Pode t encontrar minha tribo

Eu manifestei algumas coisas significantes em minha vida, e funciona exatamente da mesma maneira toda vez: eu reconheço o bloqueio (por exemplo, solidão), eu crio uma nova vibração (o que eu quero), e então literalmente esqueço de tudo isso e continuo vivendo a minha vida. A manifestação da minha tribo aconteceu exatamente da mesma maneira. Você também pode compartilhar Minha mente ♪ ♫- Andréia Félix part. Ldias e Tribo da Periferia [ Rap Bass 2016] músicas MP3 de sua preferência na sua conta do Facebook, encontrar músicas mais fantásticas de seus amigos e compartilhar suas idéias com seus amigos sobre as músicas que lhe interessam. ⇓ Hora de encontrar sua tribo Sobre colaboração e cocriação. O sentimento era de impotência. Eu sentia uma agonia muito grande. Tinha muitas ideias. Algumas nem tão boas, confesso. Outras eram incríveis e poderiam ajudar muita gente. Mas a minha capacidade de realização era próxima de zero. Eu não conseguia criar nada. Não saia do ... Eu deveria, deveria mesmo estar fazendo lição. Entrei no E-mail para baixar um arquivo e quando saí, me deparei com a notícia “30 hom... É essa tribo que me dá crença, direção e esperança na criação de minha própria tribo, o MultiPod Butler, e quer encontrar meus próprios trocadores de jogo enquanto procuro colegas Multipods que podem assumir o desafio de 7 dias comigo ao tentar um de seus interesses e interesses. veja se eles podem fazer isso acontecer! Para quem viaja assim, o mundo é redondo. E vai ficando cada vez menor. A cada dia você pode encontrar, em qualquer lugar, mais e mais gente da sua tribo de estrangeiros soltos no mundo. É quase um mundo paralelo o desta tribo. Eu me encontro nela. É a minha tribo. No último carnaval (Fev/2017) tive o previlégio de junto com a MINHA TRIBO participar de uma Jornada Xamânica com o mestre xamã Anselmo Paes Jr. Após muitos cursos envolvendo espiritualidade, havia chegado a hora de vivenciar de fato uma experiência envolvendo o mundo espiritual e me entregar ao desconhecido.. Seguindo o padrão de um bom tipo 5 do Eneagrama, semanas antes comecei a ... Mais tarde, na minha vida, quando eu era uma mãe solteira divorciada, um profissional trabalhando, procurando encontrar algum novo significado através do voluntariado, um amigo me dirigiu para o treinamento para respondedores de telefone on-line em San Francisco Sex Information e pela primeira vez como adulto, eu encontrei minha tribo. Minha tribo <3. Enquanto eu escrevo, não consigo não pensar nas minhas conexões. Tem o John na África do Sul, que me recebeu no hostel que ele trabalhava, me ensinou a fazer “Bunny Chow” (curry no pão) e me levou para andar de caiaque no seu tempo livre. Descargar MP3 Tribo Da Periferia Minha Mente Gratis. Por fin terminas de encontrar Tribo Da Periferia Minha Mente.Pero por si fuera poco, te encuentras a un paso de descargar mp3 gratis de muy buena calidad como no existen en otras paginas. Aquí te ofrecemos la oportunidad de escuchar música online, y posteriormente bajarla sin problemas, evitando que tu computador, o bien móvil, se infecte ...

Todos nós discutimos tópicos relacionados às Ciências Humanas o tempo inteiro. Mas será que vocês sabem o quão difícil é estudar e desenvolver uma perspectiva analítica para abordar as questões que são fervorosamente debatidas nessas áreas?

2020.08.17 22:29 Master_of_Peace Todos nós discutimos tópicos relacionados às Ciências Humanas o tempo inteiro. Mas será que vocês sabem o quão difícil é estudar e desenvolver uma perspectiva analítica para abordar as questões que são fervorosamente debatidas nessas áreas?

Eu costumo observar que as pessoas, no geral, parecem ter duas ilusões: a de que sabem tudo sobre as ditas Ciências Humanas, mas nada das Ciências Exatas. A grande confusão que parece ocorrer aqui é a seguinte.
Todas essas áreas do conhecimento possuem as suas partes mais técnicas e repletas de nuances, enquanto que também apresentam aquelas outras mais banais e presentes na vida cotidiana. Você não precisa, por exemplo, saber como se desenvolve um programa de computador, se quiser usá-lo -- basta seguir as instruções; ou construir um carro, se quiser dirigí-lo. E essas coisas, até aqui, parecem ser claras para as pessoas e você, dificilmente, vai encontrar dois indivíduos aleatórios num centro urbano discutindo Matemática ou Física, em nível técnico. Mas vai encontrar vários outros falando sobre o tempo, mexendo com dinheiro; digitando em teclados virtuais, nos smartphones; editando fotos e vídeos, ouvindo músicas; entre muitas outras coisas.
Mas quando se observa as discussões em torno das Ciências Humanas, essas mesmas pessoas parecem ter uma dificuldade bem maior em distinguir essa parte técnica. Se nós estivermos discutindo Ética, por exemplo, e eu te apresentar as consequências psicossociais, anatômicas e fisiológicas que advêm da mutilação genital feminina, isso não é a minha opinião -- é um fato. Foram conduzidos vários estudos que chegaram à conclusão de que isso faz mal para essas pessoas e uma série de acadêmicos apresentaram vários textos analíticos, sob essa perspectiva moral, de que você não tem o direito de violar o corpo de outra pessoa dessa forma só porque você quer.
Outro problema que nós temos, quando discutimos as Ciências Humanas, é o do anacronismo e da superficialidade do conhecimento. Se estudou uma quantidade muito grande de documentos, mas nenhum em específico, você pode vir a ter uma visão rasa da realidade; e, por outro lado, se estudou só um conjunto específico desses documentos e ignorou o resto, pode acabar estendendo ideias e práticas inerentes àquele período analisado, para todos os outros, e desenvolvendo uma visão anacrônica da realidade. A abordagem normativa, ao menos idealmente, que é feita aqui, é a da visão geral combinada com essa específica, que é a da sua área de especialização.
O objetivo de estudar essa quantidade grande de documentos e desenvolver uma visão rasa sobre as coisas, não é atoa -- a superficialidade é preferível no lugar da nulidade. Sabe quando aparecer aquele indivíduo dizendo que os egípcios construíram as pirâmides para produzir eletricidade; os Três Poderes não servem pra nada; imposto é roubo; "o meu político preferido é imparcial"; não houve genocídio de tribos nativas das Américas; a África não teve nenhuma civilização; entre outras muitas falácias? Você pode, naquele momento, até não ser capaz de desmentir essas coisas, mas vai ser de encontrar informações que sirvam para desmantelar esses argumentos e tecer a sua narrativa, levando o sujeito à contradição.
Se você não for, vai ficar estressado sempre que ouvir isso e se sentir frustrado por não conseguir responder e nem pesquisar nada, apropriadamente, a respeito -- e pode até ser obrigado a consentir com essas narrativas, dependendo do caso. É por isso que é importante ter algum estudo nesses campos, mesmo que rasos e ainda que não sejam da sua área. O importante não é que decore o monte de coisas e tenha sempre respostas prontas, mas sim que aprenda a pesquisá-las e, eventualmente, desenvolva as suas respostas. O nome disso? Consciência crítica. O que vai, no fim das contas, também te ajudar a distinguir o indivíduo que quer ter uma discussão séria daquele que só quer te zoar. É importante que você ignore os trolls, mas que mantenha a sua cabeça aberta para aquilo que os teus opositores sérios estão te dizendo; é importante que saiba tratar as pessoas com respeito, porque muitas vezes não é só sobre estar certo.
Algumas perguntas que para muitos de vocês podem parecer bobas, como "O que caracteriza o capitalismo e o distingue do socialismo?", cabem centenas de respostas possíveis; algumas que levariam livros inteiros para serem concluídas. Algumas outras, por exemplo "O que são a Esquerda e a Direita, na Política? E na Economia?", são ainda mais vagas e multidisciplinares. Já cheguei, inclusive, a ver muita gente dizendo que nos Estados Unidos não existe uma esquerda porque ela é diferente da brasileira -- argumento, aliás, muito problemático porque não leva em consideração o fato de se tratarem de dois países muito diferentes e que, por consequência, possuem agendas políticas distintas.
Ainda que eu saiba que muita gente não discute essas coisas num nível acadêmico, é irritante ver tantas pessoas tratando as Ciências Humanas como se fossem só achismo, assumindo que você pode interpretar as obras de um autor do jeito que você quiser; ficar totalizando conceitos vagos, tratando-os como sistemas definidos; dizer que Ciências Humanas não são ciências de verdade porque o método utilizado é diferente daquele de outras ciências; tratar causalidade e correlação de fenômenos político-econômicos como sendo coisas equivalentes; ficar fazendo generalizações sobre o caráter de um grupo de pessoas, para julgá-las incapazes de se posicionarem politicamente, apenas pra você evitar ter que discutir as ideias delas, justamente por não ser capaz de fazer isso; veicular estudos de Ciências Sociais, que você não leu, e tratar qualquer tipo de questionamento como uma tentativa de "negar a ciência", ainda que muitos desses estudos não permitam generalizações; tratar perspectivas de análise social, como a Teoria do Conflito ou o Funcionalismo Estrutural, como fatos que descrevem, precisamente, o funcionamento das sociedades; restringir o referente de um símbolo linguístico para tentar se eximir de críticas (ser contra o Aliança Pelo Brasil não quer dizer que eu sou contra o Brasil, ser contra o Partido Socialismo e Liberdade não quer dizer que eu seja contra a liberdade ou o socialismo); e muitas outras malditas coisas. O mais chato de tudo não são nem as pessoas que não sabem que estão fazendo isso, mas sim as que fazem com convicção, por pura provocação.
É isso, galera. Não vou mais ficar editando coisas na Wikipédia pra ver filhos da puta acabarem com tudo porque o ego deles é grande demais. Vou largar isso de vez.
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2020.08.01 20:03 hebreubolado Crítica cinematográfica do filme Mogli - O Menino Lobo (2016) do Jon Favreau.

Os Livros da Selva é uma coletânea de contos do universo criado por Rudyard Kipling (1865–1936). Os dois Livros somam o total de quinze contos. Este filme adapta (ou ao menos tenta adaptar) de uma forma bastante recortada alguns contos que têm Mowgli como protagonista (importante ressalvar que não são todos os contos de Os Livros da Selva que têm o menino lobo como protagonista, alguns sequer se passam na Selva, ex: A Foca Branca, conto de número 4 na edição Clássicos da Zahar). Eu percebi inspirações no conto “Os irmãos de Mowgli”, o primeiro do universo do Kipling, “A Caçada de Kaa”, que narra o sequestro de Mowgli pelo Bandar-logo, o Povo Macaco, e “Como surgiu o Medo”, o conto mais mitológico em minha opinião, que narra o período de seca da Selva que os animais chamam de Trégua da Água. Em minha crítica, irei estabelecer algumas comparações do filme com a obra original do Kipling com objetivo de defender a opinião de que: enquanto um filme de animação, é um filme muito bem produzido, dirigido e criado, porém, enquanto adaptação cinematográfica de uma obra literária, deixou tanto a desejar, de tal forma que me faz acreditar que trata-se mais de uma adaptação da animação da própria Disney de 1967 do Wolfgang Reitherman do que uma adaptação da obra de Kipling, como veremos mais à frente. Para estabelecer essas comparações, utilizarei o meu exemplar de Os Livros da Selva: contos de Mowgli e outras histórias, da editora Zahar, publicado no ano de 2016, traduzido por Alexandre Barbosa de Souza.
Nota IMPORTANTÍSSIMA: compreendo e sou da opinião de que cinema e literatura são artes distintas e que possuem linguagens diferentes; também concordo que nenhuma adaptação é 100% fiel à obra literária, nem mesmo o tão renomado O Senhor dos Anéis; porém, quando usa-se o nome de um autor como fonte e principalmente sua obra como inspiração, é necessário o devido respeito à propriedade intelectual e criadora, não somente por questões jurídicas, mas por questões éticas. Sob esta premissa, vamos às comparações.
ATENÇÃO: Como trata-se de uma análise do filme, recomendo que a crítica seja lida somente por pessoas que já assistiram o filme. Se você também leu o livro e é um admirador da obra do Kipling e do que ela representa, será uma leitura ainda mais profunda.
O filme tem uma animação muito bonita; não entendo de cinema em termos técnicos, mas sem dúvidas trata-se de uma película bastante agradável de se assistir. Fora a animação de altíssima qualidade, as cores, personagens e músicas fazem do filme bastante agradável de se ver e rápido de assistir também. Incomoda-me em um filme que possui uma proposta infantil (a recomendação aqui no Brasil é para maiores de 10 anos de idade) hajam os famigerados Jump-scare. Imagine você sentado na sala assistindo com seu filho uma cena do Mowgli em um pasto verde e calmo e de repente BAM! Um tigre salta de trás da tela rugindo e fazendo um estardalhaço enorme. O recurso de jump-scare é, até mesmo em filmes adultos como no gênero de terror e suspense, considerado um recurso de baixa qualidade e previsível. Contei ao todo dois jump-scares no filme.
Em uma das primeiras cenas do filme vemos Mowgli, já na idade de menino (idade esta que permanece durante todo o filme. No último conto do Kipling, “A Corrida da Primavera”, ele já possui dezessete anos), assistindo uma assembléia dos lobos, que discutem se sua presença na alcateia deve ou não ser tolerada. Aqui já podemos perceber uma mudança drástica na história original: nos livros, Mowgli simplesmente aparece onde a alcateia Seonee vive, não levado por Bagheera como no filme retrata um pouco mais a frente. Akela e o lobo que criou Mowgli são dois lobos diferentes, não o mesmo: este último aparece nos contos com o nome de Pai Lobo apenas. Akela em hindi significa solteiro, solitário, o que não faz sentido colocá-lo como pai de Mowgli e dono de uma família. A intimidação do tigre Shere Khan provoca aos lobos foge do nosso autor britânico da mesma forma: enquanto que no filme o tigre não apenas mata Akela com um único golpe mas domina toda o bando, nos livros ele é intimidado pelos caninos.
“[…] Shere Khan talvez tivesse enfrentado Pai Lobo, mas não desafiaria Mãe Loba, pois sabia que, ali onde estava, ela tinha a vantagem do terreno e lutaria até a morte. Por isso voltou atrás, rosnando ao deixar a boca da caverna […]” (KIPLING, p. 33).
Bagheera e Shere Khan travam uma batalha durante a escolta de Mowgli em retorno para a vila dos homens; nos livros, essa luta nunca aconteceu.
Ao encontrar com os elefantes, a pantera negra pede para que Mowgli se ajoelhe e o informa da importância desses terríveis elefantídeos na criação e manutenção da Selva. Esse aspecto deve ser parabenizado por ter sido incorporado no filme: Kipling retratou os elefantes como a força criadora da Selva, e sendo Hathi, O Silencioso, o mais antigo deles. Embora a curtíssima cena tenha deixado implícito a importância dos elefantes, senti falta do personagem de Hathi, que é de suma importância em todos os contos que ocorrem na Selva.
“[…] Quando Hathi, o elefante selvagem, que vive cem anos ou mais, viu uma longa e esguia faixa de rocha seca bem no meio do rio, entendeu que estava olhando para a Pedra da Paz e, na mesma hora, ergueu sua tromba e proclamou a Trégua da Água, como seu pai antes dele havia proclamado cinquenta anos atrás.” (KIPLING, p. 185).
“[…] Shere Khan foi embora sem ousar rosnar, pois sabia, assim como todo mundo, que, no final das contas, Hathi é o Senhor da Selva” (KIPLING, p. 191)”.
O antagonismo inexistente de Kaa: a temível Píton é apresentada no filme como uma vilã que, após revelar a história de Mowgli para ele, tenta devorá-lo. Este personagem também foi desconstruído e teve sua personalidade alterada, assim como vários outros, que comentarei mais à frente. Nos livros, a píton é vista como um animal sábio e astuto, mas que respeita Mowgli como o Senhor da Selva que ele se tornou. A primeira vez que ele é mencionado na obra é no conto “A Caçada de Kaa”, aquele citado mais acima, que retrata o sequestro de Mowgli. Percebendo sua incapacidade de perseguir o Bandar-Log, o Povo Macaco, Baloo e Bagheera decidem pedir ajuda à píton em troca de alguns cabritos. Após relembrar Kaa de que o Bandar-log costumava chamá-lo de perneta, minhoca amarela, a pantera e o urso acabam convencendo a píton a se unir à eles na caçada aos macacos para resgatar Mowgli. O antagonismo de Kaa no filme pode ter várias explicações (que infelizmente só nos seriam acessível diretamente pelo diretor ou roteirista), porém, me parece que colocar uma cobra como vilã é um reforço de um esteriótipo medíocre. A cobra malvada. Não, sr. Favreau, isto não existe no universo de Kipling. Muito embora astuto e um caçador destemível, Kaa não apenas ajuda nesse conto em específico como também em “Cão Vermelho”, quando auxilia Mowgli na batalha contra dos lobos contra os cães vermelhos, chamados de dholes (inclusive, é nesse conto que Akela morre devido à feridas causadas na batalha contra os dholes, diferentemente da sua morte estúpida no filme com uma só mordida de Shere Khan, o que nos demonstra uma ideia bastante frágil de um lobo alfa que deveria estar a frente de sua alcateia e portanto, se o mais forte entre todos os lobos. Akela morre com pelos brancos como neve, ressaltando sua idade avançadíssima). Neste conto, Kaa fornece a Mowgli ideias de como combater e sair em vantagem contra os dholes, além de protegê-lo no rio durante o seu percurso e ser também ativo no plano de Mowgli para emboscar os dholes na toca das abelhas, etc etc.
Nem é preciso informar que não, Baloo não salvou Mowgli de ser comido por Kaa em Os Livros da Selva. Ainda no primeiro conto, “Os irmãos de Mowgli”, o Conselho da Alcateia está decidindo o destino do filhote de homem. A Lei da Selva, código de ética e moral que rege a todos os povos livres com exceção do Bandar-log, intercede a favor de Mowgli:
“Pois bem, a Lei da Selva dispõe que, em caso de disputa do direito sobre um filhote a ser aceito pela alcateia, pelo menos dois membros, além do pai e da mãe, devem interceder ao seu favor.” (KIPLING, p. 35). Adivinhe quem fala por Mowgli além dos seus pais lobos? Isso mesmo. O velho Baloo, encarregado de ensinar a Lei da Selva para os filhotes, fala em nome do menino. Sendo assim, falta apenas mais um voto. Baloo era o único fora da alcateia que tinha direito de falar no Conselho; sendo assim, restava convencer um lobo entre a alcateia para que Mowgli fosse aceito.
Porém, não foi isso que aconteceu: Bagheera intercede e, não podendo votar por não ser parte da Alcateia Seonee, argumenta em cima da Lei da Selva:
“ — Ó Akela, ó Povo Livre — ronronou -, não tenho voto na assembléia de vocês, mas a Lei da Selva diz que, não se tratando de um caso de morte, se existe uma dúvida quanto a um novo filhote, a vida dele pode ser comprada por um certo preço. E a lei não diz nada sobre quem pode ou não pagar esse preço. Estou certo?
[…] — Agora, além do voto de Baloo, acrescento um touro, e um bem gordo, que acabei de matar a menos de um quilômetro daqui, para que o filhote de homem seja aceito de acordo com a lei. Seria possível?” (KIPLING, p. 35–36). Oferta esta que o Povo Livre aceitou prontamente. Concluímos, portanto, que Baloo não apenas conheceu Mowgli desde sua chegada na Alcateia Seonee, mas foi o responsável, junto com Bagheera, por sua aceitação na alcateia. Esta alteração no roteiro do filme pode ser explicada pelo fato de que a linguagem do cinema requer algo mais dinâmico e rápido que os detalhes da literatura. Foi a forma do Favreau contar como Mowgli chegou na Selva e introduzir Baloo no filme, dois coelhos em uma cajadada só, como dizem por aí.
“E foi assim que Mowgli entrou para a Alcateia dos Lobos de Seeonee, ai preço de um touro e graças às palavras favoráveis de Baloo.” (KIPLING, p. 37) A ausência nos filmes desse aspecto da história faz com que a obra tenha um déficit e deixe de retratar uma parte bastante importante nos contos de Kipling: as reflexões filosóficas por trás do conto, tais como: o valor de uma vida entre os lobos, o conceito de moralidade (certo e errado), o valor de um homem, a questão da Lei da Selva sendo usada na prática (o que no filme não passa de uns versos engraçados que são recitados em uma decoreba), etc.
A mudança da personalidade de Baloo no filme é o que mais me irrita nessa adaptação: nos contos de Kipling, Baloo é o professor da lei da selva, como citei mais acima, e no filme, quando ele pergunta a Mowgli se os lobos cantam, o menino responde negativamente e recita para ele a Lei da Selva (dialogo que acontece no minuto 40 do filme, aproximadamente) , Baloo responde “Aí, isso não é uma canção. É um monte de regra!” FAVREAU, AMADO??
Transformar o professor da Lei em um urso trapalhão reforça o fato de o filme ser uma adaptação do filme da Disney, como citei mais acima, e acabou empobrecendo o roteiro no que diz respeito aos conceitos profundíssimos que Kipling introduz através de Baloo, desde a importância da sociedade e união (no conto “A Caçada de Kaa”), as lições que acompanharam a educação do garoto desde que ele tinha entre onze e quinze anos e até mesmo os detalhes da própria Lei da Selva, que no filme os lobos simplesmente recitam aos quatro ventos, e nos contos é aprendida desde filhotinhos pela boca do próprio Baloo.
No conto “Tigre! Tigre!”, após Mowgli decidir sair da alcateia e ir para a vila dos homens, realmente Shere Khan influencia os filhotes e habita a Pedra do Conselho, como mostrado no filme, mas esse reinado sobre os lobos dura apenas algumas páginas, ao passo de que quando Mowgli retorna para a Selva (a sua estadia na vila dos homens também foi omitida no filme), acaba dando um jeito no tigre, mas isso trataremos mais a frente.
A cena de Mowgli salvando o filhote de elefante também não existe nos contos. Também me incomoda a incapacidade de falar dos elefantes, visto que todo bicho na selva, na obra de Kipling, tem essa capacidade. Os elefantes são inteligentes como todos os outros e seu líder, Hathi, como já dito mais acima, não apenas era o mais inteligente de todos, mas o verdadeiro Senhor da Selva e criador da própria.
As engenhocas de Mowgli realmente são importantes nos contos, como no filme mostra, mas a motivação do sequestro não foi a Flor Vermelha, tão desejada pelo Rei Louie. Essa cena é tão distante da obra e das intenções do Kipling que merece, mais que todas as outras, ser tratada com mais detalhes:
Primeiro, O REI LOUIE NÃO EXISTE! Uma das características mais importantes do Bandar-log é sua incapacidade de ser organizados socialmente, por isso não têm líder. No filme, criar um personagem e colocá-lo no cargo de líder do Bandar-log acaba desconfigurando o mesmo e também o desconstruindo, o que aconteceu aconteceu com vários personagens, como vimos acima.
“- Escute, filho de homem — rugiu o urso, e sua voz ressoou como o trovão numa noite quente. — Ensinei a você a Lei da Selva inteira, que vale para todos os Povos da Selva, menos para o Povo Macaco que vive nas árvores. Eles não têm lei. São marginais. Não têm fala própria, mas usam palavras roubadas que ouvem por aí enquanto espiam e esperam no alto dos galhos. Os costumes deles são diferentes dos nossos. Eles não têm líder. Não têm lembranças. São bravateiros, fofoqueiros e fingem ser os maiorais e estar sempre prestes a desempenhar grandes feitos na selva, mas é só uma noz cair no chão que desatam a rir e se esquecem de tudo. Nós da selva não queremos nada com eles. Não bebemos onde os macacos bebem, não vamos aonde os macacos vão, não caçamos onde eles caçam, não morremos onde eles morrem. Alguma vez você me ouvir falar do Bandar-log até hoje?
- Não — respondeu Mowgli num sussurro, pois a floresta ficou muito quieta quando Baloo terminou.
- O Povo da Selva os mantém longe das bocas e das cabeças. Eles são muitos, maus, sujos, despudorados e desejam, se é que se concentram em algum desejo, ter a atenção do Povo da Selva. Mas nós não prestamos atenção neles nem quando atiram nozes e porcarias em nossas cabeças.” (KIPLING, p. 54). Segundo: a motivação do Bandar-log em sequestrar Mowgli não era para ter a flor vermelha, isto é, o fogo, e se espalhar pela floresta, mas sim simplesmente ter a atenção do Povo da Selva e usar as engenhocas de Mowgli ao seu favor. Nesse trecho que se segue, vemos mais uma vez a incapacidade de terem um líder, por isso a impossibilidade de existir um Rei Louie, dentre outros defeitos bastante característicos do povo macaco:
“ […] Eles viviam no topo das árvores, e, como os bichos raramente olham para cima, os macacos e o Povo da Selva nunca se encontravam. […] Estavam sempre a um passo de ter um líder, suas próprias leis e seus costumes, mas nunca chegavam a fazê-lo, pois sua memória não durava de um dia para o outro […]. Nenhum dos bichos conseguia alcançá-los, mas, em compensação, nenhum dos bichos lhes dava atenção, e foi por isso que ficaram tão contentes quando Mowgli foi brincar com eles e ouviram como Baloo tinha ficado bravo.
Nunca aspiraram realizar coisa alguma — no fundo, o Bandar-log nunca aspira a nada -, mas um deles teve o que lhe pareceu uma ideia brilhante e contou os outros que Mowgli seria muito útil para a tribo, porque sabia amarrar gravetos para protegê-los do vento; então, se o capturassem, poderiam obrigá-lo a lhes ensinar como fazê-lo” (KIPLING, p. 55). O conto “A Caçada de Kaa” inicia-se com Baloo repassando algumas lições para Mowgli até perceber que ele esteve com o Povo Macaco. Durante um sermão (o diálogo citado acima que começa com “escute, filhote de homem”), Mowgli é sequestrado pelos macacos, Baloo e Bagheera tentam correr atrás dele, mas acabam pedindo ajuda a Kaa, como citado mais acima. A mudança na personalidade do Bandar-log, a criação de Rei Louie e a mudança no roteiro original da história no que toca à motivação do sequestro dos macacos é o pico do distanciamento entre o filme e sua obra inspiradora. No entanto, gostaria de confessar aqui que o Rei Louie era o meu personagem favorito na animação de 1967 e a musiquinha dele é realmente contagiante, haha! A motivação para manter o Rei Louie nessa versão do filme me parece mais uma demonstração de que trata-se de uma adaptação do filme da disney de 1967, e não da obra do Rudyard Kipling. A minha crítica em relação a permanência do Rei Louie é justamente por se tratar de uma das características do Bandar-log a falta de líder. No prefácio desta edição de Os Livros da Selva que tenho em mãos, o tradutor relata o simbolismo profundo por trás do Bandar-log, o que no filme ficou ofuscado, escondido e, ouso dizer, inexistente: “ Nessa estrutura social, há o nível mais baixo de todos. Nele estão justamente os parentes mais próximos dos humanos, considerados incapazes de aprimorar a organização interna de sua sociedade. Com evidente ironia, Kipling identifica o Povo Macaco com a antítese de um real esforço de construção do bem-estar coletivo. […]” (Apresentação, p. 10) o parágrafo segue-se citando o sermão de Baloo, também citado por mim acima várias vezes, aquele mesmo que começa com “escute, filhote de homem”, onde Baloo explicita com todas as letras. A cena terrível de Baloo praticando psicologia reversa em Mowgli para que ele pense que não é amado e parta para a vila dos homens de uma vez por todas é de revirar o estômago para todo leitor de Kipling. Baloo tem uma relação não apenas de amizade com Mowgli, mas também de respeito mútuo e servidão, visto que nos últimos contos Mowgli é visto como o Senhor da Selva por todos os animais, até mesmo o próprio Hathi, o mais antigo deles. Nos contos, Mowgli decide para a vila dos homens após perceber que não era mais bem-vindo na alcaeteia seeonee (isto porque Shere Khan influenciava os lobos menores e os atiçava contra Mowgli e, tendo seus pais morrido, somente Akela estava alí para interceder por ele, e sendo já um lobo idoso, não tinha muita voz contra os muitos lobos jovens fantoches do tigre), retornando apenas para dar um jeito no Shere Khan, que estava dominando a alcateia (eu vou chegar lá, calma!), e esta parte da obra também contém um simbolismo bastante profundo, mostrando a dualidade do homem entre seus instintos animais e sua civilidade que, de certa forma, acaba castrando estes mesmos instintos. Podemos interpretar de várias formas os dos “Mowglis” que aparecem nos contos de Kipling, como a dualidade presente no homem de sua razão e suas emoções, representados pelo Mowgli na Selva, sobrevivendo através de seus instintos, e o Mowgli na vila dos homens, submetido à fala dos homens, vivendo como homens nas regalias da tecnologia (não ipods ou tablets, e sim uma simples cama e uma cabana. Lembremos que tecnologia vem do grego techne, que significa arte, e logos, que significa ciência. O conceito significa, entre outros, técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular e/ou técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular). Toda essa reflexão acerca da dualidade do homem, dos dois mundos — a Selva e a vila dos homens -, tudo isso é omitido nos filmes. A cena de Mowgli na vila dos homens tem uma duração de menos de 30 segundos. O filme força mais uma batalha inexistente: desta vez, Baloo contra Shere Khan. Mais uma vez, essa luta não existe nos contos. Sendo Baloo um urso velho e gordo, muito embora seja o mestre da lei, não possui a competência de lutar com um tigre. Ele não caça, pois se alimenta de mel e plantas. A única cena de luta que existe na obra de Kipling envolvendo o urso se encontra no conto “A Caçada de Kaa”, quando ele ajuda a cobra e a pantera a lutar contra as centenas de milhares de macacos. À propósito, esta cena também foi omitida nos filmes, o que daria uma batalha épica, e substituída por uma cena estúpida onde Baloo bajula o inexistente Rei Louie para distrair os macacos. Mowgli prepara uma tocaia, já no fim do filme, utilizando suas engenhocas e a famosa flor vermelha para matar Shere Khan. Favreau, passou bem longe de novo! No conto “Tigre! Tigre!”, quando Mowgli se encontra na vila dos homens trabalhando como pastor de búfalos, ele usa destes búfalos para encurralar Shere Khan em um defiladeiro utilizando da ajuda do velho Akela e os lobos seus irmãos para tocar o búfalo contra Shere Khan. O tigre, que havia acabado de se alimentar e por isso estava preguiçoso e preferia não lutar, acabou caindo no desfiladeiro ou morrendo pisoteado (Kipling deixa a forma de morte de Shere Khan na ambiguidade). Outro detalhe que foi omitido nos filmes e possui um simbolismo profundo foi o fato de Mowgli ter retirado a pele do tigre e posta na Pedra do Conselho, onde o lobo alfa da alcateia se posta durante os Conselhos, o mesmo lugar onde Shere Khan estava quando dominava a alcateia na ausência de Mowgli. Podemos refletir bastante sobre o que isso pode significar, levando em conta que Shere Khan é a retratação do Mal na obra de Kipling. A representação de Shere Khan foi um dos dois personagens que, na minha opinião, mais se assemelharam aos originais. Mowgli dos livros é um garoto divertido, engenhoso, e ao mesmo tempo brincalhão e bastante curioso. Devido a sua educação, cresceu mais que as crianças da cidade e de uma forma mais forte e saudável. No filme, ele não passa de uma criança entre lobos; insegura, cabisbaixa e bastante incoveniente; não vemos nenhum relato explícito do humor de Mowgli, humor este que chega ao nível de fazer piadas com Kaa e o próprio Hathi, o Senhor da Selva. A mãe-loba de Mowgli teve uma boa representação, porém, senti falta do simbolismo do seu nome, Raksha, que em sânscrito significa “pedir proteção” e, ao mesmo tempo, no budismo trata-se de um demônio, que podemos interpretar como o instinto de proteção da mãe, inato e instintivo, presente em todas as espécies, e ao mesmo tempo, na sua qualidade implacável, forte e até mesmo cruel quando se trata de proteger seus filhos. O simbolismo da mãe loba foi omitido no filme, fazendo dela apenas mais uma personagem. Shere Khan é um tigre manco, e por isso somente mata gados (KIPLING, p. 29), característica essencial para a construção do personagem e também foi omitida no filme. Shere singifica tigre e khan significa chefe no idioma hindu e persa.
No mais, gostaria de reinterar, mais uma vez pois nunca é demais, que concordo com a opinião de que o cinema e literatura são linguagens diferentes e que devem ser respeitadas como o tal, mas, novamente, a partir de um momento que um filme possui a intenção e premissa de ser uma adptação cinematográfica, há coisas que devem ser levadas em conta somente por uma questão de ética e respeito para com a obra do autor. Novamente, deixo meus elogios à direção de arte do filme e qualidade de animação, mas no que toca ao roteiro e à adaptação, eu colocaria esse filme no topo da lista de frustrações, ao lado de Percy Jackson e o Ladrão de Raios. É um filme excelente para assistir com a família e as crianças certamente vão adorar. Lembrem-se, como diria Platão, uma vida sem criticas não vale á pena ser vivida. Forte abraço à todos.
Referências: KIPLING, R. Os Livros da Selva. trad. Alexandre Barbosa de Souza, Rodrigo Lacerda. Clássicos Zahar, SP: 2016.
Wallace Guilhereme. Contato: [[email protected]](mailto:[email protected])
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2020.07.29 15:36 bebahia Diário da quarentena de um cara que mora sozinho - 12

Faz um bom tempo que não atualizo isso daqui, e parte da razão é por estar jogando o Ghost of Tsushima, que jogo incrível. Me fez lembrar o quanto que curto esse cenário do Japão feudal, samurais e ninjas, artes marciais com toda a filosofia oriental.

É uma fuga perfeita pra imensa desilusão que tive com as artes marciais modernas, os "samurais do século XXI" (sim, sei que a expressão original era com gladiadores) que ao menos aqui no Brasil em sua maioria apoiaram e ainda apoiam o nosso presidente com todo tipo de insanidade a que ele tem direito. Até o Aldo o apoia, um negócio louco, que me fez pensar em que aspectos que as artes marciais teriam uma afinidade com o fascismo. Acho que em primeiro lugar me vem a questão da glória, ser homem, no mais próximo que o esporte pode chegar na simulação de uma batalha, o querer ser o mais forte, o fascínio pela força.

Não é uma relação tão direta e sem sutilezas como no fascismo, por que as artes marciais costumam permitir que o fraco supere o forte com técnica e espírito, mas que na prática acaba se convertendo num caminho que simplesmente transforma o fraco em forte, que por sua vez despreza o fraco. Ao menos o "fraco" que não quer se tornar um "forte", como ele. Existe um enorme sentimento de fraternidade, ternura, em muitos alunos mais graduados com os novatos, mas isso ocorre justamente por que existe uma relação de troca de fraternidade por admiração. Se uma pessoa está cagando para as artes marciais, ou "pior", não compartilha com os auto declarados artistas marciais essa idealização sobre o que é ser homem, cidadão correto ou o que for, aí já surge a antipatia.

Até aí tudo normal, existem todos os tipos de tribos, e as artes marciais seriam só mais uma, se não fosse por esses últimos anos que revelaram a enorme simpatia por basicamente toda a galera brasileira por um político no nível do Bolsonaro. Em algum momento eles se identificaram com esse defensor da tortura, negacionista, e decidiram que é bom pro país ter alguém como ele no poder.

Mas isso é um diário, e já me prolonguei demais nesse tema. Os dias tem sido melhores com a ajuda desse jogo, mas também porque meio que decidi não querer mais ficar deprimido. Fake it till you make it, porque meu pai anda muito deprimido, e não dá pra todo mundo deprimir de uma vez. Quero muito que ele possa me ver bem pra poder ter mais alegria na sua vida, porque não tá fácil pra ele. Idoso e cadeirante no meio dessa pandemia, lutou a vida toda pela democracia pra nos ver nesse momento que vivemos, mãe e irmã lá do interior roubadas pela pessoa que cuidava delas e talvez ainda sejam processadas por não a terem contratado com os devidos direitos, tendo que se aposentar com perda de benefícios. Muita coisa ao mesmo tempo.

E tive aniversário nessa semana, segunda, viva. Comemorei bebendo e jogando, foi ótimo, de verdade. Lutando com a dissertação, me sentindo um ser humano terrível por estar levando uma certa vantagem com essa pandemia, porque ela me permite ter que lidar com menos exigências do dia a dia. Estou cada dia mais me conformando com uma vida solitária, e escrevo isso sem drama. O que me incomoda um pouco é perceber em mim uma perda de libido, isso tem a ver com estar mais sedentário, mas sei lá. Tanto tempo sem fazer sexo, e as perspectivas de voltar a fazer novamente vão diminuindo ainda mais. Mesmo se vier no futuro a encontrar uma parceira e ficar com ela por muitos anos, a minha vida sexual só terá se tornado normal justamente quando a minha vitalidade já começa a declinar. A única coisa que consigo pensar em relação a isso para não me deprimir é que a minha libido no máximo não me ajudava muito também, e talvez eu tenha me safado de alguns pesos na consciência por conta de erros de relacionamentos.

Enfim, está bom por hoje, não ficou muito divertido nem pra vocês e nem pra mim dessa vez.
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2020.03.24 05:59 hebreubolado Crítica de "Mogli - O Menino Lobo" (2016) do John Favreau.

Os Livros da Selva é uma coletânea de contos do universo criado por Rudyard Kipling (1865–1936). Os dois Livros somam o total de quinze contos. Este filme adapta (ou ao menos tenta adaptar) de uma forma bastante recortada alguns contos que têm Mowgli como protagonista (importante ressalvar que não são todos os contos de Os Livros da Selva que têm o menino lobo como protagonista, alguns sequer se passam na Selva, ex: A Foca Branca, conto de número 4 na edição Clássicos da Zahar). Eu percebi inspirações no conto “Os irmãos de Mowgli”, o primeiro do universo do Kipling, “A Caçada de Kaa”, que narra o sequestro de Mowgli pelo Bandar-logo, o Povo Macaco, e “Como surgiu o Medo”, o conto mais mitológico em minha opinião, que narra o período de seca da Selva que os animais chamam de Trégua da Água. Em minha crítica, irei estabelecer algumas comparações do filme com a obra original do Kipling com objetivo de defender a opinião de que: enquanto um filme de animação, é um filme muito bem produzido, dirigido e criado, porém, enquanto adaptação cinematográfica de uma obra literária, deixou tanto a desejar, de tal forma que me faz acreditar que trata-se mais de uma adaptação da animação da própria Disney de 1967 do Wolfgang Reitherman do que uma adaptação da obra de Kipling, como veremos mais à frente. Para estabelecer essas comparações, utilizarei o meu exemplar de Os Livros da Selva: contos de Mowgli e outras histórias, da editora Zahar, publicado no ano de 2016, traduzido por Alexandre Barbosa de Souza.
Nota IMPORTANTÍSSIMA: compreendo e sou da opinião de que cinema e literatura são artes distintas e que possuem linguagens diferentes; também concordo que nenhuma adaptação é 100% fiel à obra literária, nem mesmo o tão renomado O Senhor dos Anéis; porém, quando usa-se o nome de um autor como fonte e principalmente sua obra como inspiração, é necessário o devido respeito à propriedade intelectual e criadora, não somente por questões jurídicas, mas por questões éticas. Sob esta premissa, vamos às comparações.
ATENÇÃO: Como trata-se de uma análise do filme, recomendo que a crítica seja lida somente por pessoas que já assistiram o filme. Se você também leu o livro e é um admirador da obra do Kipling e do que ela representa, será uma leitura ainda mais profunda.
O filme tem uma animação muito bonita; não entendo de cinema em termos técnicos, mas sem dúvidas trata-se de uma película bastante agradável de se assistir. Fora a animação de altíssima qualidade, as cores, personagens e músicas fazem do filme bastante agradável de se ver e rápido de assistir também. Incomoda-me em um filme que possui uma proposta infantil (a recomendação aqui no Brasil é para maiores de 10 anos de idade) hajam os famigerados Jump-scare. Imagine você sentado na sala assistindo com seu filho uma cena do Mowgli em um pasto verde e calmo e de repente BAM! Um tigre salta de trás da tela rugindo e fazendo um estardalhaço enorme. O recurso de jump-scare é, até mesmo em filmes adultos como no gênero de terror e suspense, considerado um recurso de baixa qualidade e previsível. Contei ao todo dois jump-scares no filme.
Em uma das primeiras cenas do filme vemos Mowgli, já na idade de menino (idade esta que permanece durante todo o filme. No último conto do Kipling, “A Corrida da Primavera”, ele já possui dezessete anos), assistindo uma assembléia dos lobos, que discutem se sua presença na alcateia deve ou não ser tolerada. Aqui já podemos perceber uma mudança drástica na história original: nos livros, Mowgli simplesmente aparece onde a alcateia Seonee vive, não levado por Bagheera como no filme retrata um pouco mais a frente. Akela e o lobo que criou Mowgli são dois lobos diferentes, não o mesmo: este último aparece nos contos com o nome de Pai Lobo apenas. Akela em hindi significa solteiro, solitário, o que não faz sentido colocá-lo como pai de Mowgli e dono de uma família. A intimidação do tigre Shere Khan provoca aos lobos foge do nosso autor britânico da mesma forma: enquanto que no filme o tigre não apenas mata Akela com um único golpe mas domina toda o bando, nos livros ele é intimidado pelos caninos.
“[…] Shere Khan talvez tivesse enfrentado Pai Lobo, mas não desafiaria Mãe Loba, pois sabia que, ali onde estava, ela tinha a vantagem do terreno e lutaria até a morte. Por isso voltou atrás, rosnando ao deixar a boca da caverna […]” (KIPLING, p. 33).
Bagheera e Shere Khan travam uma batalha durante a escolta de Mowgli em retorno para a vila dos homens; nos livros, essa luta nunca aconteceu.
Ao encontrar com os elefantes, a pantera negra pede para que Mowgli se ajoelhe e o informa da importância desses terríveis elefantídeos na criação e manutenção da Selva. Esse aspecto deve ser parabenizado por ter sido incorporado no filme: Kipling retratou os elefantes como a força criadora da Selva, e sendo Hathi, O Silencioso, o mais antigo deles. Embora a curtíssima cena tenha deixado implícito a importância dos elefantes, senti falta do personagem de Hathi, que é de suma importância em todos os contos que ocorrem na Selva.
“[…] Quando Hathi, o elefante selvagem, que vive cem anos ou mais, viu uma longa e esguia faixa de rocha seca bem no meio do rio, entendeu que estava olhando para a Pedra da Paz e, na mesma hora, ergueu sua tromba e proclamou a Trégua da Água, como seu pai antes dele havia proclamado cinquenta anos atrás.” (KIPLING, p. 185).
“[…] Shere Khan foi embora sem ousar rosnar, pois sabia, assim como todo mundo, que, no final das contas, Hathi é o Senhor da Selva” (KIPLING, p. 191)”.
O antagonismo inexistente de Kaa: a temível Píton é apresentada no filme como uma vilã que, após revelar a história de Mowgli para ele, tenta devorá-lo. Este personagem também foi desconstruído e teve sua personalidade alterada, assim como vários outros, que comentarei mais à frente. Nos livros, a píton é vista como um animal sábio e astuto, mas que respeita Mowgli como o Senhor da Selva que ele se tornou. A primeira vez que ele é mencionado na obra é no conto “A Caçada de Kaa”, aquele citado mais acima, que retrata o sequestro de Mowgli. Percebendo sua incapacidade de perseguir o Bandar-Log, o Povo Macaco, Baloo e Bagheera decidem pedir ajuda à píton em troca de alguns cabritos. Após relembrar Kaa de que o Bandar-log costumava chamá-lo de perneta, minhoca amarela, a pantera e o urso acabam convencendo a píton a se unir à eles na caçada aos macacos para resgatar Mowgli. O antagonismo de Kaa no filme pode ter várias explicações (que infelizmente só nos seriam acessível diretamente pelo diretor ou roteirista), porém, me parece que colocar uma cobra como vilã é um reforço de um esteriótipo medíocre. A cobra malvada. Não, sr. Favreau, isto não existe no universo de Kipling. Muito embora astuto e um caçador destemível, Kaa não apenas ajuda nesse conto em específico como também em “Cão Vermelho”, quando auxilia Mowgli na batalha contra dos lobos contra os cães vermelhos, chamados de dholes (inclusive, é nesse conto que Akela morre devido à feridas causadas na batalha contra os dholes, diferentemente da sua morte estúpida no filme com uma só mordida de Shere Khan, o que nos demonstra uma ideia bastante frágil de um lobo alfa que deveria estar a frente de sua alcateia e portanto, se o mais forte entre todos os lobos. Akela morre com pelos brancos como neve, ressaltando sua idade avançadíssima). Neste conto, Kaa fornece a Mowgli ideias de como combater e sair em vantagem contra os dholes, além de protegê-lo no rio durante o seu percurso e ser também ativo no plano de Mowgli para emboscar os dholes na toca das abelhas, etc etc.
Nem é preciso informar que não, Baloo não salvou Mowgli de ser comido por Kaa em Os Livros da Selva. Ainda no primeiro conto, “Os irmãos de Mowgli”, o Conselho da Alcateia está decidindo o destino do filhote de homem. A Lei da Selva, código de ética e moral que rege a todos os povos livres com exceção do Bandar-log, intercede a favor de Mowgli:
“Pois bem, a Lei da Selva dispõe que, em caso de disputa do direito sobre um filhote a ser aceito pela alcateia, pelo menos dois membros, além do pai e da mãe, devem interceder ao seu favor.” (KIPLING, p. 35). Adivinhe quem fala por Mowgli além dos seus pais lobos? Isso mesmo. O velho Baloo, encarregado de ensinar a Lei da Selva para os filhotes, fala em nome do menino. Sendo assim, falta apenas mais um voto. Baloo era o único fora da alcateia que tinha direito de falar no Conselho; sendo assim, restava convencer um lobo entre a alcateia para que Mowgli fosse aceito.
Porém, não foi isso que aconteceu: Bagheera intercede e, não podendo votar por não ser parte da Alcateia Seonee, argumenta em cima da Lei da Selva:
“ — Ó Akela, ó Povo Livre — ronronou -, não tenho voto na assembléia de vocês, mas a Lei da Selva diz que, não se tratando de um caso de morte, se existe uma dúvida quanto a um novo filhote, a vida dele pode ser comprada por um certo preço. E a lei não diz nada sobre quem pode ou não pagar esse preço. Estou certo?
[…] — Agora, além do voto de Baloo, acrescento um touro, e um bem gordo, que acabei de matar a menos de um quilômetro daqui, para que o filhote de homem seja aceito de acordo com a lei. Seria possível?” (KIPLING, p. 35–36). Oferta esta que o Povo Livre aceitou prontamente. Concluímos, portanto, que Baloo não apenas conheceu Mowgli desde sua chegada na Alcateia Seonee, mas foi o responsável, junto com Bagheera, por sua aceitação na alcateia. Esta alteração no roteiro do filme pode ser explicada pelo fato de que a linguagem do cinema requer algo mais dinâmico e rápido que os detalhes da literatura. Foi a forma do Favreau contar como Mowgli chegou na Selva e introduzir Baloo no filme, dois coelhos em uma cajadada só, como dizem por aí.
“E foi assim que Mowgli entrou para a Alcateia dos Lobos de Seeonee, ai preço de um touro e graças às palavras favoráveis de Baloo.” (KIPLING, p. 37) A ausência nos filmes desse aspecto da história faz com que a obra tenha um déficit e deixe de retratar uma parte bastante importante nos contos de Kipling: as reflexões filosóficas por trás do conto, tais como: o valor de uma vida entre os lobos, o conceito de moralidade (certo e errado), o valor de um homem, a questão da Lei da Selva sendo usada na prática (o que no filme não passa de uns versos engraçados que são recitados em uma decoreba), etc.
A mudança da personalidade de Baloo no filme é o que mais me irrita nessa adaptação: nos contos de Kipling, Baloo é o professor da lei da selva, como citei mais acima, e no filme, quando ele pergunta a Mowgli se os lobos cantam, o menino responde negativamente e recita para ele a Lei da Selva (dialogo que acontece no minuto 40 do filme, aproximadamente) , Baloo responde “Aí, isso não é uma canção. É um monte de regra!” FAVREAU, AMADO??
Transformar o professor da Lei em um urso trapalhão reforça o fato de o filme ser uma adaptação do filme da Disney, como citei mais acima, e acabou empobrecendo o roteiro no que diz respeito aos conceitos profundíssimos que Kipling introduz através de Baloo, desde a importância da sociedade e união (no conto “A Caçada de Kaa”), as lições que acompanharam a educação do garoto desde que ele tinha entre onze e quinze anos e até mesmo os detalhes da própria Lei da Selva, que no filme os lobos simplesmente recitam aos quatro ventos, e nos contos é aprendida desde filhotinhos pela boca do próprio Baloo.
No conto “Tigre! Tigre!”, após Mowgli decidir sair da alcateia e ir para a vila dos homens, realmente Shere Khan influencia os filhotes e habita a Pedra do Conselho, como mostrado no filme, mas esse reinado sobre os lobos dura apenas algumas páginas, ao passo de que quando Mowgli retorna para a Selva (a sua estadia na vila dos homens também foi omitida no filme), acaba dando um jeito no tigre, mas isso trataremos mais a frente.
A cena de Mowgli salvando o filhote de elefante também não existe nos contos. Também me incomoda a incapacidade de falar dos elefantes, visto que todo bicho na selva, na obra de Kipling, tem essa capacidade. Os elefantes são inteligentes como todos os outros e seu líder, Hathi, como já dito mais acima, não apenas era o mais inteligente de todos, mas o verdadeiro Senhor da Selva e criador da própria.
As engenhocas de Mowgli realmente são importantes nos contos, como no filme mostra, mas a motivação do sequestro não foi a Flor Vermelha, tão desejada pelo Rei Louie. Essa cena é tão distante da obra e das intenções do Kipling que merece, mais que todas as outras, ser tratada com mais detalhes:
Primeiro, O REI LOUIE NÃO EXISTE! Uma das características mais importantes do Bandar-log é sua incapacidade de ser organizados socialmente, por isso não têm líder. No filme, criar um personagem e colocá-lo no cargo de líder do Bandar-log acaba desconfigurando o mesmo e também o desconstruindo, o que aconteceu aconteceu com vários personagens, como vimos acima.
“- Escute, filho de homem — rugiu o urso, e sua voz ressoou como o trovão numa noite quente. — Ensinei a você a Lei da Selva inteira, que vale para todos os Povos da Selva, menos para o Povo Macaco que vive nas árvores. Eles não têm lei. São marginais. Não têm fala própria, mas usam palavras roubadas que ouvem por aí enquanto espiam e esperam no alto dos galhos. Os costumes deles são diferentes dos nossos. Eles não têm líder. Não têm lembranças. São bravateiros, fofoqueiros e fingem ser os maiorais e estar sempre prestes a desempenhar grandes feitos na selva, mas é só uma noz cair no chão que desatam a rir e se esquecem de tudo. Nós da selva não queremos nada com eles. Não bebemos onde os macacos bebem, não vamos aonde os macacos vão, não caçamos onde eles caçam, não morremos onde eles morrem. Alguma vez você me ouvir falar do Bandar-log até hoje?
- Não — respondeu Mowgli num sussurro, pois a floresta ficou muito quieta quando Baloo terminou.
- O Povo da Selva os mantém longe das bocas e das cabeças. Eles são muitos, maus, sujos, despudorados e desejam, se é que se concentram em algum desejo, ter a atenção do Povo da Selva. Mas nós não prestamos atenção neles nem quando atiram nozes e porcarias em nossas cabeças.” (KIPLING, p. 54). Segundo: a motivação do Bandar-log em sequestrar Mowgli não era para ter a flor vermelha, isto é, o fogo, e se espalhar pela floresta, mas sim simplesmente ter a atenção do Povo da Selva e usar as engenhocas de Mowgli ao seu favor. Nesse trecho que se segue, vemos mais uma vez a incapacidade de terem um líder, por isso a impossibilidade de existir um Rei Louie, dentre outros defeitos bastante característicos do povo macaco:
“ […] Eles viviam no topo das árvores, e, como os bichos raramente olham para cima, os macacos e o Povo da Selva nunca se encontravam. […] Estavam sempre a um passo de ter um líder, suas próprias leis e seus costumes, mas nunca chegavam a fazê-lo, pois sua memória não durava de um dia para o outro […]. Nenhum dos bichos conseguia alcançá-los, mas, em compensação, nenhum dos bichos lhes dava atenção, e foi por isso que ficaram tão contentes quando Mowgli foi brincar com eles e ouviram como Baloo tinha ficado bravo.
Nunca aspiraram realizar coisa alguma — no fundo, o Bandar-log nunca aspira a nada -, mas um deles teve o que lhe pareceu uma ideia brilhante e contou os outros que Mowgli seria muito útil para a tribo, porque sabia amarrar gravetos para protegê-los do vento; então, se o capturassem, poderiam obrigá-lo a lhes ensinar como fazê-lo” (KIPLING, p. 55). O conto “A Caçada de Kaa” inicia-se com Baloo repassando algumas lições para Mowgli até perceber que ele esteve com o Povo Macaco. Durante um sermão (o diálogo citado acima que começa com “escute, filhote de homem”), Mowgli é sequestrado pelos macacos, Baloo e Bagheera tentam correr atrás dele, mas acabam pedindo ajuda a Kaa, como citado mais acima. A mudança na personalidade do Bandar-log, a criação de Rei Louie e a mudança no roteiro original da história no que toca à motivação do sequestro dos macacos é o pico do distanciamento entre o filme e sua obra inspiradora. No entanto, gostaria de confessar aqui que o Rei Louie era o meu personagem favorito na animação de 1967 e a musiquinha dele é realmente contagiante, haha! A motivação para manter o Rei Louie nessa versão do filme me parece mais uma demonstração de que trata-se de uma adaptação do filme da disney de 1967, e não da obra do Rudyard Kipling. A minha crítica em relação a permanência do Rei Louie é justamente por se tratar de uma das características do Bandar-log a falta de líder. No prefácio desta edição de Os Livros da Selva que tenho em mãos, o tradutor relata o simbolismo profundo por trás do Bandar-log, o que no filme ficou ofuscado, escondido e, ouso dizer, inexistente: “ Nessa estrutura social, há o nível mais baixo de todos. Nele estão justamente os parentes mais próximos dos humanos, considerados incapazes de aprimorar a organização interna de sua sociedade. Com evidente ironia, Kipling identifica o Povo Macaco com a antítese de um real esforço de construção do bem-estar coletivo. […]” (Apresentação, p. 10) o parágrafo segue-se citando o sermão de Baloo, também citado por mim acima várias vezes, aquele mesmo que começa com “escute, filhote de homem”, onde Baloo explicita com todas as letras. A cena terrível de Baloo praticando psicologia reversa em Mowgli para que ele pense que não é amado e parta para a vila dos homens de uma vez por todas é de revirar o estômago para todo leitor de Kipling. Baloo tem uma relação não apenas de amizade com Mowgli, mas também de respeito mútuo e servidão, visto que nos últimos contos Mowgli é visto como o Senhor da Selva por todos os animais, até mesmo o próprio Hathi, o mais antigo deles. Nos contos, Mowgli decide para a vila dos homens após perceber que não era mais bem-vindo na alcaeteia seeonee (isto porque Shere Khan influenciava os lobos menores e os atiçava contra Mowgli e, tendo seus pais morrido, somente Akela estava alí para interceder por ele, e sendo já um lobo idoso, não tinha muita voz contra os muitos lobos jovens fantoches do tigre), retornando apenas para dar um jeito no Shere Khan, que estava dominando a alcateia (eu vou chegar lá, calma!), e esta parte da obra também contém um simbolismo bastante profundo, mostrando a dualidade do homem entre seus instintos animais e sua civilidade que, de certa forma, acaba castrando estes mesmos instintos. Podemos interpretar de várias formas os dos “Mowglis” que aparecem nos contos de Kipling, como a dualidade presente no homem de sua razão e suas emoções, representados pelo Mowgli na Selva, sobrevivendo através de seus instintos, e o Mowgli na vila dos homens, submetido à fala dos homens, vivendo como homens nas regalias da tecnologia (não ipods ou tablets, e sim uma simples cama e uma cabana. Lembremos que tecnologia vem do grego techne, que significa arte, e logos, que significa ciência. O conceito significa, entre outros, técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular e/ou técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular). Toda essa reflexão acerca da dualidade do homem, dos dois mundos — a Selva e a vila dos homens -, tudo isso é omitido nos filmes. A cena de Mowgli na vila dos homens tem uma duração de menos de 30 segundos. O filme força mais uma batalha inexistente: desta vez, Baloo contra Shere Khan. Mais uma vez, essa luta não existe nos contos. Sendo Baloo um urso velho e gordo, muito embora seja o mestre da lei, não possui a competência de lutar com um tigre. Ele não caça, pois se alimenta de mel e plantas. A única cena de luta que existe na obra de Kipling envolvendo o urso se encontra no conto “A Caçada de Kaa”, quando ele ajuda a cobra e a pantera a lutar contra as centenas de milhares de macacos. À propósito, esta cena também foi omitida nos filmes, o que daria uma batalha épica, e substituída por uma cena estúpida onde Baloo bajula o inexistente Rei Louie para distrair os macacos. Mowgli prepara uma tocaia, já no fim do filme, utilizando suas engenhocas e a famosa flor vermelha para matar Shere Khan. Favreau, passou bem longe de novo! No conto “Tigre! Tigre!”, quando Mowgli se encontra na vila dos homens trabalhando como pastor de búfalos, ele usa destes búfalos para encurralar Shere Khan em um defiladeiro utilizando da ajuda do velho Akela e os lobos seus irmãos para tocar o búfalo contra Shere Khan. O tigre, que havia acabado de se alimentar e por isso estava preguiçoso e preferia não lutar, acabou caindo no desfiladeiro ou morrendo pisoteado (Kipling deixa a forma de morte de Shere Khan na ambiguidade). Outro detalhe que foi omitido nos filmes e possui um simbolismo profundo foi o fato de Mowgli ter retirado a pele do tigre e posta na Pedra do Conselho, onde o lobo alfa da alcateia se posta durante os Conselhos, o mesmo lugar onde Shere Khan estava quando dominava a alcateia na ausência de Mowgli. Podemos refletir bastante sobre o que isso pode significar, levando em conta que Shere Khan é a retratação do Mal na obra de Kipling. A representação de Shere Khan foi um dos dois personagens que, na minha opinião, mais se assemelharam aos originais. Mowgli dos livros é um garoto divertido, engenhoso, e ao mesmo tempo brincalhão e bastante curioso. Devido a sua educação, cresceu mais que as crianças da cidade e de uma forma mais forte e saudável. No filme, ele não passa de uma criança entre lobos; insegura, cabisbaixa e bastante incoveniente; não vemos nenhum relato explícito do humor de Mowgli, humor este que chega ao nível de fazer piadas com Kaa e o próprio Hathi, o Senhor da Selva. A mãe-loba de Mowgli teve uma boa representação, porém, senti falta do simbolismo do seu nome, Raksha, que em sânscrito significa “pedir proteção” e, ao mesmo tempo, no budismo trata-se de um demônio, que podemos interpretar como o instinto de proteção da mãe, inato e instintivo, presente em todas as espécies, e ao mesmo tempo, na sua qualidade implacável, forte e até mesmo cruel quando se trata de proteger seus filhos. O simbolismo da mãe loba foi omitido no filme, fazendo dela apenas mais uma personagem. Shere Khan é um tigre manco, e por isso somente mata gados (KIPLING, p. 29), característica essencial para a construção do personagem e também foi omitida no filme. Shere singifica tigre e khan significa chefe no idioma hindu e persa.
No mais, gostaria de reinterar, mais uma vez pois nunca é demais, que concordo com a opinião de que o cinema e literatura são linguagens diferentes e que devem ser respeitadas como o tal, mas, novamente, a partir de um momento que um filme possui a intenção e premissa de ser uma adptação cinematográfica, há coisas que devem ser levadas em conta somente por uma questão de ética e respeito para com a obra do autor. Novamente, deixo meus elogios à direção de arte do filme e qualidade de animação, mas no que toca ao roteiro e à adaptação, eu colocaria esse filme no topo da lista de frustrações, ao lado de Percy Jackson e o Ladrão de Raios. É um filme excelente para assistir com a família e as crianças certamente vão adorar. Lembrem-se, como diria Platão, uma vida sem criticas não vale á pena ser vivida. Forte abraço à todos.
Wallace Guilhereme. Contato: [[email protected]](mailto:[email protected])
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2020.01.06 02:48 altovaliriano Mance Rayder

Este sábado de personagens foi movido para o domingo, pois estamos em reformas.
Mance é o pacote completo das terras além da Muralha. Ele é um selvagem, um irmão da Patrulha da Noite, um desertor e um Rei-para-lá-da-Muralha. A história diz que sua mãe era uma selvagem e o pai um irmão juramentado da Patrulha. Portanto, desde a concepção, Mance era destinado a viver em ambos os campos, como gelo e fogo.
Porém, quando garoto, Mance foi retirado da mãe e criado junto a Patrulha da Noite. Não se sabe quando isso aconteceu, nem em que circunstâncias. A Patrulha pode ter matado sua mãe, pois se diz que ele teria sido levado após o grupo de saqueadores em que estava foi morto pelos irmãos negros. Mas este grupo de saqueadores poderia ter o retirado de sua mãe, e a Patrulha não teria culpa na separação. Simplesmente não sabemos.
Tampouco sabemos se Mance serviu lado-a-lado com seu pai. Mance parece ter mais de 40 anos de idade no começo de A Guerra dos Tronos e é dito que ele servia em Torre Sombria. Denys Mallister é o comandante do castelo há 33 anos (o que não o impede de estar servindo há vários anos de ter sido eleito comandante), portanto, se alguém poderia dizer mais sobre isso, provavelmente seria Mallister.
O que é importante entender aqui é que a Muralha foi o pai provedor de Mance durante grande parte de sua vida. Entretanto, mesmo quando era um patrulheiro, Mance era muito interessado em canções, ainda que suas voz e habilidade com o alaúde sejam consideradas apenas medianas. Como o próprio homem alega conhecer todas as canções lascivas já feitas ao norte e ao sul da Muralha, é de se imaginar que Mance tinha desde cedo em si uma paixão incompatível com a vida de deveres de seus irmãos juramentados.
De fato, imaginemos o que é crescer na Muralha. Especialmente sob o comando de um homem cavalheiresco como Denys Mallister. É muito provável que Mance, durante a juventude, tenha desfrutado de uma juventude cheia de frugalidade e provações. Conhecendo o homem como ele é hoje, deve ter sido uma experiência extremamente limitadora e frustrante.
Portanto, não admira que o Rei-para-lá-da-Muralha tenha sido influenciado a desertar da Patrulha após a experiência com a filha de uma velha feiticeira selvagem. Todos conhecem a história: o grupo de Mance foi atacado por um gato das sombras enquanto esfolavam um alce caçado em uma patrulha, Mance estava ferido e foi levado às pressas para uma velha feiticeira selvagem, mas teve que ser tratado pela filha dela (pois a velha havia morrido) e foi bem tratado:
Limpou meus ferimentos, deu pontos em mim e me alimentou com mingau de aveia e poções até eu ficar suficientemente forte para voltar a subir em um cavalo. E também costurou os rasgões em meu manto, com um pouco de seda escarlate de Asshai que a avó tinha tirado dos restos de um barco afundado que apareceu na Costa Gelada. Era o maior tesouro que ela possuía, e foi um presente para mim. (ASOS, Jon I)
Estas poucas linhas apresentam uma história extremamente interessante. É um exemplo de como GRRM consegue comprimir um conto que poderia ser tratado em uma obra autônoma em apenas algumas linhas (algo que, segundo Remy Verhoeve, Martin perdeu em livros mais recentes).
Mance Rayder foi ferido em uma caça e levado a uma velha feiticeira. As expectativas provavelmente eram de encontrar uma senhora esquisita, mas eles acabaram encontrando alguém mais jovem. A mulhegarota aparentemente foi solícita e atenciosa, especialmente quando usou um “tesouro” familiar para consertar as roupas de Mance.
A questão do conserto da roupa, com seda escarlarte é a parte mais impressionante. Há uma sugestão de envolvimento sexual. Poder-se-ia pensar que Mance teve um caso com a mulhegarota e a seda no manto foi uma lembrança. Simbolicamente, representaria que Mance teve o negro da Patrulha conspurcado por um vermelho vivo de um amor encontrado do outro lado da Muralha.
Eu, porém, prefiro pensar que foi uma ferramenta de sedução. Que Mance e a filha da feiticeira não tiveram um caso de amor, mas que a seda seria uma demonstração de interesse, como que um convite à retornar. Afinal, como disse o própri Mance “Parti na manhã seguinte... para um lugar onde um beijo não era crime e um homem podia usar o manto que quisesse” (ASOS, Jon I).
Assim, quando Denys Mallister ordenou que Mance descartasse a roupa costurada e vestisse o uniforme padrão da Patrulha, o então patrulheiro estava diante de um dilema maior do que dever-liberdade. Descartar a roupa significaria virar definitivamente as costas para o amor. Assim, a motivação de Mance encontra um eco nas palavras de Meistre Aemon:
O que é a honra comparada com o amor de uma mulher? O que é o dever contra sentir um filho recém nascido nos braços… ou a memória do sorriso de um irmão? Vento e palavras. Vento e palavras. Somos apenas humanos, e os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande glória e a nossa grande tragédia.
(AGOT, Jon VIII)
Diante deste dilema, o patrulheiro se dirigiu para o seio de sua antiga comunidade, atraído pelo estilo de vida que nunca deve ter conhecido a não ser nas canções que tanto gostava. O detalhe interessante é que Mance usa este manto quando Jon o encontra.
Entretanto, há outro aspecto essencial nesta história, carregado de mistério. O navio que trazia seda de Asshai era um navio originário de Asshai? Claro que poderia ser um navio de Westeros que trazia a seda. Porém, a Costa Gelada não é conhecida por ser visitada por navios mercantes. Talvez então saqueadores das Ilhas de Ferro que acabaram naufragando na Costa Gelada ainda com a carga roubada? É possível.
Contudo, GRRM poderia simplesmente estar querendo dizer que é um navio vindo do oriente que naufragou após circundar o mundo sentido leste-oeste até chegar a Westeros. O que faria com que Alissa Farman não fosse a primeira navegadora a cruzar o Mar do Poente. Bem, acho que jamais saberemos definitivamente.
Voltando a Mance, não sabemos quanto anos antes do começo da história ele começou a reunir as diversas comunidades do Norte sob seu comando. Sabemos que o plano dele era levar o povo livre para o sul da Muralha, fugindo dos outros, mas não sabemos exatamente quando isso começou. Na verdade, GRRM manteve toda a linha do tempo envolvendo Mance bastante confusa.
Sabemos que ainda quando era patrulheiro, sob o comando do Lorde Comandante Qorgyle (que morreu em 288 DC), Mance visitou Winterfell e conheceu Jon ainda criança (que nasceu em 283-284 DC). Portanto, Mance não devia estar entre o Povo Livre há mais de 10 anos no começo de A GUERRA DOS TRONOS. Se está correta a informação obtida por Jon de que Mance “tinha passado anos reunindo aquela vasta e lenta tropa” (ASOS, Jon II), então é de se esperar que tudo tenha começado em anos recentes.
Por outro lado, podemos questionar a razão que levou Mance Rayder a reunir um exército para atacar a Muralha. O ex-patrulheiro não parece ser exatamente o tipo heroico de pessoa, que pensa em todas as vidas humanas que seriam perdidas em razão dos Outros.
Ou seja, se Mance Rayder pensasse apenas em salvar a própria vida, por que não simplesmente atravessou sozinho a Muralha, disfarçado de bardo e pegou um navio para Essos? Não só ele parece ser um mestre dos disfarces e da arte de se misturar a multidão, como também tinha uma bolsa de veados de prata quando visitou Winterfell para ver Robert Baratheon. Tinha a faca e o queijo na mão.
Se nós pudermos acreditar em Osha, entretanto, o plano de Mance na verdade seria reunir o exértico para lutar contra os Outros:
Por que você acha que fugi para o sul com Stiv, Hali e o resto daqueles idiotas? Mance pensa que vai lutar, o bravo, querido, teimoso homem, como se os caminhantes brancos não fossem mais que patrulheiros. Mas, que sabe ele? Pode chamar a si próprio Rei-para-lá-da-Muralha se bem entender, mas ainda é apenas mais um dos velhos corvos negros que fugiram da Torre Sombria. Nunca experimentou o inverno. Eu nasci lá em cima, filho, assim como a minha mãe e a minha avó antes dela, e a minha bisavó antes dela, nascida entre o Povo Livre. Nós recordamos.
(AGOT, Bran VI)
Dessa forma, fica parecendo que Mance estava reunindo as tribos para enfrentar os Outros, mas acabou fracassando. A fim de manter a unidade, porém, usou a hoste que havia reunido para atacar a Muralha e tentar forçar passagem para o Sul. Ainda assim, nada explica sua motivação para querer salvar toda essa gente.
Veja, Mance não parecia cultuar laços afetivos fortes antes do começo de A Guerra dos Tronos. Seus companheiros de acampamento são apenas líderes que ele submeteu ou parentes de sua mulher, e ele somente conheceu Dalla quando retornou da visita a Winterfell para ver Robert. Portanto, não parece haver qualquer explicação. Ou era ele tão apaixonado pela cultura do Povo Livre que desejava salva-los da extinção? Talvez, mas ainda parece uma justificativa estranha. Teria Mance alguma pessoa querida que foi morta pelos Outros antes que o conhecêssemos pelos olhos de Jon? Não, senão todos no acampamento saberiam e teriam comentado.
De todo modo, a investida de Mance contra a Patrulha da Noite não deu em nada. Coube ao recém-eleito Lorde Comandante Jon Snow ter a sensibilidade de dar seguimento ao plano de Mance, em parceria com Stannis Baratheon. Na verdade, é curioso que Jon tenha dado continuidade ao legado de Mance.
Frequentemente, aponta-se para o fato de Mance ter exercido uma influência partenal sobre o Lorde Comandante. E na mesma frequência Mance Rayder é associado com Rhaegar: um cantor-guerreiro que traiu seus votos em razão de uma mulher e desertou de suas responsabilidades. Com isso, não estou dando crédito à teoria “Mance = Rhaegar”, apenas fazendo um brinde a seus argumentos, pois acho que ela falha em ver literalidade em metáfora.
Diferentemente de outros personagens trazidos a vida do mundo dos mortos, Mance retorna ao mundo dos vivos saído de trás de uma ilusão, não por desígnio de R’hllor. Melisandre usa seduções (glamours, em inglês) para disfarçar Camisa de Chocalho como Mance e vice-versa, e Stannis é convencido para queimar o cara errado disfarçado de cara certo.
Eu nunca achei muito convincente a forma como Camisa de Chocalho é queimado. Não acho crível que ele não percebesse que estava sendo confundido com Mance e não fizesse uma defesa astuta de si mesmo. No caso, ao invés de R’hllor de se esconder atrás de R’hllor, GRRM preferiu deixar patente a importância de Mance para a trama dos futuros livros. E, de fato, sabemos que Mance conhece “muito e ainda mais sobre nosso verdadeiro inimigo” (ADWD, Jon I). Stannis o garante após conversar “por horas” com Mance Rayder.
Dessa forma, a não ser que o conhecimento que o Rei-para-lá-Muralha transmitiu ao Rei-na-Muralha seja suficiente para que a trama se desenvolva eficientemente, Mance teria que viver até que os Outros chegassem. Por essa razão que muitas pessoas suspeitam que as afirmações de Ramsay não verdadeiras. Na carta do bastardo, mais conhecida como “a carta rosa”, o atual Senhor de Winterfell afirma que Mance está enjaulado e deixado para o frio do inverno mata-lo. Esta é uma das afirmações que enche a carta de um senso de urgência, e possivelmente também foi uma das frases que deixou Jon convicto que deveria agir imediatamente para salva-lo.
Mas grande parte dos leitores enxergam muitos furos em tudo que é dito na carta. Alguns até mesmo dizem que dizem que a carta teria sido escrita pelo próprio Mance. Sem falar que o Rei-para-lá-da-Muralha estava confortável demais em sua imitação da história de Abel, o Bardo, para que ninguém imaginasse que ele tinha a intenção de imitá-la até os últimos detalhes. O que, em outras palavras, quer dizer que Mance tinha intenção de se esconder fora da vista de qualquer pessoa até que a confusão terminasse (o que faria de Ramsay um mentiroso).
Porém, não me aprofundarei no conteúdo da carta ou nas teorias que alegam que o autor não teria sido Ramsay (pretendo fazer isso no futuro). Por enquanto, basta dizer que a verdade sobre o que aconteceu com Mance está aberto à discussão dentro e fora do universo dos livros. Veja bem: o que estarão pensando os Selvagens na Muralha agora que Jon Snow leu a eles uma carta que diz que Mance está vivo em Winterfell, sendo que todos eles o viram queimar? Talvez passem a atribuir poderes mágicos a Mance e comecem a teorizar que ele enganou até a própria morte.
Coisas que saberemos quando Os Ventos do Inverno sair.

Perguntas

  1. O navio de onde a seda escarlate do manto de Mance foi retirado vinha do oriente?
  2. Por que Mance reuniu os Selvagens ao invés de fugir e se salvar?
  3. Mance realmente planejava lutar contra os Outros?
  4. Que tipo de influência Mance teve sobre Jon?
  5. Mance realmente foi capturado por Ramsay?
  6. Você acha que os Selvagens podem tentar resgatar Mance com base na Carta Rosa?
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2019.06.20 00:53 AM_RadioShowHost Olá Brasil: Eu criei uma Rede Social de Geolocalização onde os usuários podem marcar o grupo de personalidade de sua cidade / região em torno de um mapa. Link na descrição! Eu fiz uma versão em Português também!

Olá /Brasil o nome do meu app é Orbis, me inpirei no primeiro atlas moderno chamado Orbis Terrarum.
Links de aplicativos abaixo:
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis&hl=pt
iOS: https://apps.apple.com/gb/app/orbis-local-groups-discovery/id1453025529
Site: https://www.orbis.to/
Obrigado por tomar o tempo para ler este texto. Conforme descrito, criei um aplicativo de rede social de geolocalização para Android/iOS. Funciona assim, você faz o download do aplicativo, compartilha sua localização e, em seguida, se inscreve (você pode usá-lo sem se inscrever, mas como acabei de publicá-lo, provavelmente não será muito útil em sua região agora).
Depois de se inscrever, você cria um grupo ou entra para um já existente. Depois de criar / entrar para um grupo, você pode fazer check-in pressionando o botão com o símbolo de localização na página inicial, que também é a visualização do mapa. Isso fará com que o Google preencha os lugares próximos ao seu redor, você também pode fazer um check-in por GPS ou criar um lugar que você não encontre na lista.
Depois de fazer check-in em um lugar com seu grupo, você será direcionado para a visualização do mapa, onde verá o círculo com o símbolo do seu grupo mostrando o local onde você acabou de fazer o check-in. Isso também criará automaticamente uma página de lugar para o local em que você fez check-in. Você pode ver isso clicando no círculo criado recentemente.
Este círculo no mapa marca o território do seu grupo. Se houver mais checkins neste lugar, o círculo irá inflar, e se os dias passarem sem que alguém faça checkin naquele lugar, o círculo ira ir murchando até que desapareça. Se outros grupos fizerem check-in e criarem círculos de grupo perto do círculo do seu grupo e os mesmos se tocarem, o círculo mais antigo diminui ao ser tocado, é como uma competição por território nesse sentido. Os grupos também competem para ter o maior número de check-ins em um local e, portanto, "conquistá-los". Isso pode ser visto na página do local em que o grupo que é proprietário do local tem a porcentagem majoritária de frequência.
Os grupos que você entra/cria tem um conjunto completo de recursos, como feed de notícias (para que você possa postar fotos, textos e vídeos), locais pertencentes ao grupo, calendário de eventos, membros. Você pode conferir clicando no nome do grupo.
Se minha explicação confunde um pouco, me desculpe. Mas o aplicativo em si é muito simples e a interface do usuário é muito minimalista, não há muitos usuários agora porque eu acabei de lançar, mas confira por si mesmo e seja meus primeiros usuários !:
Por que estou fazendo isso?
Eu fui muito inspirado por mapas antigos que eu vi em subreddits de mapas, especialmente um mapa chamado Orbis Terrarum, que é considerado o primeiro atlas moderno, em homenagem a este mapa, batizei meu aplicativo de Orbis. ;)
De uma perspectiva filosófica. Eu acredito que existe um mapa secreto da sociedade que é composto por grupos de personalidade que estão dentro e ao redor de uma cidade / região, todo mundo sabe onde certos grupos ficam em sua cidade / região, mas isso não está muito bem definido, espero que essa ferramenta possa ajudar a criar essa compreensão e, espero, tornar-se uma espécie de bússola moderna das tribos da personalidade do agora. Espero que este aplicativo possa trazer a mesma sensação de desejo de descobrimento que uma pessoa do século 15 obteria ao olhar para um antigo mapa do mundo e imaginar os mistérios não descobertos por aí. Eu tento replicar esse sentimento e trazê-lo para um nível mais local em formato de aplicativo.
Acabei de publicar recentemente, por isso, se você encontrar algum bug, por favor me avise e tente reiniciar o aplicativo (geralmente reiniciar o aplicativo conserta muitos bugs).
Tente passar por toda a experiência de criar um grupo e fazer o check-in para entender o conceito. Eu tenho facebook e twitter connect, mas se você é sensível à privacidade, você pode entrar com pseudonimo e um e-mail (tipo como reddit tem seu processo de inscrição)
Exemplo de algumas cidades com alguma atividade:
https://www.orbis.to/c/rio-de-janeiro
https://www.orbis.to/c/sao-paulo
Eu fiz alguns vídeos também tentando explicar o App (me desculpe a qualidade, sou um pessimo youtuber):
https://www.youtube.com/channel/UCxEyizjHmOEhfKSUpO6LhNQ
Obrigado por ler até aqui e deixe-me saber o que você pensa. Eu estarei lendo os comentários e sugestões aqui!
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2019.01.10 23:04 AM_RadioShowHost Olá Livros: Eu criei um grupo de Clube do Livro na Rede Social de Geolocalização Orbis. Agora podemos marcar os melhores lugares para fãs da lituratura como sebos, livrarias e até encontros literarios.

Links de aplicativo abaixo (Somente o Android, por enquanto, estou aguardando que a Apple aprove a versão do iOS, atualizarei aqui quando eles o fizerem):
Exemplo de local de localização do grupo Clube do Livro: https://imgur.com/VihSpZL
Clube do Livro Descrição: https://imgur.com/88JINhD
LINK DA PLAY STORE >>> https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis&hl=pt
Olá /Livros. Eu acho que vocês vão gostar dessa ideia. Eu criei uma rede social de geolocalização onde grupos podem marcar onde, em sua cidade / região, eles freqüentam. Confira os prints e descrição abaixo.
Podemos usar este aplicativo para marcar nossos lugares favoritos como sebos, livrarias e até encontros literarios.
Descrição & Explicação de uso:
Obrigado por tomar o tempo para ler este texto. Conforme descrito, criei um aplicativo de rede social baseado em mapas para Android.
Esta é a home page: https://imgur.com/kRFbKX7
Funciona assim, você faz o download do aplicativo, compartilha sua localização e, em seguida, se inscreve (você pode usá-lo sem se inscrever, mas eu acabei de publicá-lo, então provavelmente não será muito útil em sua região). Você então entra para um grupo existente ou cria um.
Exemplo da sua tela depois de ingressar em um grupo depois de se inscrever: https://imgur.com/lA7Maiz
Depois de criar / participar de um grupo, você pode fazer check-in pressionando o botão com o símbolo de localização na página inicial, que também é a visualização do mapa. Isso fará com que o Google preencha os lugares próximos ao seu redor, você também pode fazer um check-in por GPS ou criar um lugar que você não encontre na lista.
Exemplo de lugares para check-in: https://imgur.com/4dBmIQn
Depois de fazer o check-in em um lugar com seu grupo, você será direcionado para a visualização do mapa, onde verá o círculo com o símbolo do seu grupo exibido girando em torno do local em que você acabou de fazer o check-in.
Exemplo de círculo no mapa: https://imgur.com/f66aC8c
Isso também criará automaticamente uma página de lugar para o local em que você fez check-in. Você pode ver isso clicando no círculo criado recentemente.
Página de lugar: https://imgur.com/Xy6o1tO
Este círculo no mapa marca o território do seu grupo. Se houver mais checkins neste lugar, o círculo irá inflar, e se os dias passarem sem que alguém faça checkin naquele lugar, o círculo irá desinflar até desaparecer. Se outros grupos fizerem check-in e criarem círculos de grupo em torno do círculo do seu grupo e os mesmos tocarem, o círculo mais antigo se esvazia ao ser tocado, é como uma competição por território nesse sentido. Os grupos também competem para ter o maior número de check-ins em um local e, portanto, "conquistá-los". Isso pode ser visto na página do local em que o grupo que é proprietário do local tem a porcentagem majoritária de frequência.
Os grupos que você associa / cria tem um conjunto completo de recursos, como feed de notícias (para que você possa postar fotos, textos e vídeos), locais pertencentes ao grupo, calendário de eventos, membros. Você pode conferir clicando no nome do grupo.
Se minha explicação confunde um pouco, me desculpe. Mas o aplicativo em si é muito simples e a interface do usuário é muito minimalista, não há muitos usuários agora porque que acabei de lançar, mas confira por si mesmo e seja meus primeiros usuários !:
Por que estou fazendo isso?
Eu tenho sido muito inspirado por mapas antigos que eu vi em subreddits como / r / MapPorn, especialmente um mapa chamado Orbis Terrarum, que é considerado o primeiro atlas moderno, em homenagem a este mapa, eu nomeei meu aplicativo Orbis. ;)
De uma perspectiva filosófica. Eu acredito que existe um mapa secreto da sociedade que é composto de grupos de personalidade que estão dentro e ao redor de uma cidade / região, todo mundo sabe onde certos grupos ficam em sua cidade / região, mas isso não está muito bem definido, espero que essa ferramenta pode ajudar a criar essa compreensão e, espero, tornar-se uma espécie de bússola moderna das tribos da personalidade do agora. Espero que este aplicativo possa trazer a mesma sensação de desejo de descobrimento que uma pessoa do século 15 obteria ao olhar para um antigo mapa do mundo e imaginar os mistérios não descobertos por aí. Eu tento replicar esse sentimento e trazê-lo para um nível mais local em formato de aplicativo.
Acabei de publicar recentemente, por isso, se você encontrar algum bug, por favor me avise e tente reiniciar o aplicativo (geralmente reiniciar o aplicativo conerta muitos bugs).
Tente passar por toda a experiência de criar um grupo e fazer o check-in para entender o conceito. Eu tenho facebook e twitter connect, mas se você é sensível à privacidade, você pode entrar com pseudonimo e um e-mail qualquer (tipo como reddit tem seu processo de inscrição)
Obrigado por ler isso até aqui e deixe-me saber o que você pensa. Eu estarei lendo os comentários e sugestões aqui.
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2019.01.10 22:43 AM_RadioShowHost Olá Futebol: Eu criei uma Rede Social de Geolocalização aonde fãs de times de futebol podem marcar seus lugares preferidos para assistir os jogos em publico ! Link na descrição !

Link do aplicativo abaixo (Somente o Android, por enquanto, estou aguardando que a Apple aprove a versão do iOS, atualizarei aqui quando eles o fizerem):
LINK DA PLAY STORE >>> https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis&hl=pt
Olá fãs de Futebol. Eu acho que vocês vão gostar dessa ideia. Eu criei uma rede social de geolocalização onde grupos podem marcar onde, em sua cidade ou região, eles freqüentam. Confira os prints e descrição abaixo.
Podemos usar este aplicativo para marcar nossos lugares favoritos para se encontrar com pessoas que também amam o nosso time preferido de futebol, acho que seria perfeito para marcar aqueles lugares aonde esta todo mundo tomando uma cerveja em um bar assistindo o jogo na TV. Vocês podem criar novos grupos ou entrar par algum já exitente.
Já foi-se criados grupos para o Flamengo, Botafogo & Corinthians, exemplo abaixo:
-Exemplo de local de localização do grupo FLAMENGO LOVE: https://imgur.com/d9launL
-FLAMENGO LOVE Descrição: https://imgur.com/nhZb1HD
-Exemplo de local de localização do grupo Fãs do Corinthians: https://imgur.com/oW9kARK
-Fãs do Corinthians Descrição: https://imgur.com/6qvnwrn
-Exemplo de local de localização do grupo Botafogo 22408: https://imgur.com/OcmhvXM
-Botafogo 22408 descrição: https://imgur.com/6aBmVge
Mas você também pode criar um grupo pro seu time !
Descrição & Explicação de uso:
Obrigado por tomar o tempo para ler este texto. Conforme descrito, criei um aplicativo de rede social baseado em mapas para Android
Esta é a home page: https://imgur.com/kRFbKX7
Funciona assim, você faz o download do aplicativo, compartilha sua localização e, em seguida, se inscreve (você pode usá-lo sem se inscrever, mas eu acabei de publicá-lo, então provavelmente não será muito útil em sua região). Você então entra para um grupo existente ou cria um.
Exemplo da sua tela depois de ingressar em um grupo depois de se inscrever: https://imgur.com/lA7Maiz
Depois de criar / participar de um grupo, você pode fazer check-in pressionando o botão com o símbolo de localização na página inicial, que também é a visualização do mapa. Isso fará com que o Google preencha os lugares próximos ao seu redor, você também pode fazer um check-in por GPS ou criar um lugar que você não encontre na lista.
Exemplo de lugares para check-in: https://imgur.com/4dBmIQn
Depois de fazer o check-in em um lugar com seu grupo, você será direcionado para a visualização do mapa, onde verá o círculo com o símbolo do seu grupo exibido girando em torno do local em que você acabou de fazer o check-in.
Exemplo de círculo no mapa: https://imgur.com/f66aC8c
Isso também criará automaticamente uma página de lugar para o local em que você fez check-in. Você pode ver isso clicando no círculo criado recentemente.
Página de lugar: https://imgur.com/Xy6o1tO
Este círculo no mapa marca o território do seu grupo. Se houver mais checkins neste lugar, o círculo irá inflar, e se os dias passarem sem que alguém faça checkin naquele lugar, o círculo irá desinflar até desaparecer. Se outros grupos fizerem check-in e criarem círculos de grupo em torno do círculo do seu grupo e os mesmos tocarem, o círculo mais antigo se esvazia ao ser tocado, é como uma competição por território nesse sentido. Os grupos também competem para ter o maior número de check-ins em um local e, portanto, "conquistá-los". Isso pode ser visto na página do local em que o grupo que é proprietário do local tem a porcentagem majoritária de frequência.
Os grupos que você associa / cria tem um conjunto completo de recursos, como feed de notícias (para que você possa postar fotos, textos e vídeos), locais pertencentes ao grupo, calendário de eventos, membros. Você pode conferir clicando no nome do grupo.
Se minha explicação confunde um pouco, me desculpe. Mas o aplicativo em si é muito simples e a interface do usuário é muito minimalista, não há muitos usuários agora porque que acabei de lançar, mas confira por si mesmo e seja meus primeiros usuários !:
Por que estou fazendo isso?
Eu tenho sido muito inspirado por mapas antigos que eu vi em subreddits como / r / MapPorn, especialmente um mapa chamado Orbis Terrarum, que é considerado o primeiro atlas moderno, em homenagem a este mapa, eu nomeei meu aplicativo Orbis. ;)
De uma perspectiva filosófica. Eu acredito que existe um mapa secreto da sociedade que é composto de grupos de personalidade que estão dentro e ao redor de uma cidade / região, todo mundo sabe onde certos grupos ficam em sua cidade / região, mas isso não está muito bem definido, espero que essa ferramenta pode ajudar a criar essa compreensão e, espero, tornar-se uma espécie de bússola moderna das tribos da personalidade do agora. Espero que este aplicativo possa trazer a mesma sensação de desejo de descobrimento que uma pessoa do século 15 obteria ao olhar para um antigo mapa do mundo e imaginar os mistérios não descobertos por aí. Eu tento replicar esse sentimento e trazê-lo para um nível mais local em formato de aplicativo.
Acabei de publicar recentemente, por isso, se você encontrar algum bug, por favor me avise e tente reiniciar o aplicativo (geralmente reiniciar o aplicativo conerta muitos bugs).
Tente passar por toda a experiência de criar um grupo e fazer o check-in para entender o conceito. Eu tenho facebook e twitter connect, mas se você é sensível à privacidade, você pode entrar com pseudonimo e um e-mail qualquer (tipo como reddit tem seu processo de inscrição)
Obrigado por ler isso até aqui e deixe-me saber o que você pensa. Eu estarei lendo os comentários e sugestões aqui.
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2019.01.08 02:00 AM_RadioShowHost Olá Portugueses: Eu criei uma Rede Social de Geolocalização onde os usuários podem marcar o grupo de personalidade de sua cidade / região em torno de um mapa. Link na descrição! Eu fiz uma versão em Português também! (/r/Portugal baniu minha postagem por isso venho ao seus braços!)

Links de aplicativos abaixo (Somente o Android, por enquanto, estou aguardando que a Apple aprove a versão do iOS, atualizarei aqui quando eles o fizerem):
Inglês: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis
Português: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis&hl=pt
Olá Portugueses, obrigado por tomar o tempo para ler este texto. Conforme descrito, criei um aplicativo de rede social de geolocalização para Android. Funciona assim, você faz o download do aplicativo, compartilha sua localização e, em seguida, se inscreve (você pode usá-lo sem se inscrever, mas como acabei de publicá-lo, provavelmente não será muito útil em sua região agora).
Depois de se inscrever, você cria um grupo ou entra para um já existente. Depois de criar / entrar para um grupo, você pode fazer check-in pressionando o botão com o símbolo de localização na página inicial, que também é a visualização do mapa. Isso fará com que o Google preencha os lugares próximos ao seu redor, você também pode fazer um check-in por GPS ou criar um lugar que você não encontre na lista.
Depois de fazer check-in em um lugar com seu grupo, você será direcionado para a visualização do mapa, onde verá o círculo com o símbolo do seu grupo mostrando o local onde você acabou de fazer o check-in. Isso também criará automaticamente uma página de lugar para o local em que você fez check-in. Você pode ver isso clicando no círculo criado recentemente.
Este círculo no mapa marca o território do seu grupo. Se houver mais checkins neste lugar, o círculo irá inflar, e se os dias passarem sem que alguém faça checkin naquele lugar, o círculo ira ir murchando até que desapareça. Se outros grupos fizerem check-in e criarem círculos de grupo perto do círculo do seu grupo e os mesmos se tocarem, o círculo mais antigo diminui ao ser tocado, é como uma competição por território nesse sentido. Os grupos também competem para ter o maior número de check-ins em um local e, portanto, "conquistá-los". Isso pode ser visto na página do local em que o grupo que é proprietário do local tem a porcentagem majoritária de frequência.
Os grupos que você entra/cria tem um conjunto completo de recursos, como feed de notícias (para que você possa postar fotos, textos e vídeos), locais pertencentes ao grupo, calendário de eventos, membros. Você pode conferir clicando no nome do grupo.
Se minha explicação confunde um pouco, me desculpe. Mas o aplicativo em si é muito simples e a interface do usuário é muito minimalista, não há muitos usuários agora porque eu acabei de lançar, mas confira por si mesmo e seja meus primeiros usuários !:
Por que estou fazendo isso?
Eu fui muito inspirado por mapas antigos que eu vi em subreddits de mapas, especialmente um mapa chamado Orbis Terrarum, que é considerado o primeiro atlas moderno, em homenagem a este mapa, batizei meu aplicativo de Orbis. ;)
De uma perspectiva filosófica. Eu acredito que existe um mapa secreto da sociedade que é composto por grupos de personalidade que estão dentro e ao redor de uma cidade / região, todo mundo sabe onde certos grupos ficam em sua cidade / região, mas isso não está muito bem definido, espero que essa ferramenta possa ajudar a criar essa compreensão e, espero, tornar-se uma espécie de bússola moderna das tribos da personalidade do agora. Espero que este aplicativo possa trazer a mesma sensação de desejo de descoberta que uma pessoa do século 15 obteria ao olhar para um antigo mapa do mundo e imaginar os mistérios não descobertos por aí. Eu tento replicar esse sentimento e trazê-lo para um nível mais local em formato de aplicativo.
Acabei de publicar recentemente, por isso, se você encontrar algum bug, por favor me avise e tente reiniciar o aplicativo (geralmente reiniciar o aplicativo conserta muitos bugs).
Tente passar por toda a experiência de criar um grupo e fazer o check-in para entender o conceito. Eu tenho facebook e twitter connect, mas se você é sensível à privacidade, você pode entrar com pseudonimo e um e-mail (tipo como reddit tem seu processo de inscrição)
Obrigado por ler até aqui e deixe-me saber o que você pensa. Eu estarei lendo os comentários e sugestões aqui.
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2019.01.06 23:23 AM_RadioShowHost Olá PORTUGALCARALHO: Eu criei uma Rede Social de Geolocalização onde os usuários podem marcar o grupo de personalidade de sua cidade / região em torno de um mapa. Link na descrição! Eu fiz uma versão em Português também! (/r/Portugal baniu minha postagen por isso venho ao seus braços!)

Links de aplicativos abaixo (Somente o Android, por enquanto, estou aguardando que a Apple aprove a versão do iOS, atualizarei aqui quando eles o fizerem):
Inglês: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis
Português: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis&hl=pt
Olá PORTUGALCARALHO, Obrigado por tomar o tempo para ler este texto. Conforme descrito, criei um aplicativo de rede social de geolocalização para Android. Funciona assim, você faz o download do aplicativo, compartilha sua localização e, em seguida, se inscreve (você pode usá-lo sem se inscrever, mas como acabei de publicá-lo, provavelmente não será muito útil em sua região agora).
Depois de se inscrever, você cria um grupo ou entra para um já existente. Depois de criar / entrar para um grupo, você pode fazer check-in pressionando o botão com o símbolo de localização na página inicial, que também é a visualização do mapa. Isso fará com que o Google preencha os lugares próximos ao seu redor, você também pode fazer um check-in por GPS ou criar um lugar que você não encontre na lista.
Depois de fazer check-in em um lugar com seu grupo, você será direcionado para a visualização do mapa, onde verá o círculo com o símbolo do seu grupo mostrando o local onde você acabou de fazer o check-in. Isso também criará automaticamente uma página de lugar para o local em que você fez check-in. Você pode ver isso clicando no círculo criado recentemente.
Este círculo no mapa marca o território do seu grupo. Se houver mais checkins neste lugar, o círculo irá inflar, e se os dias passarem sem que alguém faça checkin naquele lugar, o círculo ira ir murchando até que desapareça. Se outros grupos fizerem check-in e criarem círculos de grupo perto do círculo do seu grupo e os mesmos se tocarem, o círculo mais antigo diminui ao ser tocado, é como uma competição por território nesse sentido. Os grupos também competem para ter o maior número de check-ins em um local e, portanto, "conquistá-los". Isso pode ser visto na página do local em que o grupo que é proprietário do local tem a porcentagem majoritária de frequência.
Os grupos que você entra/cria tem um conjunto completo de recursos, como feed de notícias (para que você possa postar fotos, textos e vídeos), locais pertencentes ao grupo, calendário de eventos, membros. Você pode conferir clicando no nome do grupo.
Se minha explicação confunde um pouco, me desculpe. Mas o aplicativo em si é muito simples e a interface do usuário é muito minimalista, não há muitos usuários agora porque eu acabei de lançar, mas confira por si mesmo e seja meus primeiros usuários !:
Por que estou fazendo isso?
Eu fui muito inspirado por mapas antigos que eu vi em subreddits de mapas, especialmente um mapa chamado Orbis Terrarum, que é considerado o primeiro atlas moderno, em homenagem a este mapa, batizei meu aplicativo de Orbis. ;)
De uma perspectiva filosófica. Eu acredito que existe um mapa secreto da sociedade que é composto por grupos de personalidade que estão dentro e ao redor de uma cidade / região, todo mundo sabe onde certos grupos ficam em sua cidade / região, mas isso não está muito bem definido, espero que essa ferramenta possa ajudar a criar essa compreensão e, espero, tornar-se uma espécie de bússola moderna das tribos da personalidade do agora. Espero que este aplicativo possa trazer a mesma sensação de desejo de descoberta que uma pessoa do século 15 obteria ao olhar para um antigo mapa do mundo e imaginar os mistérios não descobertos por aí. Eu tento replicar esse sentimento e trazê-lo para um nível mais local em formato de aplicativo.
Acabei de publicar recentemente, por isso, se você encontrar algum bug, por favor me avise e tente reiniciar o aplicativo (geralmente reiniciar o aplicativo conserta muitos bugs).
Tente passar por toda a experiência de criar um grupo e fazer o check-in para entender o conceito. Eu tenho facebook e twitter connect, mas se você é sensível à privacidade, você pode entrar com pseudonimo e um e-mail (tipo como reddit tem seu processo de inscrição)
Obrigado por ler até aqui e deixe-me saber o que você pensa. Eu estarei lendo os comentários e sugestões aqui.
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2019.01.02 04:36 AM_RadioShowHost Olá Brasil: Eu criei uma Rede Social de Geolocalização onde os usuários podem marcar o grupo de personalidade de sua cidade / região em torno de um mapa. Link na descrição! Eu fiz uma versão em Português também!

Links de aplicativos abaixo (Somente o Android, por enquanto, estou aguardando que a Apple aprove a versão do iOS, atualizarei aqui quando eles o fizerem):
Inglês: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis
Português: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orbis.orbis&hl=pt
Olá Brasil, Obrigado por tomar o tempo para ler este texto. Conforme descrito, criei um aplicativo de rede social de geolocalização para Android. Funciona assim, você faz o download do aplicativo, compartilha sua localização e, em seguida, se inscreve (você pode usá-lo sem se inscrever, mas como acabei de publicá-lo, provavelmente não será muito útil em sua região agora).
Depois de se inscrever, você cria um grupo ou entra para um já existente. Depois de criar / entrar para um grupo, você pode fazer check-in pressionando o botão com o símbolo de localização na página inicial, que também é a visualização do mapa. Isso fará com que o Google preencha os lugares próximos ao seu redor, você também pode fazer um check-in por GPS ou criar um lugar que você não encontre na lista.
Depois de fazer check-in em um lugar com seu grupo, você será direcionado para a visualização do mapa, onde verá o círculo com o símbolo do seu grupo mostrando o local onde você acabou de fazer o check-in. Isso também criará automaticamente uma página de lugar para o local em que você fez check-in. Você pode ver isso clicando no círculo criado recentemente.
Este círculo no mapa marca o território do seu grupo. Se houver mais checkins neste lugar, o círculo irá inflar, e se os dias passarem sem que alguém faça checkin naquele lugar, o círculo ira ir murchando até que desapareça. Se outros grupos fizerem check-in e criarem círculos de grupo perto do círculo do seu grupo e os mesmos se tocarem, o círculo mais antigo diminui ao ser tocado, é como uma competição por território nesse sentido. Os grupos também competem para ter o maior número de check-ins em um local e, portanto, "conquistá-los". Isso pode ser visto na página do local em que o grupo que é proprietário do local tem a porcentagem majoritária de frequência.
Os grupos que você entra/cria tem um conjunto completo de recursos, como feed de notícias (para que você possa postar fotos, textos e vídeos), locais pertencentes ao grupo, calendário de eventos, membros. Você pode conferir clicando no nome do grupo.
Se minha explicação confunde um pouco, me desculpe. Mas o aplicativo em si é muito simples e a interface do usuário é muito minimalista, não há muitos usuários agora porque eu acabei de lançar, mas confira por si mesmo e seja meus primeiros usuários !:
Por que estou fazendo isso?
Eu fui muito inspirado por mapas antigos que eu vi em subreddits de mapas, especialmente um mapa chamado Orbis Terrarum, que é considerado o primeiro atlas moderno, em homenagem a este mapa, batizei meu aplicativo de Orbis. ;)
De uma perspectiva filosófica. Eu acredito que existe um mapa secreto da sociedade que é composto por grupos de personalidade que estão dentro e ao redor de uma cidade / região, todo mundo sabe onde certos grupos ficam em sua cidade / região, mas isso não está muito bem definido, espero que essa ferramenta possa ajudar a criar essa compreensão e, espero, tornar-se uma espécie de bússola moderna das tribos da personalidade do agora. Espero que este aplicativo possa trazer a mesma sensação de desejo de descobrimento que uma pessoa do século 15 obteria ao olhar para um antigo mapa do mundo e imaginar os mistérios não descobertos por aí. Eu tento replicar esse sentimento e trazê-lo para um nível mais local em formato de aplicativo.
Acabei de publicar recentemente, por isso, se você encontrar algum bug, por favor me avise e tente reiniciar o aplicativo (geralmente reiniciar o aplicativo conserta muitos bugs).
Tente passar por toda a experiência de criar um grupo e fazer o check-in para entender o conceito. Eu tenho facebook e twitter connect, mas se você é sensível à privacidade, você pode entrar com pseudonimo e um e-mail (tipo como reddit tem seu processo de inscrição)
Obrigado por ler até aqui e deixe-me saber o que você pensa. Eu estarei lendo os comentários e sugestões aqui!
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2016.04.28 07:15 fillingtheblank Que músicas falam dos problemas do país e dos sofrimentos do povo brasileiro?

-- O que segue é uma troca com comentários sobre uma veia importante mas às vezes esquecida da nossa música nacional. --
.
Como diz o título, estou procurando o "blues" brasileiro, mas não no sentido de um gênero musical - pode ser qualquer coisa: rock, hiphop. sertanejo, mpb, bossanova, samba, xote etc. No sentido da manifestação das mazelas, dores e dificuldas que a arte expressa sobre o povo (como o blues fez muito nos EUA, historicamente, e hoje o rap e rock).
Que músicas mexem com vocês quanto as questões dos problemas, históricos ou específicos de uma época, do país ou do povo?
Como exemplos, eis uma mini-playlist das que me tocam:
"Moer Cana" - Chico César
Não consegui encontrar a versão original do próprio artista, que considero superior. Está no álbum 'De uns tempos pra cá'. A maioria conhece Chico César como músico, mas antes disso e ainda hoje ele é um poeta com livros publicados. Impressionantemente consegue conjugar com sucesso e beleza, em minha opinião, ambas facetas. O que é muito difícil. Negro nascido no interior da Paraíba, imigrado depois para a zona industrial do sudeste em adulto, acho que sabe do que está cantando. Um dos meus artistas preferidos. Essa música não é famosa, mas mexe comigo.
"Pau de Arara" - Carlos Lyra & Vinícius de Moraes
Muito infelizmente, não encontrei uma versão original ou mesmo boa no YouTube, mas se puderem ouçam a interpretação do Sérgio Cassiano no Spotify ou outro. Grande composição de Vinícius, que sabia virar mulher, negro, índio, sulista... qualquer ser humano, ao compor.
"Gente Humilde" - escrito por Garoto, V. de Moraes e C. Buarque
Sutil, singela, forte e emotiva. Um haikai musical do Brasil, praticamente.
"Meninos do Brasil" - Mano Borges
Um artista maranhense pouco conhecido, mas já fez muitas músicas boas. O conheci pessoalmente há 20 anos atrás e não me decepcionei.
"Abandonados Pelo Sistema" - Tribo de Jah
Sou suspeito pois gosto muito de reggae. Se alguém ainda não sabe, a palavra "Babilônia" ou o adjetivo "babilônico" é, no liricismo da música reggae, um sinônimo da "rat race", da selva de concreto e principalmente de qualquer sistema que falha os seus cidadãos. A origem do uso é da passagem do antigo testamento em que os judeus são mal tratados na Babilônia. Todos os membros da banda são cegos, exceto o vocalista. Mas olham para o país melhor do que muita gente.
"Triste Partida" - Patativa do Assaré
Essa não é uma música adaptada aos gostos e ouvidos contemporâneos, mas ela tem uma importância histórica que se manifesta ainda hoje. Esse vídeo mostra bem o impacto dessa música nas pessoas descritas (e digo isso também por ter pessoas na minha família com história e reação semelhantes)
"Zé do Caroço" - Leci Brandão
Sigo esperando o nascimento de um novo líder. Enquanto isso, continuamos com a nossa programação normal.
"Vida de Negro" - Dorival Caymmi
Há 200 anos. Há 50. Há 1. Mas espero que, no fundo, não seja atemporal...
"Que País é Esse" - Renato Russo
Em minha muito pessoal opinião, a melhor música do rock nacional até hoje. Instrumental, letra e interpretação formam um perfeito combo. Sem medo de ser política e de pôr dedo nas feridas, escrita antes mesmo da constituição democrática de 88, mas parece que foi escrita semana passada. Talvez até mais do que na época.
"Admirável Gado Novo" - Zé Ramalho
"É o Brasil!..."
"A Cidade" - Chico Science
Chico Science, à primeira vista, não é um cara que estava fazendo um som para as massas e as rádios. Mas, milagrosamente, as mesmas o abraçaram (em parte). E isso é bom. Trata-se de um gênio que foge completamente do formato esperado, especialmente da época que se lançou.
"Aluga-se" - Raul Seixas
Desde os conluios da colonização, vindo da campanha d"O petróleo é nosso", passando pelas políticas dos anos 90 até chegar às sacanagens da copa do mundo recente, essa música não morre não pra mim.
"Asa Branca" - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Um clássico e uma grande obra. O desespero da família que perde tudo por uma seca. Pus uma versão interpretada por Geraldo Vandré.
"Roda Viva" - Chico Buarque
Sempre interpretei essa música como o autor pensando nos amigos que morreram, se exilaram ou desapareceram. E o questionamento sobre se há motivos para se ter esperanças e agir, ou se só resta tristeza diante das dificuldades que se apresentam. Outra do autor que merece menção honrosa é "Construção". Difícil escolher uma.
"Coração de Estudante" - Milton Nascimento
Certa feita, Elis Regina disse que se Deus tivesse uma voz, seria a de Milton Nascimento. Aberto à divergência de opinião, mas essa música talvez não. Originalmente a melodia se chamava "Tema de Jango", pois foi feita em homenagem a João Goulart, o presidente deposto em 1964. Depois a letra surgiu, e foi inspirada pela história em torno do estudante Edson Luís. Tancredo Neves chegou a declarar que era sua música preferida (e ele morreu apenas dois anos depois do lançamento). Por isso, com a morte deste, a mesma se tornou uma espécie de hino da campanha de redemocratização do país, e tocou muito nas homenagens à sua despedida. Ressalta-se, porém, que ela valeria como uma grande música mesmo sem a associação a esses contextos.
"Até Quando?" - Gabriel Pensador
Um berro sobre a apatia brasileira em todas as esferas da sociedade.
"Opinião" - Nara Leão
Nara Leão mandando um recado bem claro numa época bem escura.
"Pra não dizer que não falei das flores" - Geraldo Vandré
Vandré parece ter criado uma música "larger than life" com essa composição. Ele sumiu um tempo depois e parou de cantar e compor com a mesma frequência. Muito se especulou, numa era anterior à internet, que havia sido torturado até ter ficado mentalmente abalado. Ainda vivo, mesmo se recluso, ele nega tudo. A canção ficou para a eternidade.
Bom, acho que por ora já chega. Tem alguns sambas do Bezerra da Silva e alguns raps do Emicida e outros que tenho certeza que colocaria nessa lista mas o sono tá batendo e afetando a memória... Fiquem à vontade para acrescentar.
E vocês, /Brasil? Que músicas mexem com as mazelas brasileiras ou com pedaços dolorosos da sociedade ou da história para você?
Vou acrescentar mais ao posto segundo as recomendações e sugestões (com o devido crédito).
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