar ou me preocupar com o próximo, pois ainda vou me recuperar dele, ainda e sempre. É por isso que eu nunca quis ver seu rosto.

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2018.04.27 00:11 ssantorini Quem foi Elliot Rodger, o patrono dos incels?

Trechos da Wikipédia sobre Elliot Rodger, o perpretador do Massacre de Isla Vista (23 de maio de 2014). Ele é frequentemente tratado como o "herói" e "patrono" dos incels nos fóruns e espaços onde eles congregam.
...
Elliot Rodger, de 22 anos, foi confirmado como o autor dos assassinatos. Ele nasceu em Londres, Inglaterra, e mudou-se para os Estados Unidos com 5 anos de idade. Seu pai, Peter Rodger, trabalhava na indústria cinematográfica, tendo sido assistente de direção em The Hunger Games, de 2012. Sua mãe, Li Chin, tinha ascendência chinesa, e sua avó, Soumaya Akaaboune, foi atriz. Seu avô paterno foi George Rodger, fotojornalista britânico
De acordo com a família, Elliot foi diagnosticado com uma síndrome de Asperger "altamente funcional", e sofreu bullying quando criança. Ele levava uma vida de luxo, viajando na primeira classe em aviões e possuindo carros caros. Um amigo revelou que Elliot frequentava um fórum de fisiculturismo, e que frequentemente culpava as mulheres por ser sempre rejeitado. Vários membros do fórum tentaram ajudá-lo, mas ele sempre se recusou a admitir que seu comportamento era o verdadeiro culpado pela rejeição e que ele não sabia como abordar mulheres, sempre colocando nelas a culpa pelos seus insucessos. Elliot foi advertido várias vezes por mensagens ofensivas, e acabou sendo ignorado pela maioria. Eram frequentes suas postagens de ódio contra as mulheres de uma forma geral, junto com mensagens exaltando suas próprias qualidades.
Durante meses antes dos assassinatos, Elliot escreveu um manifesto de 140 páginas intitulado "Meu Mundo Torturado", onde falava da rejeição que sofria pelas mulheres e reclamava por ainda ser virgem aos 22 anos, e nunca ter conseguido uma namorada mesmo após ter entrado na faculdade. Ele também falava de seus planos e do "Dia da Retaliação". Este manifesto foi publicado na internet, e Elliot o enviou por email para seu psicólogo e para sua mãe.
Exatamente 13 minutos antes do tiroteio começar, o psicólogo ligou para Chin Rodger, mãe de Elliot, para alertá-la do email que acabara de receber. Ela relatou que, após ler as primeiras linhas do manifesto, sentiu que havia algo errado, e checou o canal do YouTube do filho, onde encontrou um vídeo intitulado "Dia da Retaliação". Elliot possuía contas no Facebook, no YouTube e num blog, onde expressava sentimentos de rejeição e solidão. No dia do massacre, ele publicou o vídeo em sua conta do YouTube, onde aparece sentado ao volante de um carro falando sobre suas motivações:
Oi, aqui é Elliot Rodger. Bem, este é meu último vídeo. Tudo convergiu para isto. Amanhã é o dia da retaliação, o dia em que terei minha vingança contra a humanidade, contra todos vocês. Pelos últimos oito anos de minha vida, desde que atingi a puberdade, fui forçado a enfrentar uma existência de solidão, rejeição e desejos negados, tudo porque as meninas nunca se sentiram atraídas por mim. Elas deram seu afeto, sexo e amor a outros homens, nunca a mim. Tenho 22 anos de idade e ainda sou virgem, nunca beijei uma menina. E durante a faculdade, dois anos e meio, talvez um pouco mais, eu ainda continuo virgem. Tem sido muito torturante. A faculdade é quando todos experimentam essas coisas de sexo, diversão e prazer. Nesses anos, apodreci na solidão, não é justo.
Vocês meninas nunca se sentiram atraídas por mim. Eu não sei por que vocês meninas não se sentem atraídas por mim, mas vou punir todas vocês por isso. É uma injustiça, um crime, porque eu não sei o que vocês não vêem em mim. Eu sou o cara perfeito, e mesmo assim vocês correm para esses caras desagradáveis ao invés de mim, o mais perfeito cavalheiro. Vou puni-las todas por isso.
No dia da retribuição, vou entrar na casa de fraternidade mais agitada da universidade e vou matar cada uma das vagabundas dissimuladas e frescas que eu encontrar lá. Todas essas meninas que eu desejei tanto. Todas elas me rejeitaram e me olharam como um homem inferior sempre que eu tentei algo com elas, enquanto se atiravam nos braços dos brutamontes. Terei grande prazer em assassinar cada uma de vocês. Vocês verão que eu sou, de fato, o mais superior de todos os machos alfa. Sim, após matar todas as meninas da fraternidade, vou seguir pelas ruas de Isla Vista e matar todas as pessoas que eu encontrar pelo caminho. Todos os caras populares que vivem suas vidas de prazer hedonista enquanto eu apodrecia na solidão durante todos esses anos. Eles sempre me rejeitaram, todas as vezes que eu quis me juntar a eles, e me trataram como um rato.
Bem, hoje eu serei um deus comparado a vocês, que serão todos animais, e eu vou matar vocês como animais. Serei um deus e minha retribuição virá para todos aqueles que a merecem, aqueles que viveram uma vida melhor que a minha. Os caras populares nunca me aceitaram e agora pagarão por isso. Meninas, tudo o que eu quis foi amar e ser amado por vocês. Eu queria ter uma namorada. Eu queria sexo, amor, afeto e adoração. Vocês acham que eu não mereço vocês. Este é um crime que eu nunca perdoarei. Se eu não posso ter vocês, meninas, vou destruir vocês. Vocês me negaram uma vida feliz e em troca eu vou negar a vida a vocês, é justo. Eu odeio todas vocês.
A humanidade é uma espécie nojenta, miserável e depravada. Se eu tivesse poder suficiente, reduziria cada um de vocês a pilhas de crânios e rios de sangue. Vocês merecem ser aniquilados e eu darei isso a vocês. Vocês nunca mostraram piedade comigo, e eu não lhes mostrarei nenhuma. Vocês me forçaram a sofrer a vida inteira, agora eu os farei sofrer. Esperei muito tempo por isso, vou lhes dar exatamente o que vocês merecem, todos vocês. Todas as meninas que me rejeitaram, me esnobaram, me trataram como lixo enquanto caíam nos braços de outros caras. E todos os caras que viveram uma vida melhor que a minha, e todos os sexualmente ativos. Eu odeio vocês. Eu odeio todos vocês. Mal posso esperar para lhes dar exatamente o que vocês merecem, a morte.
Ao ver o vídeo, a mãe de Elliot ligou para o pai dele e para a polícia, e eles marcaram um encontro para conversarem imediatamente. Enquanto o pai e a mãe dirigiam à toda velocidade para Isla Vista, prevendo o pior, ouviram no rádio a notícia de um tiroteio que se iniciara na cidade, e ligaram novamente para o psicólogo. Ele disse que não acreditava ser Elliot, uma vez que ele definira que os assassinatos seriam no dia seguinte, e ele costumava seguir rigorosamente seus detalhes. Ao chegar na delegacia, entretanto, confirmaram que o assassino era, de fato, seu filho Elliot.
Os assassinatos começaram no apartamento de Elliot, onde seus três companheiros de quarto foram encontrados mortos, esfaqueados. Seguiram-se tiros em 8 diferentes locais, começando pela sede de uma fraternidade do campus, onde duas pessoas foram mortas e uma terceira foi ferida. Elliot então dirigiu seu carro até o Deli Mart – um mercado na cidade – e matou outro estudante. Ele continuou atirando em pedestres que passavam pela calçada. Testemunhas relataram um carro correndo pelas ruas, às vezes pela contramão, com o motorista atirando para todos os lados. Testemunhas relataram também que Elliot conversou com algumas de suas vítimas antes de matá-las.
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2018.03.22 13:34 QuintoImperio Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou...

Boas malta…
Antes de mais peço desculpa pela parede de texto...É uma história longa mas são necessários todos os pormenores para a perceber bem...
Venho partilhar a minha história convosco, uma história de amores e desamores. Já aconteceu há muito, mas é algo que me pesa e tenho que jogar cá para fora… Desde já peço desculpa por alguma linguagem menos própria.
Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou. Nunca tive grande contacto com ele, foi quando era muito novo ainda, mas do que o meu avô contava ele não era uma pessoa com um carácter muito forte (fruto da educação religiosa e super proteccionista da minha avó, contra a vontade do meu avô). O desfecho do meu pai deveu-se à minha mãe, Maria Monforte. Parece que era um pouco interesseira e quando viu que o dinheiro do meu pai já não a satisfazia (não me quero ostentar, mas graças ao esforço do meu avô posso desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer) fugiu com um italiano qualquer. O desgosto deu conta do meu velho, coitado…
Enfim, águas passadas não movem moinhos. O meu avô criou-me, qual segunda hipótese de criar um filho da maneira mais correta que ele via, com os valores e ideologias que ele achava mais correto, e atrevo-me a dizer que consegui corresponder às expectativas dele. Tornei-me num belo moço, capaz, um bom partido no general. Fui estudar Medicina para Coimbra, fiz o curso todo direitinho, e graças aos contactos do meu avô consegui logo montar uma clínica na Alta Lisboa onde tratei muito jet-set e alta socialite.
A vida corria bem, tinha o meu grupo de amigos, fazíamos muita merda juntos, fumávamos uns ópios, muita noite, muita soirée e festas. Enfim, um luxo de vida se me permitem o flex .
Gajas também, óbvio. Dada a minha posição social, riqueza e aparência não era motivo de preocupação meu. Mas sentia sempre qua faltava alguma coisa… A minha alma gémea ainda andava por aí e eu só precisava de a encontrar. Ainda tentei uma cena mais séria com uma miúda que conheci numa festa, mas não deu em grande merda. Ela era demasiado oca para mim.
Eis que entra a criatura mais perfeita que alguma vez pus a vista em cima. Malta, vocês não têm noção! Esta miúda tinha tudo! Bela de morrer, uma pele macia e bem-tratada, cabelos longos belíssimos, o olhar e lábios mays sexy que alguma vez vi, um corpo de morrer, tudo no sitio. E era super interessante, com uma personalidade top mesmo, divertido e astuta, inteligente e perspicaz. A minha alma gémea.
Acontece que a miúda já tinha namorado, um brasileiro qualquer, jogador da bola semi-profissional ou merda que lhe valha, mas eu pensei “que se foda essa merda, o amor é cego e eu já não vejo nada” e tentei fazer-me ao piso. Admito, fiz um stalk um pouco agressivo. Visto de fora, poderia parecer um bocado creepy, mas fodasse a miúda valia mais que a pena.
Fiquei uma beca desesperado, quando o meu trabalho não estava a dar frutos… até que fui chamado a casa dela para tratar da empregada residente. Jackpot! Chego a casa e o zuca não estava, tinha voltado para a Zucalândia por um período indefinido. Double Jackpot! Logo aí ao primeiro contacto eu e a miúda – Maria já agora - demos logo um click. Começámos a encontrarmo-nos mais vezes e eu cometi a loucura de comprar uma casa para vivermos os dois, e estarmos mais à vontade. Manos, que vida maravilhosa!
Entretanto, o cabrão do brasileiro voltou e descobre o que se andava a passar. “Já tá a puta armada” pensei eu. Andei bué stressado com essa merda, só a pensar que ele poderia vir de uma favela e já só me iam encontrar espalhado por esse mundo fora… Encontrámo-nos (estava todo cagado, tinha uma faca comigo, não fosse o Diabo tecê-las) e o cabrão faz-me uma revelação filha da puta… A miúda era amante dele! E basicamente deu-me carta branca para ficar com ela.
Triple Kill!
A vida soube ainda melhor depois disso! Tudo era uma maravilha. Tinha a minha Maria, o meu consultário e todos os dias eram uma benesse.
Mas claro que um desastre nunca vem só… Apareceu um gajo qualquer (emigrado lá da Quinta pata do cavalo ou merda do género) que queria falar com a Maria. Já estava a contar em ter que arrear algum ex ou assim, mas não. O mano conhecia era a mãe da Maria, e trazia um cofre endereçado a ela, da parte da mãe, que comprovava que ela era de famílias abastadas, e tinha direito a uma herança enorme!
Isso ia deixar a Maria feliz (ainda para mais agora que já não tinha o brasileiro, sentia-se mal de eu bancar as despesas todas), e a felicidade dela é a minha felicidade. Ela não estava em casa e eu aceitei a encomenda por ela. Quando vejo o nome do remetente cai-me tudo… Maria Mão Forte.
A Maria era minha irmã!
Não quis acreditar nessa merda, recusava-me. Depois de ter encontrado o verdadeiro amor, não ia ser uma partida do destino fodida que me ia arrancar isso das mãos. Não. Nem pensar.
Decidi ocultar isso da Maria e continuar a nossa relação.
As cenas nunca mais foram as mesmas mesmo assim… Instalou-se um clima entre nós, uma barreira que parecia intransponível… O meu avô soube e morreu de desgosto… Nunca me tinha contado de uma irmã perdida…
Como não poderia deixar de ser, a Maria descobriu que a nossa relação era incestuosa… O desgosto também fê-la pegar na parte da herança dela e emigrar para fora… Já eu decidi fazer uma viagem pelo mundo e espairecer, aceitar que o amor é um ideal impossível de atingir…
Amigos, quero que a minha história não vos deprima mas sim vos acorde. Cuidado que o amor da vossa vida, pode revelar-se a vossa irmã/o…
Cumprimentos amigos,
Carlos Eduardo da Maia
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2018.03.22 12:28 EruditoPardalito Lição de vida...

Boas malta…
Antes de mais peço desculpa pela parede de texto...É uma história longa mas são necessários todos os pormenores para a perceber bem...
Venho partilhar a minha história convosco, uma história de amores e desamores. Já aconteceu há muito, mas é algo que me pesa e tenho que jogar cá para fora… Desde já peço desculpa por alguma linguagem menos própria.
Vivo com o meu avô numa grande mansão em Lisboa. Foi ele que me educou desde que o meu pai se suicidou. Nunca tive grande contacto com ele, foi quando era muito novo ainda, mas do que o meu avô contava ele não era uma pessoa com um carácter muito forte (fruto da educação religiosa e super proteccionista da minha avó, contra a vontade do meu avô). O desfecho do meu pai deveu-se à minha mãe, Maria Monforte. Parece que era um pouco interesseira e quando viu que o dinheiro do meu pai já não a satisfazia (não me quero ostentar, mas graças ao esforço do meu avô posso desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer) fugiu com um italiano qualquer. O desgosto deu conta do meu velho, coitado…
Enfim, águas passadas não movem moinhos. O meu avô criou-me, qual segunda hipótese de criar um filho da maneira mais correta que ele via, com os valores e ideologias que ele achava mais correto, e atrevo-me a dizer que consegui corresponder às expectativas dele. Tornei-me num belo moço, capaz, um bom partido no general. Fui estudar Medicina para Coimbra, fiz o curso todo direitinho, e graças aos contactos do meu avô consegui logo montar uma clínica na Alta Lisboa onde tratei muito jet-set e alta socialite.
A vida corria bem, tinha o meu grupo de amigos, fazíamos muita merda juntos, fumávamos uns ópios, muita noite, muita soirée e festas. Enfim, um luxo de vida se me permitem o flex .
Gajas também, óbvio. Dada a minha posição social, riqueza e aparência não era motivo de preocupação meu. Mas sentia sempre qua faltava alguma coisa… A minha alma gémea ainda andava por aí e eu só precisava de a encontrar. Ainda tentei uma cena mais séria com uma miúda que conheci numa festa, mas não deu em grande merda. Ela era demasiado oca para mim.
Eis que entra a criatura mais perfeita que alguma vez pus a vista em cima. Malta, vocês não têm noção! Esta miúda tinha tudo! Bela de morrer, uma pele macia e bem-tratada, cabelos longos belíssimos, o olhar e lábios mays sexy que alguma vez vi, um corpo de morrer, tudo no sitio. E era super interessante, com uma personalidade top mesmo, divertido e astuta, inteligente e perspicaz. A minha alma gémea.
Acontece que a miúda já tinha namorado, um brasileiro qualquer, jogador da bola semi-profissional ou merda que lhe valha, mas eu pensei “que se foda essa merda, o amor é cego e eu já não vejo nada” e tentei fazer-me ao piso. Admito, fiz um stalk um pouco agressivo. Visto de fora, poderia parecer um bocado creepy, mas fodasse a miúda valia mais que a pena.
Fiquei uma beca desesperado, quando o meu trabalho não estava a dar frutos… até que fui chamado a casa dela para tratar da empregada residente. Jackpot! Chego a casa e o zuca não estava, tinha voltado para a Zucalândia por um período indefinido. Double Jackpot! Logo aí ao primeiro contacto eu e a miúda – Maria já agora - demos logo um click. Começámos a encontrarmo-nos mais vezes e eu cometi a loucura de comprar uma casa para vivermos os dois, e estarmos mais à vontade. Manos, que vida maravilhosa!
Entretanto, o cabrão do brasileiro voltou e descobre o que se andava a passar. “Já tá a puta armada” pensei eu. Andei bué stressado com essa merda, só a pensar que ele poderia vir de uma favela e já só me iam encontrar espalhado por esse mundo fora… Encontrámo-nos (estava todo cagado, tinha uma faca comigo, não fosse o Diabo tecê-las) e o cabrão faz-me uma revelação filha da puta… A miúda era amante dele! E basicamente deu-me carta branca para ficar com ela.
Triple Kill!
A vida soube ainda melhor depois disso! Tudo era uma maravilha. Tinha a minha Maria, o meu consultário e todos os dias eram uma benesse.
Mas claro que um desastre nunca vem só… Apareceu um gajo qualquer (emigrado lá da Quinta pata do cavalo ou merda do género) que queria falar com a Maria. Já estava a contar em ter que arrear algum ex ou assim, mas não. O mano conhecia era a mãe da Maria, e trazia um cofre endereçado a ela, da parte da mãe, que comprovava que ela era de famílias abastadas, e tinha direito a uma herança enorme!
Isso ia deixar a Maria feliz (ainda para mais agora que já não tinha o brasileiro, sentia-se mal de eu bancar as despesas todas), e a felicidade dela é a minha felicidade. Ela não estava em casa e eu aceitei a encomenda por ela. Quando vejo o nome do remetente cai-me tudo… Maria Mão Forte.
A Maria era minha irmã!
Não quis acreditar nessa merda, recusava-me. Depois de ter encontrado o verdadeiro amor, não ia ser uma partida do destino fodida que me ia arrancar isso das mãos. Não. Nem pensar.
Decidi ocultar isso da Maria e continuar a nossa relação.
As cenas nunca mais foram as mesmas mesmo assim… Instalou-se um clima entre nós, uma barreira que parecia intransponível… O meu avô soube e morreu de desgosto… Nunca me tinha contado de uma irmã perdida…
Como não poderia deixar de ser, a Maria descobriu que a nossa relação era incestuosa… O desgosto também fê-la pegar na parte da herança dela e emigrar para fora… Já eu decidi fazer uma viagem pelo mundo e espairecer, aceitar que o amor é um ideal impossível de atingir…
Amigos, quero que a minha história não vos deprima mas sim vos acorde. Cuidado que o amor da vossa vida, pode revelar-se a vossa irmã/o…
Cumprimentos amigos,
Carlos Eduardo da Maia
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7 maneiras de encontrar um novo amor ainda este ano

  1. 'Até onde ir no namoro?'_Revolução Jesus_ Evan Lemoine_13/01/2013
  2. ENCONTRE O AMOR PRÓPRIO DENTRO DE VOCÊ
  3. Amor agarradinho como plantar por gotejamento caseiro
  4. Seu coração... Onde posso encontrar amor? Não me sinto amado - Não me sinto amada por Deus
  5. onde posso encontrar meu novo amor ? e em quanto tempo ?
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